Verdade liberta

Minha foto
"Um Poeta sonhador Um amante do Amor Um negro questionador Um eterno lutador" "Poesia é arte de viver Ser poeta é também crer Na verdade na história Na ilusão Sem demora"

terça-feira, 30 de abril de 2013

Profecia de São Malaquias: sucessor de Bento XVI já tem nome e será o último



No século XII, bispo irlandês teve visões sobre 112 papas; vencedor do conclave se chamará Pedro (no próprio nome ou no nome que adotar) e será o último da história da Igreja
11/03/2013


O conclave que terá início nesta terça-feira (12) após a renúncia de Bento XVI já tem resultado: o novo papa se chamará Pedro II e será o último pontífice da Igreja Católica. Pelo menos, é o que reza a profecia de São Malaquias, padre irlandês que viveu no século XII e deixou, além de alguns milagres no currículo, previsões sobre os 112 papados que viriam depois dele.
Nos idos do ano de 1140, o arcebispo de Armagh teve algumas visões sobre o futuro do catolicismo. Dentre elas, a que ficou mais famosa diz respeito ao sumo pontificado. A lista elaborada pelo religioso — canonizado mais tarde como São Malaquias — contém “lemas” descritivos que fazem referência ao nome, símbolo do país de origem, ao escudo de armas ou a qualquer elemento que possa caracterizar o papa de alguma forma.
No rol com os 112 pontífices antevistos na profecia, o último deles será o vencedor do próximo conclave a ser realizado na Santa Sé. De acordo com as visões de Malaquias, o sucessor de Bento XVI adotará o título de Pedro II, nome do primeiro bispo de Roma e sucessor de Jesus Cristo. A profecia diz o seguinte:
“Na perseguição final à sagrada Igreja Romana reinará Pedro Romano, que alimentará o seu rebanho entre muitas turbulências, sendo que então, a cidade das sete colinas [Roma] será destruída e o formidável juiz julgará o seu povo”.
Oficialmente, a Igreja nunca deu muita importância à profecia de São Malaquias. Por via das dúvidas, veja como as visões do profeta caracterizaram os cinco últimos pontífices:
  • "Pastor et Nauta" para o papa de número 107: João XXIII (1958-1963) - o termo Nauta (timoneiro) também refere-se à Veneza, cidade alagada, onde ele nasceu.
  • "Flos Florum" para o papa de número 108: Paulo VI (1963-1978) - sua tradução é: “Flor das Flores”. Eleito papa em 1963, seu escudo de armas continha três flores-de-lis.
  • “De Medietate Lunae” para o papa de número 109: João Paulo I (1978) – sua tradução é “Da Metade da Lua. Albino Luciani, nome de batismo do papa João Paulo I, significa “luz branca”. Seu papado durou apenas 33 dias, ou seja, reinou pelo período de um mês lunar. Sua diocese de origem, Belluno, quer dizer em latim “bela lua”. João Paulo I também morreu um mês após se tornar papa . Há suspeitas de que foi assassinado ao tentar “sanear” o Banco do Vaticano (ou IOR) e anular a influência da máfia italiana. Malaquias inclui uma frase sobre esse papa: Salve amore, pater nostro, mediatore sactissimo, presunta victima (Salve, amado pai, santo mediador, futura vítima).
  • "De Labore Solis Optimo" para o papa de número 110: João Paulo II (1978-2005) - Durante a 2ª Guerra Mundial, o futuro papa Karol Wojtila trabalhou como mineiro e operário em uma fábrica de produtos químicos na Polônia. Wojtila nasceu, em 1920, em um dia de eclipse do sol e morreu, em 2005, também em um dia de eclipse solar. João Paulo II foi incansável trabalhador, tendo sido o papa que mais viajou ao redor do mundo.
  • "Gloria Olivae" para o papa de número 111: Bento XVI (2005-2013) - Benedito (como é falado fora do Brasil), Jospeh Ratzinger nasceu em um sábado de Glória, o último sábado antes da Semana Santa, que se inicia no dia seguinte, com o Domingo de Ramos (de oliva). Escolheu seu nome homenageando São Bento, pertencente à ordem dos “olivetanos”; também chamada de ordem dos Beneditinos.
Nota da redação:
Francisco
A profecia de Malaquias continua valendo para os que acreditam nela. Apesar de o nome do novo papa não ser Pedro e de ele também não ter escolhido para si o nome "Pedro II", estudiosos lembram que o nome de São Francisco de Assis (de quem Bergoglio decidiu retirar o nome Francisco) é Giovanni di Pietro di Bernardone.
Ao mesmo tempo, recordam que São Francisco também era romano, já que nasceu na Itália, em 1182, na época em que parte desse território fazia parte do Sacro Império Romano-Germânico, que teve como primeiro imperador Carlos Magno, coroado em 25 de dezembro de 800 e  último, curiosamente, um Francisco II, que abdicou e dissolveu o império em 1806 durante as Guerras Napoleônicas. Há a curiosidade também de que São Francisco, ao iniciar sua nova vida, trabalhou como pedreiro, ajudando a reconstruir diversas igrejas nos arredores de Assis.
Além disso, os que acreditam nas profecias relebram que o líder dos jesuítas (ordem a qual Bergoglio pertence) é justamente chamado de o "Papa negro", devido à sua batina negra - em mais uma referência ao último papa que deveria surgir antes do Apocalipse.
Há ainda o fato de como o próprio novo papa Francisco se referiu à Argentina, seu país de origem, em sua primeira aparição: "Foram quase até o fim do mundo para me buscar". A favor disso, pesa uma profecia feita, em 1527, pelo Monge de Pádua - o mesmo que anos mais tarde publicaria as profecias de São Malaquias -, que diz que o último papa chegaria "a Roma de uma terra distante para encontrar tribulação e morte". 
Em tempo, na história da Igreja Católica nunca houve um papa jesuíta. Chamado Francisco, este também será o primeiro.

Povo cigano-história

A história do povo cigano ou rom é ainda hoje objeto de controvérsia. Existem várias razões que explicam a obscuridade que envolve a esse assunto. Em primeiro lugar, a cultura cigana é fundamentalmente ágrafa e despreocupada por sua história, de maneira que não foram conservados por escrito sua procedência. Sua história foi estudada sempre pelos não ciganos, com frequência através de um cariz fortemente etnocentrista. Os primeiros movimentos migratórios datam do século X, de sorte que muita informação se perdeu, se é que alguma vez existiu. É importante assinalar também que os primeiros grupos de ciganos chegados a Europa ocidental fantasiavam acerca de suas origens, atribuindo-se uma procedência misteriosa e lendária, em parte como estratégia de proteção frente a uma população em que eram minoria, em parte como posta em cena de seus espetáculos e atividades.
Outro problema que se deve ter em conta é que a inserção (ou não) na comunidade cigana é uma questão disputada. Não existe uma delimitação clara dentro da própria comunidade (nem fora) acerca de quem é cigano e quem não o é.
As principais fontes de informação são os testemunhos escritos, as análises lingüísticas e a genética populacional.
 O termo em português "cigano" (assim como o espanhol gitano e em inglês gypsy) é uma corruptela de egípcio, aplicado a esse povo pela crença errônea de que seriam provenientes do Egito. No século XVIII, o estudo da língua romani, própria dos ciganos, confirmou que se tratava de uma língua indo-ariana, muito similar ao panjabi o ao hindi ocidental. Isso demonstrou que a origem do povo rom está no noroeste do Subcontinente Indiano, na zona em que atualmente fica a fronteira entre os estados modernos de Índia e Paquistão. Esse descobrimento lingüístico acabou sendo também respaldado por estudos genéticos. É provável que os ciganos originaram-se de uma casta inferior do noroeste da Índia, que, por causas desconhecidas foi obrigada a abandonar o país no primeiro milênio d.C..
A procedência dos roma foi objeto de todo tipo de fantasias. Foram considerados descendentes de Caim, ou relacionados com a estirpe de Cam. Algumas tradições os identificam com magos caldeus da Síria, ou com uma tribo de Israel fugida do Egito faraônico. Uma antiga lenda balcânica os faz forjadores (ou ladrões) dos pregos da cruz de Cristo, motivo pelo qual teriam sido condenados a errar pelo mundo, se bem que não há qualquer evidência que situe aos ciganos no Oriente Médio nessa época.
Os estudos genéticos e lingüísticos parecem confirmar que os roma são originários do subcontinente Indiano, possivelmente da região do Punjab. A causa da sua diáspora continua sendo um mistério. Algumas teorias sugerem que foram originalmente indivíduos pertencentes a uma casta inferior recrutados e enviados a lutar ao oeste contra a invasão muçulmana. Ou talvez os próprios muçulmanos conquistaram os roma, escravizando-os e trazendo-os para o oeste, onde formaram uma comunidade separada.
Esta última hipótese baseia-se no relato de Mahmud de Ghazni, que informa sobre 50 mil prisioneiros durante a invasão turco-persa do Sindh e do Punjab. Por que os roma escolheram viajar para o oeste em vez de regressar para a sua terra é outro mistério, se bem que a explicação pode ser o serviço militar sob o domínio muçulmano.
O que é aceito pela maioria dos investigadores é que os ciganos poderiam abandonar a Índia em torno do ano 1000, e atravessar o que agora é o Afeganistão, Irã, Armênia e Turquia. Vários povos similares aos ciganos vivem hoje em dia na Índia, aparentemente originários do estado desértico de Rajastão, e à sua vez, povoações ciganas reconhecidas como tais pelos próprios roma vivem, todavia, no Irã, com o nome de lúrios.
Partiram em direção à Pérsia onde se dividiram em dois ramos: o primeiro, que tomou rumo oeste, atingiu a Europa através da Grécia; o segundo partiu para o sul, chegando à Síria, Egito e Palestina. No século XII, os ciganos enfrentaram o avanço dos muçulmanos, que tentaram impor sua religião na Índia[carece de fontes?], e lutaram contra os Sarracenos por muitos séculos, inclusive durante a Idade Média.
Apesar de que as provas documentais começam a ser fiáveis só a partir do século XIV, alguns autores contemporâneos rebaixaram a data do ano 1000 e inclusive antes. Certas referências sugerem que as primeiras referências escritas da existência do povo rom são anteriores: um texto que relata como Santa Atanásia de Egina repartiu comida em Trácia a uns "estrangeiros chamados atsinagi" (do grego Ατσίνγανος') durante a escassez do século IX, em plena época bizantina.
Inclusive antes, nos primórdios do mesmo século, no ano 803, Teófanes o Confessor escreve que o imperador Nicéforo I usa mão de obra de certos atsigani, que com a sua magia, ajudariam-no a conter uma revolta popular.
"Atsinganoi" foi um termo usado também para referir-se a adivinhadores ambulantes e ventríloquos e feiticeiros que visitaram ao imperador Constantino em 1054. Um texto hagiográfico ("Vida de São Jorge anacoreta") refere como os "atsigani" foram chamados por Constantino para ajudá-lo a limpar as fragas de feras. Mais tarde, seriam descritos como feiticeiros e malfeitores e acusados de intentar envenenar o galgotzigane, Zigeuner, zingari e zíngaros. favorito do imperador. A extensão desse termo geraria os modernos substantivos
Um relato histórico-lendário do século X titulado Crônica Persa, de Hazma de Ispaham, menciona a certos músicos solicitados ao rei da Índia, aos que chamou zott. O Livro dos Reis (ou Shahnameh, datado de 1010), do poeta Ferdusi conta uma história similar: vários milhares de Zott, Rom ou Dom ("homens") partiriam do atual Sindh (pode ser do rio Indo) com objetivo de entreter o rei da Pérsia com os seus espetáculos.
A partir daí, depois de uma longa estância nessa região, e já descritos como um povo que rejeitava viver da agricultura, espalhar-se-iam em dois grupos migratórios: o primeiro, que tomou rumo oeste, atingiu a EuropaGrécia; o segundo partiu para o sul, chegando à Síria, Egito e Palestina. através da
Desde a sua chegada a terras européias, uma das faces da comunidade cigana que mais chamou a atenção dos demais povos era a sua estranha língua, muito diferente das faladas na Europa. A primeira reprodução escrita do romani remonta a uma enciclopédia de título: First Book of the Introduction of Knowledge.Primeiro livro de introdução ao saber) escrito por Andrew Boorde. Esta obra, completada em 1542 e publicada em 1547, recolhia exemplos de frases do que o autor chamava Egipt speche (Fala egípcia), dando por válida a crença popular de que os ciganos procediam do Egito.[1] (
Durante os dois séculos seguintes aparecem mais menções escritas da língua romani. Na Espanha, o marquês de Sentmenat publicou em 1750 um pequeno vocabulário do romani falado na Península Ibérica.[2]
Um dos primeiros ou o primeiro documento em que se propõe identificar a língua romani como uma língua indiana é um trabalho de Szekely de Doba na Gazeta de Viena em 1763. Neste artigo, comentou que o predicador Vali, que na universidade de Leiden estudou o idioma de uns estudantes de Malabar do distrito de Zigânia, nome que lhe recordou o dos zíngaros e que posteriormente expôs o vocabulário a ciganos de Almasch (Komora, Eslováquia), comprovando que estes entendiam as palavras.[3]
Em nível acadêmico, o descobrimento da origem indiana do romani corresponde ao alemão Johann Rüdiger, catedrático da Universidade de Halle-Wittenberg, que em 1782 publicou um artigo de investigação lingüística,[4] no que analisava a fala de uma mulher cigana, Barbara Makelin, e a comparava com a língua recolhida numa gramática alemã do hindustani (o nome pelo que se conhecia antigamente os atuais hindi e urdu). No seu artigo, Rüdiger reconhecia a influência nas suas investigações do dicionário de romani de Hartwig Bacmeister, de 1755, a quem já em 1777 comunicara as suas idéias, assim como a sua dívida com seu professor Christian Büttner, que anos antes aventurara a possibilidade duma origem indiana ou acaso afegã dos ciganos. Entretanto, foi Rüdiger que estabeleceu, mediante a sua comparação entre a descrição gramatical do hindustani e a fala de Barbara Makelin, que as similitudes entre ambas variedades lingüísticas evidenciavam uma origem comum.
Estudos subsequentes da língua romani mostraram um estreito parentesco com o punjabi e o hindi ocidental, tanto no seu vocabulário fundamental como nas suas estruturas gramaticais e nas mudanças fonéticas. As investigações de Alexandre Paspati (Études sur les Tchinghianés, publicado em Constantinopla em 1870), de John Sampson (The dialect of the gypsies of Wales, 1926) e dos suecos Gjerdman e Ljungberg (A língua do cigano sueco trabalhador do cobre Dimitri Taikon, publicado em 1963)[1] evidenciam que existe uma unidade dentro do romani que se estende por toda Europa. Os estudos citados recolhiam mostras do romani grego, galês e sueco, respectivamente. Fica demostrado assim que o vocabulário básico coincide de modo relevante (nota: não se transcreve a grafia original):
  • Português: grande. Sânscrito: vadra; hindi: bara; greco-romani: bara; romani galês: baro; romani kalderash (sueco): baró.
  • Português: cabelo. Sânscrito: vála; hindi: bal; greco-romani: bal; romani galés: bal; romani kalderash (sueco): bal.
Determinadas características gramaticais indianas mantém-se no romani contemporâneo (e algumas inclusive no caló espanhol atual):
  • o final em -e para o masculino e em -i para o feminino.
  • a formação de abstratos por junção de -ben ou -pen: taco (certo) converte-se em taciben (verdade).
  • substituição do genitivo por um final adjetivado: dadésko gras (o cavalo do pai onde dad é pai e gras cavalo).
De acordo com os estudos de Terrence Kaufman (1973), a origem da língua romani, baseado nos dialetos europeus, pode localizar-se na Índia central e posteriormente, podem documentar-se empréstimos lingüísticos que foi adquirindo nos territórios por onde migrava, que iriam desde o século II a.C. ao XIVPérsia, mas não da língua árabe, o que demostra que a sua passagem pela Pérsia foi anterior à sua islamização, no ano 900. Dos séculos XI - XII, tem empréstimos de línguas do Cáucaso (osseto, georgiano e armênio). Logo, detecta-se a migração em direção à atual Turquia, onde recebe empréstimos do grego, mas não do turco, o que indica que a sua passagem foi anterior à invasão turca. No ano 1300, procederia a entrada nos Balcãs, onde adquiriu palavras das línguas eslavas. Posteriormente, os dialetos europeus do romani dividem-se, ainda que Kaufmann indica uma distinção entre os que tem influência léxica do romani e os que não, que seriam os ciganos da Bulgária e os da Espanha. d.C: assim tem empréstimos do persa da sua passagem pela
Os estudos genéticos corroboram a evidência lingüística que situa a origem do povo cigano no subcontinente indiano.
Estudos genéticos realizados em ciganos búlgaros, bálticos e valacos sugerem que cerca do 50% dos cromossomos Y e do ADN mitocondrial pertencem ao haplogrupo homem H e ao haplogrupo mulher M, amplamente estendidos na Ásia meridional e Ásia Central.
Os homens correspondem maioritariamente com os haplogrupos H (50%), I (22%), J2 (14%) e Rlb (7%) ; as mulheres com H (35%), M (26%), U3 (10%), X (7%), e outros (20%). Tais haplogrupos são raros nos não ciganos, e o resto encontram espalhados por toda Europa. Os haplogrupos femininos U2i e U7 praticamente não existem nas mulheres ciganas, mas estão presentes na Ásia meridional (entre 11 e 35%).
Pode-se calcular que aproximadamente a metade do patrimônio genético cigano é parecido ao dos grupos europeus circundantes. Mas os homens ciganos do grupo sinti da Europa Central são H (20%), J2 (20%) com uma frequência elevada de R2 (50%), frequência que se encontra também na Índia, concretamente na Bengala Ocidental e entre os cingaleses do Sri Lanka. O marcador M217, presente em 1,6% dos homens ciganos, encontra-se também em Bengala Ocidental (Kivisild et alter, 2003). Os haplogrupos L, que se encontram nos 10% dos indianos e paquistaneses, não são registrados entre os ciganos (a equipe de Greshman não parece ter investigado o haplogrupo L), assim como tampouco nos originários de Bengala Ocidental. A partir da base de dados YHRD (Y Chromosome Haplotype Reference Database),[5][6] pode-se comprovar que algumas populações ciganas européias possuem uma grande porcentagem de haplogrupos masculinos R1A1. Os dados de YHRD informam poucas correspondências, em geral, com a população do subcontinente, mas uma alta correlação no haplogrupo H com a comunidade de origem sul-asiática de Londres, na que há uma porcentagem muito alta de indivíduos procedentes de Bengala Ocidental e do Sri Lanka.
As investigações genéticas de Luba Kalaydjieva[7] mostram que o grupo original apareceu há umas 32 a 40 gerações, e que esse grupo era pequeno, de apenas uns 1.000 indivíduos.
Em 1322, um monge franciscano chamado Simon Simeonis descreve um povo com características similares aos "atsigani" vivendo em Creta, e em 1350 Ludolphus de Sudheim menciona um povo similar, com uma língua única, ao que chama "mandapolos", uma palavra que segundo se pensa deriva do grego "mantes"[8] Em 1360, um feudo cigano independente (chamado de Feudum Acinganorum) estabeleceu-se em Corfu e converteu-se numa «comunidade estável, e uma importante e consolidada parte da economia».[9] Dado que a região ocupada por essas comunidades rom era chamada "o pequeno Egito", os peregrinos que a atravessavam para ir à Terra Santa estenderam por toda Europa o apelido de "egipcianos", de onde procederiam os nomes de egiptanos, gitanos, gitans, egypsies e gypsies. Além dos assentamentos gregos, está documentada uma longa parada nos Balcãs, em terras de sérvios, búlgaros e romenos, no século XIV. (profeta ou adivinho).
Devido às frequentes guerras entre bizantinos e turcos, os roma iniciaram uma nova migração, a primeira que está documentada. As evidências lingüísticas permitem a reconstrução desta nova peregrinação. Partindo de que os ciganos abandonaram o Subcontinente Indiano, e dali passariam pelo Irã, supõe-se que mais tarde tomariam duas rotas. A primeira, desde a Armênia até Bizâncio (o que explicaria a presença de vocabulário greco-bizantino na língua dos ciganos). A outra rota, através da Síria e Oriente Médio e o Mediterrâneo (da que ficariam vestígios de vocabulário árabe). Em sua estadia nos Balcãs, a língua cigana absorveu o vocabulário germânico, mas a ausência desse resto lingüístico nos ciganos espanhóis faz pensar que a migração dividiu-se em dois, antes desse assentamento centro-europeu. Uma dirigiria-se ao oeste, ao interior de Europa, e outra ao sul, até a Síria. A primeira ponta estender-se-ia por todo o continente europeu, enquanto a segunda cruzaria a África do Norte para reaparecer na Europa depois de cruzar o estreito de Gibraltar no século XV, reencontrando-se ambas correntes migratórias em algum ponto do sul da Europa. Dessa maneira, a chegada dos ciganos à península Ibérica é também um assunto controverso, analisado mais adiante.
O certo é que a migração foi massiva e extraordinariamente rápida, e foi objeto de uma acolhida desigual. No século XV, foram encontrados em diversos locais, e os documentos multiplicam as testemunhas da sua presença por toda a Europa, que foi muito estudada.[10] Em 1416, sabe-se da presença de ciganos na Romênia, Boêmia (República Checa) e em Lindau (Alemanha). Em 1471, o rei de Boêmia Sigismundo II1418 e 1419, os ciganos já circulavam pela Suíça. Entraram na França em 1419, e em 12 de agosto um grupo chegou às portas de Sisteron e logo circulou pela Provença. concedeu-lhes um salvo-conduto, e entre
Em janeiro de 1420, estavam em Bruxelas, e em outubro em Flandres e o norte da França. Em 1421Bruges e depois foram a Arras. Em 18 de julho desse mesmo ano, um grupo chegou a Bolonha1415, e em 8 de maio de 1425 localizam-se em Saragoça a sua estadia. Em 1427, já se encontravam em Roma. chegaram a para solicitar ao Papa um salvo-conduto como peregrinos cristãos. Na Espanha, há informações da sua presença pela primeira vez em
Também em 1427, produziu-se uma das chegadas de ciganos melhor documentadas, conservada na obra "Temoignage d'un bourgeois de Paris". Em 12 de agosto desse ano[11], chegaram a Paris, onde causaram grande fascinação pelo seu aspecto miserável e estranho, e o povo acudiu em massa para vê-los adivinhar o futuro. Viviam da magia e dos pequenos roubos, até que o bispo expulsou-os em setembro desse mesmo ano e partiram em direção a Pontoise. Segundo Helena Sánchez Ortega[12] essa crônica resume o quadro de tipificação negativa dos ciganos que se manteve até os nossos dias.
O seu périplo europeu não se deteve, e em 1430, circulavam por toda França sob uma acolhida desigual: Arles, Brignoles, Metz, Troyes, Grenoble, Nevers, Romans, Colmar, Orleães e Le Luc. Em 1435, foram vistos em Santiago de Compostela, e em 1462 foram recebidos com honras em Jaén. A Suíça expulsou-os em 1471. Em 1493, estavam em Madri. Nessa última cidade no Concelho «…acordaram de dar esmolas aos do Egito porque o rogo da Vila passaram adiante, dez reais, para evitar os danos que poderiam fazer trezentas pessoas que viriam…».

A questão da entrada na península Ibérica

Como e quando chegaram os ciganos à península Ibérica é uma questão que está longe de se chegar a um consenso.
Uma primeira teoria diz que eles procedem do norte de África, desde onde cruzariam o estreito de GibraltarFrança com a rota migratória do norte.[13] Distinguiriam-se assim os ciganos do norte, que entraram por Perpignan, os do sul, ou tingitanos (na sua pronunciação deturpada, ciganos, é dizer, procedentes de Tingis, hoje Tânger), e os do leste (ou grecianos) que penetraram pela ribeira mediterrânea na década de 1480 provavelmente por causa da queda de Constantinopla. A entrada melhor documentada é a do norte. O primeiro documento conservado é de 1415. Nele, Afonso (logo o Magnânimo) concede salvo-conduto a um tal Tomás Sabba, peregrino a Santiago de Compostela. Esse mesmo monarca concede outra carta de passagem em 1425 a outro chefe cigano com a sua gente, ordenando que seja bem tratado: para reencontrar-se na
Cquote1.svg …Como nosso amado e devoto dom João do Egito Menor… entende que deve passar por algumas partes de nossos reinos e terras, e queremos que seja bem tratado e acolhido… sob pena de nossa ira e indignação… o mencionado dom João do Egito e os que com ele irão e o acompanharão, com todas suas cavalgaduras, roupas, bens, ouro, prata, alforjas e quaisquer outras coisas que levem consigo, sejam deixado ir, estar e passar por qualquer cidade, vila, lugar e outras partes de nosso senhorio a salvo e com segurança… e dando àqueles passagem segura e sendo conduzidos quando o mencionado dom João o requeira através do presente salvo-conduto nosso… Entregue em Saragoça com nosso selo em dia doze de janeiro do ano de nascimento de nosso Senhor 1425. Rey Alfonso[14] Cquote2.svg
—
Nesses anos sucederam-se os salvo-condutos, outorgados a supostos nobres ciganos peregrinos. O prosseguimento desses salvo-condutos por toda a geografia espanhola revela aos investigadores (como Teresa San Román, ou Helena Sánchez) algumas evidências:
  • O número de ciganos que entraram ou habitaram na península no século XV é calculado próximo a 30 mil pessoas.
  • Os ciganos viajavam em grupos variados, de 80 a 150 pessoas, lideradas por um homem.
  • Cada grupo autônomo mantinha relações à distância com algum dos outros, existindo talvez relações de parentesco entre eles (algo comum nos nossos dias entre os ciganos ibéricos).
  • A separação entre cada grupo era variada e em ocasiões uns seguiam aos outros a curta distância e pelas mesmas rotas.
  • A estratégia de sobrevivência mais comum era a de apresentar-se como peregrinos cristãos para buscar a proteção de um nobre.
  • A forma de vida era nômade, e se dedicavam à adivinhação e ao espetáculo.
O século XVI pode ser considerado como a idade de ouro dos ciganos na Europa. Vagavam de cidade em cidade, e se bem é certo que foram expulsos com frequência, haveria que esperar ao século XVI para que se desatasse uma onda de perseguição só comparável ao anti-judaísmo secular dos europeus. No século XV, os estereótipos negativos ainda não estavam enraizados, e entre a hostilidade e a fascinação, a cultura cigana dispersou-se pelo continente, misturando-se com as culturas e línguas locais. Lentamente, foi-se convertendo em um desafio para os poderes estabelecidos, para a população sedentária e para a religião dominante.
Quando teve lugar o descobrimento da América, em 1492, os ciganos já estavam espalhados por toda a Europa, onde apesar de uma boa acolhida inicial começaram a ser perseguidos, marginalizados, expulsos, severamente castigados, escravizados (como na Romênia, onde a escravidão cigana não foi abolida até 1864) ou simplesmente exterminados. O desencontro entre os ciganos e os não ciganos perduraria desde o século XVI até a atualidade.
Assim, na Espanha, a pragmática de Medina do Campo do ano 1499 obrigou-os a abandonar a vida nômade. Em 1500, o mesmo ano em que entraram na Polônia e Rússia, a Dieta de Augsburgo expulsou-os da Alemanha. Em 1505 Jaime IV da Escócia concedeu-lhes um salvo-conduto e saltaram à Dinamarca. Chegaram à Suécia em 1512, e em 1514 a Inglaterra, de onde seriam expulsos, sob pena de morte, em 1563. Antes disso, na Espanha foi-lhes dado a "escolher", em 1539, entre a sedentarização ou seis anos de galeras e, em 1540, os bispos da Bélgica ordenaram a sua expulsão sob pena de morte.[15]
A partir do final do século XVI, sucederam-se em toda a Europa autorizações, leis e decretos contra o modo de vida dos ciganos. A dinâmica dessas disposições será contraditória (são obrigados a sedentarizar-se ao tempo que se lhes impede a entrada em muitas cidades; são obrigados a assimilarem a cultura local ao tempo que se são concentrados em determinados bairros; são obrigados a trabalhar em ofícios reconhecidos ao tempo que são impedidos de entrar nos grêmios…). A tenacidade dos ciganos, as suas estratégias de ocultamento, de multi-ocupacionalidade (como a chama Teresa San Román), de semi-nomadismo ou itinerância circunscrita, de adaptação às circunstâncias instáveis da legislação, a capacidade para cruzar fronteiras ou para aliar-se em determinadas ocasiões com a população autóctone realizando trabalhos imprescindíveis, faz que os ciganos de toda Europa resistam à assimilação e conservem as suas próprias características culturais mais ou menos intactos até a atualidade.
Ante a ausência de testemunhas escritas próprias e a visão negativa dos outros, resultam valiosas as referências de uma personagem peculiar que se acercou do mundo cigano com interesse e curiosidade romântica na primeira metade do século XIX: George Borrow. Nas suas viagens por boa parte da Europa, como pregador protestante, teve oportunidade de contatar com grupos ciganos, aprendendo a sua língua e traduzindo e inclusive publicando o Evangelho em caló (entre a sua produção literária encontra-se La Bíblia en España, interessante livro de viagens estudado por Manuel Azaña).
A ida dos ciganos para a América correu paralelo à própria diáspora dos europeus. O incansável povo cigano empreendeu então uma nova migração. Sabe-se que Cristóvão Colombo, na sua terceira viagem, em 1498, introduziu os primeiros três ciganos que pisavam o Novo Mundo. É sabido também que a Inglaterra e a Escócia enviaram remessas de ciganos às suas colônias americanas da Virgínia, no século XVII[16] e Luisiana. A prática da deportação à América foi seguida nesse mesmo século por Portugal.[17] Segundo este autor, os ciganos espanhóis só podiam viajar à América com permissão expressa do rei. Filipe I decretou em 1570 uma proibição de entrada dos ciganos na América, e ordenou o regresso dos já enviados. É conhecido o caso de um ferreiro cigano (Jorge Leal) que conseguiu autorização para viajar a Cuba em 1602. Teria que esperar à autorização de 1783 para que os ciganos tivessem permissão de residência em qualquer parte do reino.
Entre final do século XVII e meados do XIX produziu-se outro movimento em direção ao oeste de uma numerosa população cigana, fugindo da escravidão ou aproveitando a sua abolição na Moldávia e Valáquia1860,[18] ou como consequência do recrudescimento da perseguição na Europa ocidental (especialmente na França e Alemanha). Os ciganos emigraram à América Latina num número que, como sempre, segue sendo um mistério. Segundo Koen Peeters, a independência da Sérvia em 1878 acelerou essa saída, e as causas que explicam o novo êxodo massivo podem ser várias: "Em primeiro lugar, à pressão de assimilação de costumes; em segundo lugar, às novas possibilidades nas suas atividades laborais; e, em terceiro lugar, a motivos comuns a outros emigrantes da Sérvia, como podem ser, por um lado, a idéia de que no Novo Mundo tinham muitas possibilidades de conseguir grandes fortunas, as leis que favoreceram a imigração ou também a aparição de novas possibilidades no que diz respeito a meios de transporte".[19] Também em torno de 1860, registra-se a saída de ciganos britânicos ("romnichels") e no início do século XX houve uma nova partida em massa de ciganos valáquios. em
A onda migratória diminuiu com o começo da Primeira Guerra Mundial, e não voltou a reiniciar até 1989, ano em que começou a terceira grande diáspora, ainda em curso.
A detenção do fluxo migratório no início do século XX não significou uma melhora das condições de vida dos ciganos. As disposições legais continuaram sendo inúteis (como já o foram antes) na hora de assimilá-los. Na França, por exemplo, uma "lei sobre o exercício das profissões ambulantes e sobre a circulação de nômades" obrigava em 1912 a serem providos de um "carnê antropométrico de identidade" que deveria ser selado em cada final de prazo.
Ciganos no campo de concentração de Belzec, em 1940.
A medida que se aproxima a Segunda Guerra Mundial, a perseguição fica mais dura. O governo prussiano, por exemplo, decidiu acabar com a "moléstia cigana"[20] mediante um acordo internacional desenhado para acabar com a sua forma de vida. Na Baviera, foi elaborado em 1905 um "Livro cigano", com um censo inicial de 3 mil indivíduos que logo aumentaria com a colaboração de outros estados germânicos. O estado da Baviera autorizou o castigo a trabalhos forçados a todo cigano que não pudesse demonstrar ter um trabalho estável, e a República de Weimar estendeu essa medida para toda a Alemanha.
Os censos de ciganos multiplicaram-se em toda a Europa (França, Inglaterra) e na Suíça, em 1926, começou o costume de sequestrar meninos ciganos para serem educados entre não ciganos, prática que só seria abandonada em 1973.
O auge do nazismo e os excessos da Segunda Guerra Mundial fartaram-se com a crueldade com os ciganos. Tomando como base os censos anteriores, o Centro de Investigação para Higiene Racial e Biologia Populacional do Reich começou a analisar a questão cigana. Depois de uns momentos de dúvida, nos que se esteve perto de classificar aos ciganos dentro da raça ariana, Himmler ordenou a sua internação, e finalmente a sua execução em massa. Em língua cigana, chama-se a esse processo de extermínio "o porraimos", ou "porajmos", a destruição. Como sempre, é desconhecido o número exato de vítimas. As estimativas vão desde 50 mil a 80 mil (Denis Peschanski, La France des camps, l'internement 1938-46, Gallimard, 2002, p. 379) até 500 mil a 1 milhão e meio.
Cquote1.svg Só em Auschwitz-Birkenau morreram mais de vinte mil ciganos. E num só dia, em 3 de agosto de 1944, os últimos 2.897 habitantes das barracas ciganas de Auschwitz, incluindo mulheres e crianças, deixaram para sempre de cantar e dar-se ao entusiasmo.[20] Cquote2.svg
—
O genocídio cigano é um fenômeno relativamente desconhecido, no que colaboraram com mais ou menos interesse (igual ao ocorrido no genocídio judeu) às populações autóctones.
Na Europa central e do leste, sob regimes comunistas, os ciganos sofreram políticas de assimilação e restrições da liberdade cultural. Na Bulgária, proibiu-se o uso da língua romani e a representação de música rom em atos públicos. Na antiga Checoslováquia, dezenas de milhares de ciganos da Eslováquia, Hungria e Romênia foram reassentados em regiões fronteiriças da Morávia, e foi proibido o estilo de vida nômade. Na Checoslováquia, onde foram classificados como "estrato social degradado", mulheres ciganas foram submetidas a esterilizações como parte da política do Estado para reduzir o seu crescimento demográfico. Essa política foi posta em prática mediante incentivos financeiros, ameaças de retirada de subsídios sociais, desinformação e esterilização involuntária.[21]
No início da década de 1990, a Alemanha deportou dezenas de milhares de imigrantes à Europa Central e Oriental. Cerca de 60% de uma população de 100 mil cidadãos romenos foram deportados, de acordo com um tratado de 1992, eram ciganos.
No terceiro quarto do século XX começou também um importante movimento associativo cigano, em especial, a partir do Primeiro Congresso Cigano de Londres, de 1971.
Com a queda do muro de Berlim em 1989, o desmantelamento dos estados autoritários da Europa Centralleste e a crise econômica e, especialmente, por causa da guerra da Iugoslávia, começa a terceira grande diáspora cigana. Esse movimento migratório (que novamente passa despercebido para a opinião pública), realiza-se, como é habitual, do leste para o oeste. As estimativas são de 200 a 280 mil ciganos desprezados do leste ao oeste europeu desde 1960 a 1997. e do
Com a deterioração política da antiga Iugoslávia, 40 mil ciganos chegaram à Itália e outros 30 mil à Áustria.. A crise econômica gerou, também, uma intensa rota migratória desde a Romênia aos países da Europa próspera numa quantidade ainda por calcular. As leis de cidadania discriminatórias na República Checa,por exemplo, são um expoente de velhas e novas formas de discriminação.
Segundo informações do Banco Mundial na Europa há uma população entre 7 e 9 milhões de ciganos, dos que ao redor de 568mil (2002) vivem na Romênia, ainda que percentualmente a presença maior do povo cigano é a da República da Macedônia, onde representa 11% da população. A maior parte da população cigana da Europa central na zona balcânica vive com menos de 3 euros por dia per capita e 89% dos ciganos búlgaros não podem cursar estudos primários.
No Brasil, estima-se que existam entre 678 mil (estimativas do governo) e 1 milhão de ciganos.Já em Portugal, são estimados em cerca de 40 mil indivíduos.

DIFERENÇAS ENTRE CANDOMBLÉ E UMBANDA



O brasileiro é um povo pacífico e crédulo, tem muita fé, é um povo religioso, não é difícil enganar pessoas tão ingênuas...(Este é meu ponto de vista).

A visão que tenho é bem clara...:

Existe uma barafunda geral, na cabeça das pessoas com relação a religião, cada um faz a sua como bem quer ou como bem entende que deva fazer (a tal da verdade absoluta) o que o guia do babá ou da babá de terreiro disser, é que é o certo e pronto. (???)

Se em cada esquina tiver um centro de umbanda, e formos perguntar como funciona, vamos verificar que cada um funciona de acordo com a cabeça do dono da casa, e não de acordo com o que dita as regras gerais do que deva ser um centro de umbanda.

A primeira diferença entre candomblé e umbanda:

O candomblé é uma religião iniciática, que apesar de bem deturpada, tem seus fundamentos nas religiões tribais africanas (milenares) trazidas pelos escravos para o Brasil. E com eles vieram os orixás africanos, todos negros, sem mistura de credo, pois não conheciam as religiões católica e espírita nem de longe (os escravos).

A umbanda foi criada por volta de 1900, não se sabe exatamente a data, no Rio de Janeiro, onde o primeiro babá de terreiro criou as regras, ou foram ditas por seus guias, assim foi criada a umbanda, que hoje, já não se sabe mais o que é realidade ou fruto de imaginação.

A mistura é tão grande, e a imaginação de cada um vai tão longe, que foram criando falanges e mais falanges que não se entende mais nada, nem os próprios umbandistas sabem dar certas explicações. A umbanda começou com os caboclos (espíritos de índios brasileiros) e pretos velhos (espíritos dos escravos), depois foram aparecendo novas entidades como ciganos, indianos, já tem gente incorporando Cleópatra, Messalina, Afrodite, Lampião, etc... dá prá acreditar? :-)

E os que dizem incorporar Lúcifer, Belzebu e outros, não que eu queira ser a dona da verdade, que não sou mesmo... mas haja imaginação hein? :-)

Freqüentei umbanda durante 9 anos, respeito a umbanda séria e acredito nos guias de umbanda, (pois os que conheci mereciam respeito), mas aprendi a separar mistificação, de entidades de verdade, pois acredito que o maior problema da umbanda seja esse, as pessoas não saberem distinguir um do outro.

Na minha opinião, toda religião é boa, desde que não seja usada para ludibriar as pessoas ingênuas e crédulas. Toda pessoa precisa acreditar em alguma coisa, ter fé, mas também precisa ter o bom senso de desconfiar de vez em quando, nem tudo o que vemos e ouvimos é o que parece ser.

Independente das religiões, o ser humano é dotado, uns mais outros menos, de poderes paranormais ou seja vidência, audiência, telepatia, telecinese e outros, até poder de cura através das mãos, (que a pessoa já nasce com eles sem fazer parte de nenhuma religião, muitos morreram nas fogueiras por terem tais poderes, eram chamados de bruxos, na idade média), que infelizmente são usados através de religiões, com finalidades nem sempre honestas.

Segunda diferença entre candomblé e umbanda:

Antigamente na religião africana, existia uma separação entre o culto de Egun e o culto de orixá, era bem definido e os locais de culto eram independentes e separados. Exemplo disso, podemos ver nas casas de candomblé da Bahia (casas de Ketu tradicional), onde se cultua orixá, (tem apenas um quarto onde são homenageados os eguns dos filhos da casa que já morreram), os Eguns dos pais de santo, são cultuados em outras casas, as mais conhecidas estão na Ilha de Itaparica.

Também acho uma discriminação, mulher quando morre não é egun, é alma, sendo cultuadas em outras casas.
Nessas casas onde são cultuados os babá Egun, também é feita uma separação bem definida, quando um babá Egun está dançando no barracão e vira um orixá de alguém que esteja assistindo, em respeito ao orixá, esse babá Egun se retira da sala e só volta quando o orixá tiver ido embora. No candomblé, o único motivo de se usar contra-egun, é para que um egun não incorpore em uma pessoa iniciada para o orixá.

A coisa tá tão complicada de se entender, que a maioria das babás de terreiro usam como símbolo de cargo um mocan no pescoço, isso quando não usam senzala de búzios e contra-egun também, feitos de palha da costa, usado no candomblé exatamente para que eguns não se apoderem das pessoas.

A conclusão que eu cheguei é a seguinte:

A umbanda não é iniciática, portanto não tem feitura de orixá.

As entidades que incorporam na umbanda não são orixás, são guias.

Nem tudo que vemos incorporado na umbanda são guias, pode ser fruto da imaginação muito fértil de algumas pessoas (com exceções).

No candomblé tem gente feita de santo que continua virando com guias de umbanda, isso não é novidade, é até muito freqüente de se ver. (vide texto anexo do Prof. Reginaldo Prandi).

Mas dizer que foi feito de um orixá na umbanda, prá mim é novidade... a não ser que o pai de santo tenha sido feito, mas aí a casa deixa de ser umbanda e passa a ser de candomblé e que também toca umbanda.

Peço desculpas, aos umbandistas, não quis com isso ofender ninguém, apenas tentei colocar como vejo a situação da umbanda e do candomblé nos dias de hoje, e peço que as pessoas leiam mais e procurem se orientar melhor, não estou querendo dizer com isso, que o candomblé seja a religião perfeita, porque não é mesmo, tem muitas falhas principalmente por deturpação de muitos pais e mães de santo.

Nos candomblés bantus tradicionalmente sempre existiu a presença do caboclo, mas é um caboclo diferente do que incorpora na umbanda, não dá prá confundir são totalmente diferentes.

Com isso quero dizer que existem umbandas sérias e candomblés sérios, mas que precisam ser distinguidos.
E esse é o X da questão.

Lendas e Mitos - A Medusa


o mito deste ser medonho tem várias versões, mas centra em si um significado primordial, ela representa a própria infelicidade, encarna a mulher frustrada, deprimida e abandonada, aquela que odeia quem a tornou num monstro terrível.
Conta uma das versões desta lenda da mitologia grega que Medusa era uma mulher muito bonita e que se orgulhava muito da sua aparência. Apaixonou-se entretanto por Poisedon, deus dos mares,  e resolveu “roubá-lo” a Atena. Esta deusa, com a raiva da disputa, transformou-a num monstro, com cabelos de serpente. Outra das histórias conta que terá sido o próprio Poisedon que raptou Medusa e a violou no templo de Atena, esta não perdoou a traição e vingou-se em Medusa dando-lhe o mesmo fim que na primeira versão da lenda. Na mitologia grega, Medusa era considerada uma das principais divindades, mas com a maldição tornou-se num dos seres mais temidos. Depois de ficar com uma aparência monstruosa, passou a transformar todos aqueles que a olhavam em pedra. Ela acabou por ser morta, enquanto esperava um filho de Poisedon, por Perseu, que foi trancado numa arca e atirado ao mar e salvo mais tarde por um pescador que o educou de uma forma exemplar. A ele lhe foi atribuída a missão de destruir Medusa. Conseguiu matá-la fazendo refletir a sua imagem num espelho, de forma a que os seus olhos não o fitassem. A sua cabeça foi cortada e do seu pescoço saíram dois seres, o gigante Crisaor e o cavalo Pégaso. De uma das veias saiu um veneno mortal e da outra o elixir da vida eterna. No fundo, esta deusa centrava em si o bem e o mal, mas durante a sua vida apenas usou os seus poderes maléficos. A cabeça de Medusa, depois de ser decapitada, foi entregue a Atena, que a colocou num escudo, como exemplo da punição às mulheres perversas e para afugentar os maus espíritos. A sua cabeça representou para sempre uma arma contra os inimigos.


Simbologia da Medusa
A Grécia Antiga é riquíssima em histórias e lendas de deuses, pois este povo tentava encontrar resposta para tudo e atribuía muitas culpas aos mitos dos deuses, de forma a que o presente e o futuro fizesse algum sentido. A sua imaginação fértil criou as mais fabulosas e fascinantes histórias da mitologia. Um dos casos é a figura da Medusa, que muitos profissionais da área de psicologia, filosofia ou antropologia hoje em dia consideram que representava todas as mulheres fortes daquela época, e que eram violentadas e ostracizadas precisamente pela sua grande personalidade.


A Medusa na atualidade
Esta personagem da Mitologia Grega foi usada ao longo dos tempos em variadíssimas matérias. Tem extrema importância nas comparações da psicanálise, no movimento feminista ou até mesmo para se compreender os valores sociais, políticos e religiosos da Antiga Grécia. É uma figura bastante controversa, porque enquanto alguns acreditaram que ela representava toda a encarnação do mal, outros sempre defenderam que a Medusa não passava de uma vítima, no meio de uma realidade (inventada) onde era incompreendida. 

Profecias sobre guerra; voce acredita?

Há várias profecias que falam de uma grande guerra mundial, grande mortandade etc. Mas são poucas as que dão alguma indicação de data ou época. No século XVIII, viveu nas florestas da Bavária (assim como o Aranha Negra), um pastor de vacas chamado Stormberger. Ele ficou conhecido na época por suas profecias. Vários estudiosos de profecias austríacos e da região da Bavária documentaram suas profecias, mas os livros escritos por eles foram condenados pelos nazistas e queimados, já que previam a derrota de Hitler. Mas sobreviveram fragmentos que esclarecem que ele previu a invenção de carros, trens e aviões. Ele disse com acerto o dia que a Primeira Guerra Mundial iria começar, sua duração, as armas. Predisse a Grande Depressão em 1929, o Terceiro Reich, a Segunda Guerra Mundial, a suástica, a derrota e a divisão da Alemanha etc. Ele disse também que haveria três guerras mundiais no século XX:  "Duas ou três décadas após a primeira guerra virá uma segunda guerra ainda maior. Quase todas as nações do mundo estarão envolvidas. Milhões de homens morrerão, sem ser soldados. O fogo cairá do céu e muitas grandes cidades serão destruídas. E depois da segunda grande guerra entre as nações virá uma terceira conflagração universal, que determinará todas as coisas. Haverá armas totalmente novas. Em um dia, mais homens morrerão do que em todas as guerras anteriores juntas. As batalhas serão realizadas com armas artificiais. Catástrofes gigantescas ocorrerão. Com os olhos abertos, as nações do planeta passarão por estas catástrofes. Eles não saberão do que está acontecendo, e aqueles que souberem e contarem, serão silenciados. Tudo ficará diferente de antes, e em muitos lugares a Terra será um grande cemitério. A terceira guerra será o fim de muitas nações." 
É bem possível que as armas artificiais citadas sejam gases de armas químicas. Não há tiros, não há barulho, não há incêndio... 
Maria Laach, alemã, fez várias profecias no século XVI, dentre elas:  "O século vinte trará morte e destruição, apostasia da Igreja, discórdia em famílias, cidades e governos; será o século de três grandes guerras com intervalos de algumas décadas. Elas se tornarão ainda mais devastadoras e sangrentas e deixarão em ruínas não apenas a Alemanha, mas todos os países do oriente e ocidente. (...) Após uma grande derrota da Alemanha, se seguirá a próxima grande guerra. Não haverá mais pão para as pessoas e alimento para animais. Nuvens venenosas, fabricadas por mãos humanas, abaixarão e exterminarão tudo. A mente humana estará tomada por insanidade." 
Mais uma vez, há a indicação do uso de armas químicas, que aparece também em várias outras profecias.
Um monge Beneditino, que viveu séc. XVII, teve várias visões. Dentre elas, há:
"Nos últimos anos do século XX, se verá desaparecer inúmeras espécies animais, mortas pelo homem. Mas no fim, será o homem que condenará o homem à morte, porque tudo que cresce sobre a terra conterá a essência da morte. O ar será o sopro da morte, e assim que o homem respirá-lo, ele respirará a morte". (armas químicas) 
"Logo que o milênio chegar no seu fim, choverá do céu uma pestilência tal como nunca antes na terra. E esta pestilência retirará toda a força do homem; e o homem não conseguirá mais lutar, mesmo contra o verme que se arrasta sobre a terra." (armas químicas)
As profecias sobre a Terceira Guerra Mundial indicam que a guerra deve começar em 1999 na Europa e será realizada por três países inimigos: Rússia, Iraque e um outro país (possivelmente Irã, Síria ou Arábia Saudita). Interpretando as profecias, entendi que a guerra não chegará à América do Sul.
Sibila de Praga (falecida em 1658)  "Do leste virá um dragão, terrível de se olhar, porque de seus novecentos, noventa e nove olhos, raios mortais serão emitidos, e ar venenoso (produzido por bombas químicas) sai de sua boca." 
Irmã Nativitas (falecida em 1798) 
Nosso Senhor teria aparecido a ela e dito: “A figura do mundo passa, e o tempo de minha última vinda se aproxima . Quando o sol está se pondo, se diz que o dia se vai e que a noite vem. (...) Minha filha, o trabalhador só trabalha após o sol nascer e antes do sol se pôr e mede a duração do dia. Não esqueça, não há mil anos para o mundo; não há mais do que alguns séculos, em pequeno número, de duração.”  
É uma interpretação totalmente pessoal, mas entendo um pequeno número de séculos (que é pequeno comparado ao milênio) como 2 ou 3 séculos.  
O suposto mago Merlin, personagem que teria vivido na época do lendário Rei Arthur, entre o século V e VII, deixou uma profecia que diz, dentre outras coisas:  "Antes que a era cristã atinja o século XX (ou antes do cristianismo ter 2000 anos), o oriente se inflamará entre o Eufrates e o Nilo e muita gente morrerá. Haverá um papa (João Paulo II) que não ousará ficar em Roma. Uma coisa que os romanos devem saber é que antes deste Papa morrer, Nosso Senhor o fará sofrer a vergonha de não poder se estabelecer em nenhuma parte. É necessário que os romanos saibam que este será o sinal de sua destruição, considerada como um castigo por seus pecados." 
No Liber Vaticinationem Quodam, escrito perto do ano 350, se lê sobre a guerra que começará no fim deste milênio e atravessará o início do próximo que: 
"o terceiro milênio é o momento da terceira grande guerra. A França é destruída; a terra treme...".  

domingo, 31 de março de 2013

Um racista e homofóbico na fente da comissão de direitos humanos da camara dos deputados!

Pastor Marco Feliciano homofóbico e racista, faz vídeo para atacar oposição
Pastor Marco Feliciano completará 28/03 duas semanas à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Até o momento não deu qualquer sinal de que entende, ou pretende entender, o que afinal significam direitos humanos ou direitos das minorias.
Pastor Marco Feliciano
Pastor Marco Feliciano
Quando assumiu o posto, em meio à gritaria diante de tantos absurdos propagados contra quem pretende representar, pediu um voto de confiança. O barulho continuou e ele resolveu revidar. Nesta semana, publicou em seu perfil no Twitter um vídeo, produzido pela WAP TV Comunicação, em que criminaliza abertamente líderes do movimento LGBT, religiões afrodescendentes e militantes que defendem, entre outras bandeiras, a regularização da prostituição e o casamento igualitário.
O narrador, que não aparece, tem a voz distorcida – como são distorcidas as ideias contidas em som e imagem. A música ao fundo sugere terror e suspense. Numa espécie de bricolagem de argumentos sobre defesa da família, apresenta cenas isoladas de tensão durante protestos organizados por ativistas em reação a Feliciano. Por exemplo: um estranhamento entre o líder da ABGLT no Brasil, Toni Reis, durante uma discussão na Câmara, virou “agressão a idosos”. Outro alvo é o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), ferrenho opositor de Feliciano, a quem o vídeo tenta atacar mostrando à exaustão uma declaração do ativista: “Os orixás me colocaram neste mandato”. Como se tivesse dito: “sou Diabo 100% e não abro”. Para Feliciano, talvez seja a mesma coisa, a se observar a exibição de um protesto de menções afrodescendentes, classificado no vídeo como “ritual macabro”.
A aparente reação do deputado aos protestos assusta pela precariedade dos argumentos e a oposição maniqueísta assumida. O tom é sempre “nós” contra “eles” – sempre atribuindo a “eles” o monopólio da truculência e um suposto projeto para garantir privilégios, dinheiro público e perverter a sacralidade da chamada “família”, entendida sempre como uma estrutura única, indissociável, intocável.
Para reforçar os argumentos, usa títulos de reportagens sobre violência contra gays do tipo “Lésbica mata companheiro a facada” e “Travesti mata deficiente”. É a esquina frutífera da ignorância midiática com a má fé religiosa – como se, do outro lado, fosse possível ler notícias como “Hétero e madrasta jogam criança de prédio em SP” ou “Hétero se junta a namorado hétero para matar os pais, de família estruturada, a machadadas”.
Ao fim do vídeo, Feliciano avisa que renunciará: à sua privacidade, às noites de paz e sono e aos momentos de família para não renunciar à comissão e preservar a sua (nossa?) família.
Twitter Pastor Marco Feliciano
Twitter Pastor Marco Feliciano
Não faltou um único argumento para mostrar que o deputado é, provavelmente, a pessoa menos capacitada a assumir o desafio da comissão: o desafio de ajudar a garantir a livre manifestação de quem tenta viver sem traumas, sem o ônus da exclusão, sem perseguições, piadinhas ou vergonha de ser o que é sem que alguém diga como e com quem deve se relacionar para ter paz. Mas Marco Feliciano faz de sua obsessão uma cruzada sob um argumento invertido: a de que não é aceito pelo simples fato de ser cristão. Como se fosse impossível ser cristão e estar em paz com o que se é; como se em alguma passagem da Bíblia houvesse um manual de uso correto do próprio corpo, da própria expressão; como se, ao subir aos Céus, Cristo tivesse orientado a amar ao próximo como a ti mesmo com um asterisco: não vale amar homem com homem nem mulher com mulher.
Falta alguém explicar ao pastor, possivelmente com um vídeo mais didático, que um líder na Câmara, de qualquer comissão, pode ser cristão, judeu, budista, agnóstico. Só não pode ser desonesto. E desonestidade não é só empregar no gabinete funcionário fantasma. Ou ser acusado de estelionato. Ou reclamar quando algum fiel de boa fé entrega um cartão de crédito sem a senha. A desonestidade intelectual é a mais danosa das agressões praticadas por quem tenta criminalizar grupos vulneráveis com sofismas e trilha sonora de terror. Nada pode ser mais sintomático sobre as bandeiras representadas pelo deputado – longe, muito longe da paz e a unidade tão clamadas na Bíblia sobre a qual Feliciano se senta para espalhar o ódio e o apelo à exclusão.