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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Antropomorfia

Antropomorfismo é uma forma de pensamento que atribui características ou aspectos humanos a Deus, deuses, elementos da natureza, animais e constituintes da realidade em geral. Nesse sentido, toda a mitologia grega, por exemplo, é antropomórfica.



Por outro lado, ao dar nome próprio ao elemento "inefável", após o período de Aurelius Augustus (Santo Agostinho), e sua consolidação no que fora denominado na História da Filosofia de Tomismo (o conhecimento que veio depois dos escritos de Tomás de Aquino), houve uma eternização deste antropomorfismo no hemisfério ocidental e sua doutrina mestra, o Cristianismo.

Uma outra acepção de Antropomorfismo refere-se a dar característica humanas a animais ou objeto inanimados usado originalmente em contos morais como os contos de fadas, e posteriores livros infantis como por exemplo Peter Rabbit, criado por Beatrix Potter em 1893. Tem tido recentemente uma grande expansão graças à criação do Desenho Animado no final do século XIX e inicio do século XX e com o advento dos grandes estúdios de animação, como o de Walt Disney, Warner Bros, Tex Avery e os estúdios dedicados a Televisão, como o Estúdio Hanna-Barbera.

Atualmente esta expressão tem sido em parte substituída pela expressão furry. Apesar de em geral estes personagens serem baseados em animais, existem muitos exemplos conhecidos com outros objetos como o Herbie de Se meu Fusca falasse (The Love Bug, EUA, 1969), que se não tinha forma humana, nem falava, apresentava diversas emoções e vida própria. As características podem ser desde viverem como seres humanos (com ou sem estes), ou terem somente a capacidade de fala entre si e de sentir emoções, etc. Personagens animais que agem como animais realmente agiriam não são considerados antropomórficos.


Na literaturaAntropomorfismo é muito usado na literatura desde o início de tempos. As fábulas de Esopo, fazem uso extensivo de antropomorfismo, em que os animais ilustram lições morais. Um poeta que usou muito o antropomorfismo foi Robert Henryson, em suas fábulas morais, onde a mistura de características humanas e animais é particularmente sutil e ambígua. O livro índio Panchatantra e os contos Jataka empregam animais antropomórficos para ilustrar vários princípios de vida.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

o poder dos anjos de Deus

A ilustração como um ser de grandeza menor que a humana seria indigna de criaturas celestes. No entanto, é difícil imaginar como uma criatura incorpórea poderia pensar e sentir. Falar de um espírito como uma criatura incorpórea parece ser como falar de um "círculo quadrado". Tentar imaginar o pensamento ou o sentimento ocorrendo independentemente de um corpo é como tentar imaginar a forma esférica de uma bola ocorrendo independentemente da bola. As religiões baseadas na Bíblia - judaísmo, cristianismo e islamismo-- crêem que Deus os teria criado para adorá-lo. No entanto, nem todos os anjos agiram angelicalmente. Alguns, liderados por Satanás, se rebelaram contra uma vida de submissão e foram expulsos do céu.





Esses anjos maus foram mandados para o inferno, e são conhecidos como demônios. Alguns não fazem nada além de adorar a seu Senhor. Muitos anjos são enviados para entregar recados a criaturas da terra. Alguns são enviados como protetores dos terrestres. Outros, ainda, são enviados para combater demônios, que são vistos como iniciadores das tentações malignas. Nem todos os anjos nascem iguais.





Do posto mais alto para o mais baixo a hierarquia celestial possui os serafins, querubins e tronos; dominações, virtudes e potestades; principados, arcanjos e anjos. Os anjos têm funções distintas. Alguns não fazem nada além de adorar a seu Senhor. Os anjos, dizem seus defensores, são invisíveis mas podem assumir a forma de coisas visíveis. São geralmente ilustrados com asas, possuindo aparência de seres humanos adultos ou crianças. As asas são, sem dúvida, relacionadas a seu trabalho como mensageiros de Deus, que vive no céu. Embora os anjos sejam espíritos destituídos de uma natureza física, as pessoas que crêem neles não têm dificuldades para representá-los visualmente e descrevê-los.





Como os anjos são invisíveis mas ainda assim capazes de assumir formas visíveis, é compreensível que tenham ocorrido várias "visões". Literalmente qualquer coisa poderia ser uma anjo e qualquer experiência poderia ser associada a anjos. São geralmente ilustrados com asas, possuindo aparência de seres humanos adultos ou crianças. As asas são, sem dúvida, relacionadas a seu trabalho como mensageiros de Deus, que vive no céu. O antropomorfismo é compreensível. A representação visual fortalece a crença. Mas uma criatura incorpórea não pode ser representada. A existência deles não pode ser refutada.





O lado negativo desse belo quadro é que também não se pode provar que eles existam. Tudo o que poderia ser um anjo também poderia ser alguma outra coisa. Qualquer experiência que pudesse ser atribuída a um anjo também poderia ser atribuída a alguma outra coisa. A crença em anjos, visões de anjos e experiências com anjos é uma questão totalmente de fé.





O anjo é sempre apresentado como um tipo de protetor, mas a criança esperançosamente descobrirá que ele também está registrando todas as ações, boas ou más, mesmo as que são praticadas quando mamãe e papai não estão por perto. Os religiosos tradicionais não são os únicos que gostam de anjos. Os mistificadores da Nova Era criaram uma indústria com eles. Todos os dias são publicadas dezenas de livros associando anjos a todo tipo de coisa, desde orientações para a vida diária e conversação com os mortos a curas sobrenaturais.





Mesmo se existirem somente na imaginação, no entanto, os anjos podem ser muito úteis. Podem servir como supervisores do comportamento e protetores de crianças. Pais podem tentar controlar o comportamento de uma criança convencendo-a de que um anjo está sempre a vigiando. As vendas de figurinos de anjos e outros produtos são rápidas. Como disse uma dessas almas elevadas: "Suavemente guiados por anjos, alimentamos e acariciamos a alma criativa que cura a si própria."





O anjo da guarda é um conceito reconfortante e versátil, e é a base de vários mitos. Boa parte do entretenimento em livros, filmes e programas de televisão é baseada no conceito do anjo da guarda, muitas vezes transformado num mestre sobre-humano dos poderes ocultos. E na verdade é o assunto mais facinante da historia religiosa no mundo todo! Não tem Devas, Orixás, deuses ou qualquer outro tipo de mito que se iguale a beleza, grandeza e fascinio dos anjos. Tanto é que a luta entre Bem e Mal, representada por Lucifer e Deus, se sobressaiu sobre todas as outras.





No meu livro, o qual estou elaborando sobre Umbanda Astrologica, darei especial atenção a estes seres maravilhosos que aprendi a adorar e respeitar desde criança, tanto pelo contato com eles, quanto pelo seu retorno e proteção. Assim como Mestre Da Matta, viu bem que deveria citar os anjos em seu trabalho de organização de Umbanda, eu também vejo com muito carinho que os anjos estão para a Umbanda, assim como os santos para o Cristianismo. Ignora-los, como faz boa parte dos cultos afro-brasileiros além de ser um erro, cria uma lacuna e o vazio é imenso.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Mitologia azteca

Os Astecas ou Aztecas foram um povo que habitou o centro-sul do Méxicomitologia era rica em deuses e criaturas sobrenaturais. Assim como os romanos, os astecas incorporavam à sua religião atual. Provinham de Aztlan. Sua divindades dos povos que conquistavam.
O povo asteca era politeísta, isto é, acreditavam em mais de um deus, e algumas divindades eram elementos naturais com a água, a terra, o fogo, o vento e a lua. As divindades também eram atribuídas a coisas que lhes causavam medo.

Mito da criação

Um guerreiro-jaguar do Codex Magliabechiano. O jaguar desempenhava um papel cultural na mitologia asteca.
Os astecas acreditavam que, antes do presente, existiam outros mundos formados por quatro sóis, cada um com um tipo de habitante:
  • Gigantes, que foram mortos por jaguares enviados por Tezcatlipoca;
  • Humanos que foram assomados por um grande vento feito por Quetzalcóatl, e então eles precisaram agarrar-se a árvores, transformando-se em macacos;
  • Humanos que viraram pássaros para não morrerem na chuva de fogo enviada por Tlaloc;
  • Humanos que viraram peixe para não morrerem no diluviu causado pela deusa Chalchiuhtlicue;
  • e os humanos atuais, predestinados a sumir pela destruição empreendida por Deus do sol pelos terremotos.
No quinto sol, tudo era negro e morto. Os deuses se reuniram em Teotihuacán para discutir a quem caberia a missão de criar o mundo, tarefa que exigia que um deles teria que se jogar dentro de uma fogueira. O selecionado para esse sacrifício foi Tecuciztecatl. No momento fatídico, Tecuciztecatl retrocede ante o fogo; mas o segundo, um pequeno Deus, humilde e pobre (usado como metáfora do povo asteca sobre suas origens), Nanahuatzin, se lança sem vacilar à fogueira, convertendo-se no Sol. Ao ver isto, o primeiro Deus, sentindo coragem, decide jogar-se transformando-se na Lua.
Ainda assim, os dois astros continuam inertes e é indispensável alimentá-los para que se movam. Então outros deuses decidiram sacrificar-se e dar a "água preciosa", necessária para criar o sangue. Por isso se os homens são obrigados a recriar eternamente o sacrificio divino original.
Eles acreditavam que os deuses gostavam destes sacrifícios. Eles eram geralmente praticados com prisioneiros de guerras. Para eles era uma honra dar a vida por um deus.

O sacrificio

Imagem totem de um guerreiro águia, que junto com o guerreiro-jaguar, compuseram primordialmente as elites de guerra do antigo império asteca.
Os astecas, assim como outras civilizações da Mesoamérica, capturavam pessoas de tribos, aldeias ou até mesmo de civilizações inimigas para o sacrifício. Geralmente, eles chegavam às aldeias, cidades ou tribos no meio da noite ou durante o amanhecer para atacar. Eles, primeiramente, entram em silêncio, matam os animais, entram na cabana do chefe e em seguida o matam. Depois de matar o chefe inimigo eles atacam os que estão dormindo ou distraídas. Os que resistiram levavam golpes na cabeça para ficar inconscientes. Em seguida, capturavam outras pessoas. Por último, vendiam as mulheres, os homens fracos e as crianças para nobres e só os com saúde e fortes iriam para sacrifício.

Representação dos deuses

Era comum a representação de deuses através de templos e obras gigantescas. Eles acreditavam que quanto maior a obra ou o templo maior era a adoração que esse Deus considerava. Para representar os deuses também eram criadas máscaras e objetos de cerâmica. Todo o conhecimento religioso era registrado em livros chamados de Códices, uma espécie de bíblia asteca. Os códices também continham imagens que representavam os deuses.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Mitologia celta

A Mitologia Celta é bastante complexa. É difícil fixar, no tempo e no espaço, o limite exato do domínio celta. Foram antes uma raça que um povo, que acabou por influir em toda a Europa e na formação de diversos outros povos. A Alemanha seria o centro de sua moradia. Os Celtas continentais se estenderam pela Hungria até a Grécia e a Ásia Menor. Jamais formaram uma nação unida, organizada; formavam, sim, tribos separadas, que se atacavam freqüentemente.
Os Celtas insulares ocuparam os países do Norte, Grã-Bretanha e Irlanda. Os últimos celtas passaram do Norte da Gália para a ilha da Bretanha, com o nome de belgas. Se sabe muito pouco de sua mitologia.
Esta pode ser chamada de mitologia celta-latina, galo-romana ou galo-latina, que é a mitologia celta que chegou até nós graças a escritos latinos e trás, evidentemente, os nomes e os atributos dos deuses à moda latina; sempre que isso ocorra chamaremos a atenção, para que não se imagine que adoravam Apolo ou Minerva.

Abnoba - Deusa da Floresta negra (Forêt-Noire, Schwarzwald).


Andrasta - Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo de que foi identificado com Marte (deus da guerra) romano.

Arduina - Deusa de Ardennes. Foi identificada pelos romanos como Diana, a Ártemis grega.

Balor - Gigante irlandês de "mau olho"; tinha as pálpebras caídas sobre os olhos e era mister um forcado para erguê-las; seu congênere gaulês chamava-se Yspaddaden.

Belenos - "O Brilhante" ou "Aquele Que Reluz", divindade que pelos romanos foi identificada como o Apolo latino.

Brigit - Irmã do deus Oengus, o Cupido irlandês, divindade do amor. Brigit é uma deusa tríplice, a menos que haja três irmãs com o mesmo nome. É venerada pelos poetas, ferreiros e pelos médicos. Enquanto deusa das estações do ano, seu culto se celebrava no primeiro dia de fevereiro, dia do Imbolc, a grande festa de purificação.

Bron - O deus marítimo Llyr teve dois filhos: Bron ou Brân (Bron é irlandês e Brân é gaulês) e Manannân ou Manawydan.
Brân era um enorme gigante que nehum palácio ou nenhum navio podia abrigar; atravessou a vau o mar da Irlanda para combater e destruir um rei e seu exército; estendido através de um rio, seu corpo gigantesco serviu de ponte para o exército passar.
Possuia uma caldeirinha mágica com a qual ressucitava os mortos.
Harpista e músico, era o protetor dos fili e dos bardos.
Rei das regiões infernais, lutou para defender os tesouros mágicos que o filho de Dôn queria roubar.
Ferido por uma flecha envenenada, ordenou que lhe cortassem a cabeça, a fim de abreviar seu sofrimento; a esta cabeça decepada continuava a dar ordens e conversar durante 87 anos, que tantos foram necessários para levar o corpo à sepultura, uma colina de Londres.
A cabeça cortada de Brân, voltada para o sul, prevenia a ilha de toda invasão; o rei Artur, imprudente, mandou exumá-la, tornando possível a conquista da saxônia.

Cuchulainn - As aventuras de Cuchulainn (diz-se Cu-hu-lim) constituem a epopéia principal do ciclo heróico de Ulster. Ao nascer, chamava-se Setanta; era filho de Dechtiré, irmã do rei Conchobar, casada com Sualtan, o profeta. Seu pais verdadeiro, porém, era o deus Lug, mito solar dos Tuatha Dê Danann. Foi criado entre os demais filhos dos vassalos e guerreiros do rei. Com sete anos matou o terrível cão de guarda de Culann, chefe dos ferreiros de Ulster; vem daí o nome Cuchulainn, "Cão de Culann". O menino possuia uma força incrível e, quando dominado pela ira, lançava calor intenso e suas feições transformavam-se, pavorosamente. Algum tempo depois de matar o cão, massacrou três guerreiros mágicos gigantes, que tinham desafiado os nobres do Ramo Vermelho (uma milícia ou ordem primitiva de cavaleria de Usler, provavelmente). Depois, mandam-no para Scâthach, a Rainha das Trevas, epônima da ilha Skye, onde conclui sua educação. A feiticeira ensina a ele a arte da magia. Antes de voltar para casa, decide matar uma inimiga de sua professora, a amazona Aiffé, uma mortal. Não só a derrota mas deixa-a grávida. Volta, assim, para Ulster, munido de armas prodigiosas. Pouco tempo passado, se apaixona por Emer (diz-se Avair), filha de Forgall Manach, mágico poderoso. Este não permite o relacionamento; Cuchulainn, então, rapta-a, depois de ter matado toda a guarnição e o pai da moça. Neste período é que as grandes batalhas e aventuras tomam lugar.

Dagda - O "Deus Eficaz", é o nome pelo qual era chamado o deus-chefe Eochaid Ollathair. Dagda era bom para tudo: dos mágicos é o primeiro e o mais poderoso, temível guerreiro, habilíssimo artífice e o mais esperto de todos quantos "possuem a vida e a morte". Possui uma caldeirinha mágica que pode alimentar todos os homens da terra. Chama as estações do ano tocando sua harpa divina. Veste uma túnica curta e traz na cabeça um capuz. É o senhor da vida e da morte, dispersador da abundância.

Dana - É a companheira de Bilé. A sua descendência chama-se Tuatha Dê Danann (tribos da deusa Dana).

Druidas - Diz-se que eram a casta sacerdotal dos antigos celtas. Se por sacerdotes se designam pessoas especialmente consagradas, com caráter profissional, para executarem ritos religiosos e culturais, nomeadamente o ato do sacrifício, em nome da comunidade ou em seu nome próprio então eles não foram sacerdotes. Se o tivesse sido, então encontrá-los-íamos, certamente, ocupando lugar de destaque entre os celtas da Itália, Espanha, etc. Nessas regiões, porém, os druidas diferem radicalmente dos da Gália ou Irlanda. O nome "druida" é derivado de duas raízes, dru e vid; justos, significariam "aqueles que têm o conhecimento profundo ou completo"; ou seja, eram "mestres" ou "filósofos". Formavam uma ordem e não uma casta. Dividiam-se em três classes: os druidas propriamente ditos, possessores do extremo poder que, mais tarde, cederam aos brenns (daí o nome que os romanos davam ao general celta que invadiu a Itália e conquistou Roma, Breno), "os chefes" ou "generais guerreiros"; os eubages, advinhos e sacrificadores; e os bardos, que cantavam hinos e celebravam as façanhas dos heróis. Os druidas acreditavam na imortalidade da alma e na metempsicose (metamorfose do homem em animal. Cabe citar quetodos os xamãs espalhados pelo mundo, assim como diversos teurgos também acreditavam nisso); cultuavam vários deuses, mas não possuíam templos: reuniam-se nas florestas sombrias; sua assembléia geral era perto de Dreux; nas grandes calamidades imolavam vítimas humanas. O druidismo atribuia virtudes a certas plantas, à verbena, à selagina, ao sâmolo e, especialmente, ao agárico ou, melhor, ao visco ou visgo (que era cortado, em certos dias, com grandes cerimônias, sobre velhos carvalhos). Eram médicos, astrônomos, físicos e conselheiros. As druidesas, feiticeiras e profetisas, tinham seu principal santuário na ilha do Sena.

Épona - "A Cavaleira" ou "A Amazona". É representada sempre a cavalo, sentada de lado, como as amazonas do século passado; na cabeça trás um diadema; ao seu lado vê-se uma jumenta ou um poldro, que, às vezes, é alimentado pela deusa. Seus atributos eram a cornucópia, uma pátera e frutos. Presidia, também, à fecundidade do solo, fertilizado pelas águas.

Fionn - Chefe dos Fionna de Leinster, o herói Fionn ou Fionn mac Cumhail é o fanfarrão que mata monstros também sendo um mágico. Vive de aventuras, é desconfiado e astucioso. É filho de Ossian e avô de Oscar; são seus inimigos Goll e seu irmão Conan. Seu nome significa "Branco" ou "Louro". Morreu em uma batalha, em Ghabra.

Govannon - O nome é bretão; a forma irlandesa é Goibniu e significa "ferreiro". Este deus é o Vulcano das tribos celtas insulares; fornece armas aos membros do clã e aos aliados.Consideram-no, na Irlanda, arquiteto das altas torres redondas e das primeiras igrejas cristãs.

Ossian - Era filho de Finn. É, certamente, a mais importante personagem do ciclo feniano ou de Ossian. Quando foi da derrota de Gabhra, escapou graças à deusa-fada Niamh, que conduziu sua barca de vidro para Tir na n-Og, o paraíso céltico. Passou lá 300 anos de juventude, enquanto o tempo e os reinos (e os reis) passavam na terra. No fim desse tempo quis retornar à face da terra. Niamh lhe confia a montaria mágica que ela mesma usava, recomendando-lhe que não pusesse o pé em terra. Ossian, entretanto, cai da montaria e bate no solo terrestre e quando ergue-se, custosamente, era um velho fraco e cego.

Tricéfalo - É uma personagem com três cabeças ou com três rostos. Em uma estela encontrada em La Malmaison o Tricéfalo domina o par divino formado por Mercúrio e Rosmerta. Era apenas uma representação do deus que os romanos identificaram ao seu Mercúrio. A multiplicação das cabeças seria a forma prática de multiplicar o poder da divindade.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Religiões da mesopotamia

A Mesopotâmia é a região delimitada pelos vales férteis dos rios Tigre e Eufrates (atual sul da Turquia, Síria e Iraque). Ali surgem povos e civilizações tão antigas como a do Egito: os sumérios e os semitas, estes divididos em acádios, assírios e babilônios. Os sumérios são os primeiros a inventar a escrita - os caracteres cuneiformes. Descobertas arqueológicas e a decifração da escrita cuneiforme têm revelado as tradições culturais e religiosas desses povos. Entre os documentos decifrados destacam-se alguns anteriores ao século XV a.C.: o código de Hamurabi, com as leis que regem a vida e propriedade dos súditos do imperador Hamurabi (1.728 a.C.?-1.686 a.C.?); Enuma elis, poema babilônico da criação, e a Epopéia de Gilgamesh, relato da vida do lendário soberano de Uruk, cidade suméria nas margens do rio Eufrates.
Deuses sumérios - Os primitivos deuses sumérios são Anou ou An, deus-céu; Enki ou Ea, que ora aparece como deus-terra, ora como deus-água; Enlil, deus do vento e, mais tarde, deus da terra; Nin-ur-sag, também chamada de Nin-mah ou Aruru, a senhora da montanha. A hierarquia entre esses deuses muda com o tempo. No início da civilização suméria, Anou ocupa a principal posição. Depois, o deus supremo passa a ser Enlil, considerado o regente da natureza, o senhor do destino e do poder dos reis.
Deuses da Babilônia - Os semitas (babilônios e assírios) incorporam os deuses sumérios, trocam seus nomes e alteram sua hierarquia. Anou, Enki e Enlil (chamado de Bel) permanecem como deuses principais até o reinado de Hamurabi. Eles veneram Sin, o deus-lua, e Ishtar ou Astarté, deusa do dia e da noite, do amor e da guerra. No reinado de Hamurabi, o deus supremo passa a ser Marduk, o mesmo Enlil dos sumérios e Bel dos primeiros babilônios, porém mais poderoso. Chamado de pai dos deuses ou criador, Marduk sobrevive com o nome de Assur, deus supremo da Assíria, quando esse povo domina a Mesopotâmia.
Cultos e rituais da Mesopotâmia - A relação com os deuses é marcada pela total submissão às suas vontades e pelo sentimento de impureza, expresso nos salmos de penitência para implorar o perdão. Os deuses manifestam suas vontades através de sonhos e oráculos. Os antigos sumérios procuram obter as graças divinas por meio de sacrifícios regulares e oferendas. Cada deus tem uma festa especial. Os sumérios acreditam na vida após a morte, mas a alma não passa de uma sombra que habita as trevas de Kur, espécie de inferno.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Livro a dança dos Deuses - Resenha

Livro - A dança dos deuses - Futebol, sociedade, cultura
No Brasil o futebol é bastante jogado, mas insuficientemente estudado. Esta constatação estimulou o medievalista Hilário Franco Júnior a empreender uma abrangente viagem em torno do tema. A dança dos deuses está dividido em duas partes, uma histórica e outra de viés analítico. Do ponto de vista histórico, o autor mostra como o futebol não pode ser dissociado da história geral das civilizações. Exemplo eloqüente encontra-se na lógica da sua propagação e rejeição, a partir da Inglaterra, tendo sido bem-aceito nos países que sofriam forte influência cultural inglesa, mas nunca devidamente incorporado em países que constituíram o império, como Austrália e Canadá. A própria evolução das regras e das táticas do esporte responderam, é fato, a necessidades específicas do jogo, mas também só podem ser entendidas em contextos de adaptação do futebol às mudanças no mundo. Na segunda parte, Franco Júnior procura investigar o esporte como metáfora sociológica, antropológica, religiosa, psicológica e lingüística. Somos levados a pensar, por exemplo, sobre os diferentes usos políticos do futebol, seja por regimes autoritários ou democráticos, tanto uns quanto outros sempre abraçados ao nacionalismo. O autor nos convida a refletir sobre os sentidos ocultos em toda a ritualização do mundo esportivo, nos nomes dos times, nas cores das camisas, nos escudos, e ainda recorre a Freud para examinar a fascinação que o esporte exerce. Com erudição, mas em linguagem acessível, Hilário Franco Júnior leva ao limite, neste estudo, a idéia de que o futebol é uma imitação da vida.
Título
A dança dos deuses
Subtítulo
Futebol, sociedade, cultura
ISBN
9788535910568
Páginas
344
Edição
1
Tipo de capa
BROCHURA
Editora
Companhia das Letras
Ano
2007
Assunto
Esportes
Idioma:Português
 Resenha 
Bom, hoje terminei de ler esse explendido livro, e gostaria de deixar registrado o que achei dele.
Bom, que ele é dividido em duas partes, já foi citado acima, porém gostaria de ressaltar que apesar de ter gostado muito da primeira parte, gostei mais da segunda,Hilário Franco Junior mostra na segunda parte,metáforas interressantes tais como religiosa, piscológica entre outras ele mostra o brilhante mundo do futeból 
desde seus primórdios na Inglaterra, e mostra possiveis "antepassados" do futeból, que já teria existido até mesmo antes de cristo.
De todas as metáforas elaboradas por Hilário, amei a metáfora antropológica na qual ele colocao futebol como dança "sagrada"
na metáfora religiosa ele deixa claro que:" o individuo pode mudar de cidade,região,pais,de esposa, de carro,até de nome porém não muda de time, e isso eu concordo plenamente com ele, posso ter visão politica diferente daqui a 10 anos,morar em outra cidade, ser praticante de outra religião, mas uma coisa eu sei que serei, Corinthiano em qualquer lugar!!!!!

O livro mostra o quanto de ligação há do futeból com a política,narra eventos bélos como as conquistas de 1958,1962 e 1970 pela seleção,assim como narra tristes fatos,como o "Maracanazo" de 1950 quando a seleção Brasileira perdeu o titulo mundial parao uruguai em pleno maracanã lotado!
O livro mostra a beleza, a poesia, o romantismo que envolve o planeta futebol,e deixa claro,assim mostrando em uma imagem:Futeból é religião!!!!
Gostei demais desse livro, e ele me ensinou muitas coisas, espero que todos assim como eu que goste de futeból o leia,por que além de ser muito bem escrito,ele nos informa e mostra uma beleza do futeból por um angulo ainda não visto.
Para encerrar esssa humilde resenha coloco a frase que o autor pôs ao fim da conclusão:"Algumas Pessoas pensam que o futeból é tão importante quanto a vida e a morte.elas estão muito enganadas.Eu asseguro que ele é muito mais sério que isso."