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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

o poder dos anjos de Deus

A ilustração como um ser de grandeza menor que a humana seria indigna de criaturas celestes. No entanto, é difícil imaginar como uma criatura incorpórea poderia pensar e sentir. Falar de um espírito como uma criatura incorpórea parece ser como falar de um "círculo quadrado". Tentar imaginar o pensamento ou o sentimento ocorrendo independentemente de um corpo é como tentar imaginar a forma esférica de uma bola ocorrendo independentemente da bola. As religiões baseadas na Bíblia - judaísmo, cristianismo e islamismo-- crêem que Deus os teria criado para adorá-lo. No entanto, nem todos os anjos agiram angelicalmente. Alguns, liderados por Satanás, se rebelaram contra uma vida de submissão e foram expulsos do céu.





Esses anjos maus foram mandados para o inferno, e são conhecidos como demônios. Alguns não fazem nada além de adorar a seu Senhor. Muitos anjos são enviados para entregar recados a criaturas da terra. Alguns são enviados como protetores dos terrestres. Outros, ainda, são enviados para combater demônios, que são vistos como iniciadores das tentações malignas. Nem todos os anjos nascem iguais.





Do posto mais alto para o mais baixo a hierarquia celestial possui os serafins, querubins e tronos; dominações, virtudes e potestades; principados, arcanjos e anjos. Os anjos têm funções distintas. Alguns não fazem nada além de adorar a seu Senhor. Os anjos, dizem seus defensores, são invisíveis mas podem assumir a forma de coisas visíveis. São geralmente ilustrados com asas, possuindo aparência de seres humanos adultos ou crianças. As asas são, sem dúvida, relacionadas a seu trabalho como mensageiros de Deus, que vive no céu. Embora os anjos sejam espíritos destituídos de uma natureza física, as pessoas que crêem neles não têm dificuldades para representá-los visualmente e descrevê-los.





Como os anjos são invisíveis mas ainda assim capazes de assumir formas visíveis, é compreensível que tenham ocorrido várias "visões". Literalmente qualquer coisa poderia ser uma anjo e qualquer experiência poderia ser associada a anjos. São geralmente ilustrados com asas, possuindo aparência de seres humanos adultos ou crianças. As asas são, sem dúvida, relacionadas a seu trabalho como mensageiros de Deus, que vive no céu. O antropomorfismo é compreensível. A representação visual fortalece a crença. Mas uma criatura incorpórea não pode ser representada. A existência deles não pode ser refutada.





O lado negativo desse belo quadro é que também não se pode provar que eles existam. Tudo o que poderia ser um anjo também poderia ser alguma outra coisa. Qualquer experiência que pudesse ser atribuída a um anjo também poderia ser atribuída a alguma outra coisa. A crença em anjos, visões de anjos e experiências com anjos é uma questão totalmente de fé.





O anjo é sempre apresentado como um tipo de protetor, mas a criança esperançosamente descobrirá que ele também está registrando todas as ações, boas ou más, mesmo as que são praticadas quando mamãe e papai não estão por perto. Os religiosos tradicionais não são os únicos que gostam de anjos. Os mistificadores da Nova Era criaram uma indústria com eles. Todos os dias são publicadas dezenas de livros associando anjos a todo tipo de coisa, desde orientações para a vida diária e conversação com os mortos a curas sobrenaturais.





Mesmo se existirem somente na imaginação, no entanto, os anjos podem ser muito úteis. Podem servir como supervisores do comportamento e protetores de crianças. Pais podem tentar controlar o comportamento de uma criança convencendo-a de que um anjo está sempre a vigiando. As vendas de figurinos de anjos e outros produtos são rápidas. Como disse uma dessas almas elevadas: "Suavemente guiados por anjos, alimentamos e acariciamos a alma criativa que cura a si própria."





O anjo da guarda é um conceito reconfortante e versátil, e é a base de vários mitos. Boa parte do entretenimento em livros, filmes e programas de televisão é baseada no conceito do anjo da guarda, muitas vezes transformado num mestre sobre-humano dos poderes ocultos. E na verdade é o assunto mais facinante da historia religiosa no mundo todo! Não tem Devas, Orixás, deuses ou qualquer outro tipo de mito que se iguale a beleza, grandeza e fascinio dos anjos. Tanto é que a luta entre Bem e Mal, representada por Lucifer e Deus, se sobressaiu sobre todas as outras.





No meu livro, o qual estou elaborando sobre Umbanda Astrologica, darei especial atenção a estes seres maravilhosos que aprendi a adorar e respeitar desde criança, tanto pelo contato com eles, quanto pelo seu retorno e proteção. Assim como Mestre Da Matta, viu bem que deveria citar os anjos em seu trabalho de organização de Umbanda, eu também vejo com muito carinho que os anjos estão para a Umbanda, assim como os santos para o Cristianismo. Ignora-los, como faz boa parte dos cultos afro-brasileiros além de ser um erro, cria uma lacuna e o vazio é imenso.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Catarismo

Catarismo

Expulsão dos Cátaros de Carcassonne, em 1209.
O catarismo (do grego καϑαρός katharós, "puro") foi um movimento cristão, considerado herético pela Igreja Católica que manifestou-se no sul da França e no norte da Itália do final do século XI até meados do séculos XIV. Suas ideias tem fortes paralelos com o gnosticismo do início da era cristã. Os historiadores indicam sua formação a partir da expansão das crenças dos bogomilos (Reino dos Búlgaros) e dos paulicianos (Oriente Médio).
Os sacerdotes cátaros, que denominavam-se "bons cristãos" ou "bons homens" e "boas mulheres", levavam vidas simples e castas. Desprovidos de quaisquer posses materiais, buscavam afastar-se ao máximo do mundo, que consideravam corrupto. Eram considerados bons homens a partir do momento em que recebiam o consolamentum, um rito que representava de maneira simbólica sua morte com relação ao mundo. Os crentes (croyants) eram simpatizantes da doutrina cátara e somente recebiam o consolamentum nos momentos que antecediam sua morte. Os altos sacerdotes cátaros eram denominados perfeitos. Os bons homens caminhavam entre o povo, sempre dois a dois, pregando e também auxiliando a população em suas necessidades. Devotavam-se especialmente a tratar os enfermos, pois possuíam conhecimentos medicinais, inclusive sobre o poder curativo das ervas. Seu modo de vida lhes rendeu a admiração da população e o apoio dos nobres locais.
Devido à força do movimento e sua rápida expansão, o catarismo foi visto, pela Igreja Católica da época, como uma perigosa heresia. A perseguição iniciou-se por uma tentativa fracassada de reconversão da população local. Posteriormente, foram instalados tribunais de inquisição. Nessa época, a convivência local entre católicos e cátaros era boa: existem poucos relatos históricos de conflitos e há até mesmo diversos relatos de acobertamento de cátaros por católicos. Como todas as tentativas anteriores haviam falhado, a igreja católica implementou a conhecida cruzada contra os albigenses (referência aos cátaros habitantes da cidade de Albi e, por extensão, a todos os cátaros do sul da França). Essa foi a primeira cruzada a combater pessoas que se autodenominavam cristãs. A cruzada foi apoiada pela coroa da França, que desejava eliminar a forte nobreza local e conquistar um domínio mais direto na região. Essa violenta cruzada marcou o fim do movimento cátaro.

Ensinamentos do Catarismo

A doutrina cátara preconiza:
1) Um dualismo gnóstico, no qual o verdadeiro Deus distingue-se absolutamente do criador do mundo físico.
2) Neste mundo de corrupção e trevas, as centelhas de luz pertencentes ao verdadeiro reino divino estão perdidas, exiladas neste mundo, e precisam ser resgatadas.
3) Os sacerdotes devem afastar-se completamente da corrupção do mundo para levarem vidas muito simples e castas. Devem abster-se da alimentação carnívora, de atividades sexuais, evitar qualquer forma de violência e não podem possuir nenhum bem material.

Cosmologia

Para os cátaros, todas as criaturas e o mundo criado estão imersos em uma guerra eterna entre dois princípios irreconciliáveis: a luz – ou seja, o Espírito – e a escuridão, ou matéria. O verdadeiro Deus é visto como o criador do reino divino. Já nosso mundo material, repleto de miséria e corrupção, não pode ser uma criação do verdadeiro Deus. Portanto, só pode ter sido criado por um Deus mundano, que em certas ocasiões se associa com Satã. Ao mesmo tempo, os cátaros acreditam que há partículas do reino de Deus perdidas neste mundo, e que elas precisam ser resgatadas.

Salvação

É com o intuito de resgatar as centelhas divinas aprisionadas no mundo e nos homens que se organiza na terra a verdadeira igreja de Cristo, a igreja cátara. Para isso, os cátaros precisam afastar-se, tanto quanto possível, deste mundo e de seus atributos, esforçando-se para se contaminar o mínimo possível com eles. Enquanto isso, a vontade de Deus se cumpre. Com o rito do consolamentum, o cátaro é desligado do mundo e se liberta de sua influência nefasta. A partir de então, ele está livre para seguir o caminho das estrelas, o caminho de retorno ao reino divino.

Os Cátaros e o Santo Graal

Há uma famosa lenda que afirma que o Santo Graal (supostamente, o cálice onde Jesus teria bebido vinho na Santa ceia) teria sido possuído pelos cátaros. Durante o cerco a Montségur, o castelo que era considerado o foco central do catarismo, alguns cátaros teriam fugido durante a noite, descendo furtivamente a montanha onde o castelo estava encravado, levando consigo o precioso cálice, para escondê-lo em um lugar seguro, onde ele residiria até os dias de hoje.

Visão da Igreja Católica

A Igreja Católica considera o catarismo um movimento herético, dualista, com fortes influências maniqueístas.

Visão Histórica

Recentemente, os historiadores, através da descoberta de textos originais Cátaros tem modificado profundamente a visão científica sobre o movimento. Anteriormente, somente a palavra dos opositores dava testemunho sobre ele. Espera-se que em breve esta nova literatura torne-se disponível em língua portuguesa.

A cruzada Cátara

A resistência às sucessivas tentativas de reconversão da população local provocou a organização da Cruzada albigense. Iniciada em 1209, a cruzada durou cerca de 35 anos. Foi comandada por Simon de Montfort sob ordem do Papa Inocêncio III. Seus enviados estampavam uma cruz em suas túnicas e tinham como meta a absolvição de todos os pecados, a remissão dos castigos, um lugar a salvo no céu e, como recompensa material, o produto de todos os saques.
Luís VIII de França também participou da Cruzada. Iniciada com a invasão de Languedoc, ela só teve fim após diversas batalhas (onde se destacam a de Muret, em 1213, e a de Toulouse, em 1218) logo após o Tratado de Meaux (1229), já sob o reinado de Branca de Castela. Na verdade, porém, Montségur permaneceu até 1244 como um dos últimos pontos de resistência. O último reduto cátaro, a cidade de Quéribus, foi tomada em 1256. A morte do “último cátaro” aconteceu bem mais tarde, em 1321, perseguido pela InquisiçãoBento XII e procedeu à construção do Palácio de Avignon, onde se estabeleceu o papado.