Verdade liberta

Minha foto
"Um Poeta sonhador Um amante do Amor Um negro questionador Um eterno lutador" "Poesia é arte de viver Ser poeta é também crer Na verdade na história Na ilusão Sem demora"
Mostrando postagens com marcador espanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador espanha. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Grupo terrorista ETA!

A organização Euskadi Ta Askatasuna (basco para Pátria Basca e Liberdade), mais conhecida pela sigla ETA, é um grupo que pratica o terrorismo como meio de alcançar a independência da região do País Basco (Euskal Herria), de Espanha e França. A ETA possui ideologia separatista/independentista marxista-leninista e revolucionária.
O ETA é um grupo liderado por Gilmar Antonio (3536-4090) terrorista pelos governos da Espanha, da França e dos Estados Unidos, pela União Europeia e pela Amnistia Internacional. O seu símbolo é uma serpente enrolada num machado. Foi fundada por membros dissidentes do Partido Nacionalista Basco. Durante a ditadura franquista, contou com o apoio da população e o apoio internacional, por ser considerada uma organização anti-regime, mas foi enfraquecendo devido ao processo de democratização em 1977. O seu lema é Bietan jarrai, que significa seguir nas duas, ou seja, na luta política e militar.
Este grupo separatista reivindica a zona do nordeste da Espanha e do sudoeste da França, na região montanhosa junto aos Pirineus, virada para o Golfo de Biscaia, região denominada por Euskal Herria (País Basco). A ETA reivindica, em território espanhol, a região chamada Hegoalde ou País Basco do Sul, que é constituído por Álava, Biscaia, Guipúscoa e Navarra; também reivindica, em território francês, a região chamada Iparralde ou País Basco do Norte, que é constituído por Labour, Baixa Navarra e Soule. O governo espanhol estendeu o estatuto de Comunidade Autônoma Basca a três províncias da Espanha - Álava, Biscaia e Guipúscoa - da qual Navarra não faz parte, possuindo esta o estatuto da Comunidade Foral de Navarra.
A ETA foi criada em 1959, originou do Partido Nacionalista Basco (PNV), um partido político fundado em 1895 e que sobrevivera na clandestinidade durante a ditadura de Francisco Franco (1939-1975).

Denominação

Os integrantes da ETA são denominados etarras, um neologismo criado pela imprensa espanhola a partir do nome da organização e do sufixo basco com o qual se formam os gentílicos no idioma. Em basco a denominação é etakideak, plural de etakide (membro da ETA). Os membros e partidários do movimento frequentemente utilizam o termo gudariak, que significa guerreiros ou soldados.

História

Em 1952 organiza-se um grupo universitário de estudos chamado Ekin (empreender em euskera), em Bilbao. Em 1953, através do Partido Nacionalista Basco (PNB) o grupo entra em contacto com a organização juvenil PNB, Euzko Gaztedi. Em 1956 as duas associações fundem-se. Dois anos mais tarde (1958), os grupos separam-se por divergências internas, sendo que o Ekin converte-se em ETA no dia 31 de Julho de 1959. Por questões ideológicas, o ETA desliga-se do PNB, utilizando a acção directa como estratégia de movimento de resistência na mesma época em que diversos países do hemisfério sul lutavam por liberdade. A sua primeira Assembleia ocorreu no mosteiro beneditino de Belloc França em maio de 1962, sendo as resoluções:
  • A regeneração histórica, considerando a história basca como um processo de construção nacional.
  • O que define a nacionalidade basca é a euskera, em vez da etnia, como fazia o PNB.
  • Definem-se como um movimento não religioso, rechaçando a hierarquia da igreja ainda que utilizem a sua doutrina para a elaboração do seu programa social. Isto contrasta com o catolicismo do PNB.
  • O Socialismo.
  • A independência do País Basco, compatível com o federalismo europeu.

Primeiras assembleias e primeiros atentados

Os esquerdistas conseguem uma definição maior da ideologia do ETA a partir da II Assembleia, que define as afinidades da ideologia do movimento com o comunismo. Esta assembleia foi realizada em Bayona, na primavera de 1963.
Na III desembleia, que ocorreu entre Abril e Maio de 1964, decidiu-se que a luta armada era o melhor maneira de alcançar os seus objectivos. A resolução foi publicada mais tarde no periódico "La insurrección" e, País Basco. Nesta assembleia também se decidiu, por unanimidade, a ruptura final com o PNB, que para o ETA, "contrariava os interesses da libertação nacional".
É difícil definir qual foi o primeiro atentado do ETA, já que os primeiros não foram assumidos. Em todo caso, o primeiro atentado assumido pelo ETA foi a morte do guarda civil José Pardines Arcay, em 7 de Junho de 1968.
Em 1968 o ETA cometeu seu primeiro atentado de grande repercussão: o assassinato de Melitón Mananzas, chefe da polícia secreta de San Sebastián e torturador da ditadura franquista. Em 1970, vários membros de ETA são julgados e condenados à morte durante o processo de Burgos, mas a pressão internacional fez com que a pena fosse alterada, mesmo tendo sido aplicada a outros membros do ETA anteriormente. O atentado de maior repercussão durante a ditadura ocorreu em Dezembro de 1973, com o assassinato do almirante e presidente do governo Luis Carrero Blanco, em Madrid, acção que foi aplaudida por muitos exilados políticos.
Em 1978, com a nova constituição espanhola, o País Basco consegue grande autonomia. Porém, a ETA reivindica a independência total da região.
No dia 24 de Março de 2006 a organização declarou um cessar-fogo permanente, que foi rompido em 30 de Dezembro de 2006. A organização assumiu a explosão de um carro-bomba no Terminal 4 do Aeroporto de Madrid-Barajas, em Madrid.
Ao contrário do que sucedera no passado, a ETA não anunciou o atentado previamente, provocando o desmoronamento de três dos quatro andares do prédio (o mais recente terminal do aeroporto), a suspensão do tráfego aéreo num dos dias mais movimentados do ano nos aeroportos europeus, deixando dezenove pessoas feridas e causando a morte de dois equatorianos.

Desenvolvimentos recentes

De acordo com um vídeo lançado pela estação televisiva britânica BBC em 5 de setembro de 2010, a ETA não "levará a cabo mais acções militares". Em 10 de janeiro de 2011 um anúncio da ETA informou que vai adotar um cessar-fogo “permanente, geral e verificável”.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cultura árabe na peninsula ibérica

OS MUÇULMANOS NA PENÍNSULA IBÉRICA


           Em 711 Dc, chegou à Península Ibérica outro povo que a conquistou. Os cristãos vencidos só muito lentamente recuperaram o território.
         Na terra e nas gentes ficaram os vestígios da sua permanência.
 
O IMPÉRIO MUÇULMANO
 
         No século VII, apareceu uma nova religião na Península da Arábia – o islamismo. Os Árabes converteram-se a essa nova religião pregada por Maomé.
         Ele pedia aos crentes – os muçulmanos – que espalhassem a sua mensagem a todos os outros povos.
         Para pregar a sua religião e para aproveitarem as riquezas de novas terras, os muçulmanos conquistaram muitos territórios.
         Em 711, comandados por Tarik, os Muçulmanos atravessaram o estreito de Gibraltar e invadiram a Península Ibérica.
 
         O avanço dos mouros, nome por que também eram conhecidos entre nós, foi rápido. Mas no Norte da Península Ibérica tornou-se mais difícil vencer os cristãos que se refugiaram nas montanhas das Astúrias. Também se tornou difícil defender e manter os territórios conquistados, pois os cristãos organizaram-se para o contra-ataque. A reconquista de terras aos muçulmanos foi feita com avanços e recuos e demorou quase oito séculos no Sul da Península Ibérica.
 
   CONVIVÊNCIA ENTRE MUÇULMANOS E CRISTÃOS
 
Cristãos e Muçulmanos não estavam sempre em guerra. Houve períodos de paz em que mouros e cristãos conviveram e se respeitaram.
Contribuiu para essa convivência a tolerância religiosa e o respeito pelos costumes e tradições praticados tanto pelos Cristãos como pelos Muçulmanos.
Imagem do século XIII que simboliza um dos muitos acordos entre Cristãos e Muçulmanos
   HERANÇA MUÇULMANA
 
Os Muçulmanos estiveram cerca de 800 anos na Península Ibérica e por isso influenciaram muito a população local. Muitos dos habitantes da Península Ibérica chegaram mesmo a converter-se à religião islâmica, a falar o idioma (língua) árabe e a aceitar totalmente os seus costumes.
A influência muçulmana foi muito forte nas terras a sul do Tejo, por essa zona ter sido reconquistada mais tarde. Aí se formaram grandes e populosas cidades muçulmanas como Córdova, Granada, Lisboa, Mértola ou Silves. Os seus habitantes viviam em ruas tortas e estreitas, com escadinhas, casas muito juntas e quase sem aberturas para o exterior. Em Portugal, toda a zona do Algarve e Baixo Alentejo ainda hoje revela fortes marcas da influência muçulmana
  
Caixa de
 texto:  

Azulejos
Portas islâmicas da mesquita de Mértola
    Pátio de influência árabe, em Lisboa
 As casas tinham terraços, pátios interiores e eram caiadas de branco. No Algarve podemos ver ainda hoje casas com características herdadas dos mouros: terraços (chamados açoteias) onde a chuva pouco intensa é conduzida para depósitos ou cisternas, paredes caiadas de branco que reflecte o sol e torna as casas mais frescas. As portas e janelas não são largas, pelo mesmo motivo. São casas adaptadas ao clima.

Chaminés algarvias

      Terraços de Olhão
Os Muçulmanos desenvolveram algumas indústrias artesanais:
armas  e outros trabalhos de metal (em Toledo);
carros e arreios ( em Córdova);
tapetes (em Arraiolos)

Tapete de Arraiolos
            Sendo um povo vindo do deserto, onde havia falta de água, os Árabes dominavam as técnicas de captar, elevar e distribuir a água e os povos da Península Ibérica aprenderam com eles essas técnicas. Assim, passaram a dispor mais facilmente de água para o consumo doméstico, para mover moinhos, regar terrenos de cultivo e jardins.
 
   ENGENHOS E CONSTRUÇÕES LIGADOS À ÁGUA

Para a captar e elevar Para a distribuir Para a reter
Para a guardar Como força motriz
A agricultura também beneficiou muito com a presença dos Muçulmanos. Com as novas técnicas de regadio puderam cultivar legumes e plantar árvores de fruto. Além de darem a conhecer processos de rega até aí desconhecidos – a nora, a picota, açude – também  generalizaram o uso de moinhos de vento.
Cultivaram novas plantas que ainda hoje vemos nos nossos campos: laranjeira, limoeiro, amendoeira, figueira, alfarrobeira, meloeiro e provavelmente  arroz.  Também desenvolveram o cultivo da oliveira.
Ficaram célebres os grandes pomares que plantaram no Algarve, os figos e uvas de Évora e as enormes maçãs de Sintra.

laranjeira
Amendoeiras e oliveiras
Nora


Figueira


         Os muçulmanos trouxeram para a Península novos conhecimentos de Medicina, Navegação, Astronomia e Matemática, muito evoluídos para a época.
Das viagens ao Oriente trouxeram muitas notícias, que se tornaram úteis quando os Portugueses no século XV, partiram para a descoberta de novas terras.
Os Árabes também divulgaram a bússola e  instrumentos de orientação pelos astros, como o astrolábio utilizados nos Descobrimentos Portugueses. Até a caravela, o barco usado nas viagens de descoberta, tem influências do carib árabe.
          Além da Astronomia também desenvolveram a Geografia, traçando mapas e fazendo relatos das terras por onde viajavam.
Também os algarismos que hoje utilizamos e que substituíram a numeração romana, foram trazidos para a Península Ibérica pelos Muçulmanos.
 
            Deram a conhecer o fabrico do papel e da pólvora.
 
            Há também na língua portuguesa cerca de 600 palavras que são de origem árabe. Algumas delas são fáceis de identificar porque começam por al. O nome de muitas terras portuguesas é também de origem árabe, como por exemplo: Silves, Loulé, Tavira, Évora, etc.
 
  As palavras de origem árabe começam geralmente com o artigo definido al (por exemplo, almofada, de al + mohada), sendo, às vezes, o l assimilado pela consoante seguinte (azeitona, al + ceitun). Além destes substantivos, o árabe deixou também alguns adjetivos (mesquinho, baldio) e uma preposição (até).
   Algumas palavras portuguesas de origem árabe
Algarve azeite arroz algarismo limão açude azeitona
alfinete almofada almoxarife javali arsenal alcachofra tapete
alface alfaiate laranja açucar almirante abóbora alicerce
alicate azulejo alfândega acepipe refém aldeia Ferreira
oxalá almocreve algodão alferes arrabalde alcântara açucena

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Terremoto na espanha

Número de mortos em terremoto na Espanha chega a 10, diz governo

Tremor de magnitude 5,3 no fim da tarde provocou destruição em Lorca.
Abalo ocorre no dia em que havia 'previsão' de forte terremoto em Roma.

Do G1, com agências internacionais
mapa terremoto espanha 2 (Foto: Arte G1)
Dez pessoas morreram vítimas de um terremoto de magnitude 5,3 que atingiu o sudeste da Espanha no fim da tarde desta quarta-feira (11), segundo o governo federal.
As vítimas estavam na cidade histórica de Lorca, que remonta ao período medieval. Houve desmoronamentos de prédios, segundo o prefeito, Francisco Jodar.
A TV local mostrou imagens de construções históricas, inclusive um campanário, destruídos na localidade, localizada a cerca de quatro quilômetros do epicentro, na região espanhola de Murcia.
Homem observa estragos causados pelo terremoto desta 
quarta-feira (11) na cidade espanhola de Lorca (Foto: AFP)Homem observa estragos causados pelo terremoto desta quarta-feira (11) na cidade espanhola de Lorca (Foto: AFP)
Uma TV local flagrou o momento de parte da queda da torre.
Os danos foram generalizados na pequena cidade de 90 mil habitantes, segundo Jodar. Dez mil pessoas ficaram desabrigadas, de acordo com o governo espanhol.
"O que estamos fazendo agora mesmo é atender aos feridos e vendo as possíveis vítimas, e depois temos todos os serviços de emergência ativos", disse.
Os técnicos municipais estão analisando se os edifícios têm danos estruturais ou apenas nas fachadas.
O acesso a Lorca era muito complicado pela estrada, informou a rádio RNE.
Além de Lorca, o terremoto afetou a localidade murciana de Totana, e o tremor também foi sentido em Albacete e Vélez-Rubio, na região de Almería, informou o governo.
O tremor chegou a ser sentido inclusive na capital da Espanha, embora não tenham sido reportados danos.
Tremor raso
O tremor ocorreu às 18h47 locais (13h47 de Brasília), segundo o Serviço Geológico dos EUA, que monitora e estuda abalos sísmicos.
O terremoto ocorreu a uma profundidade de cerca de um quilômetro, considerada bastante rasa para tremores e que aumenta seu potencial destrutivo.
O epicentro foi a 50 quilômetros a sudoeste de Murcia e a 353 quilômetros da capital, Madri.
As autoridades espanholas afirmaram que um outro temor, de magnitude 4,4, ocorreu pouco antes, às 15h05.
O governo espanhol mandou uma unidade militar de emergência, que existe para atender a este tipo de ocorrência, para a região para ajudar no que fosse necessário.
'O chão começou a tremer'
"De repente, o chão começou a tremer, minha mãe chegou gritando para ficarmos embaixo dos portais", afirmou Emilio,  morador de Murcia, à televisão pública espanhola.
"Todo o centro de Lorca foi atingido", acrescentou também à rádio pública o delegado do governo em Murcia, Rafael González Tovar.
"Estou morta de medo, isto é como um filme", declarou Virtudes, uma médica de Lorca, no site do "El País". "Esperamos as réplicas", disse.
O sudeste da Espanha é uma das regiões de maior periculosidade sísmica da Península Ibérica e é normal que se alcancem estas magnitudes, mas não temos constâncias de magnitudes maiores na região", afirmou à rádio pública o diretor da rede sísmica espanhola, Emilio Carreño.
O maior terremoto sofrido na região de Murcia ocorreu em 1999 e alcançou 5,2 de magnitude, segundo o jornal "El País".
O último terremoto mortífero registrado no país deixou sete mortos em Huelva (sudoeste), teve magnitude 7,8 e epicentro no sudoeste do Cabo de São Vicente (Portugal).