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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Iara

Iara ou Uiara (do tupi 'y-îara “senhora das águas”) ou Mãe-d'água, segundo o folclore brasileiro, é uma linda sereia que vive no rio Amazonas, sua pele é morena, possui cabelos longos, negros e olhos castanhos.[1]



A palavra Iara é de origem indígena. Yara significa “aquela que mora na água”.

História: De acordo com a lenda, Iara era uma índia guerreira, a melhor de sua tribo e recebia muitos elogios do seu pai que era pajé. Os irmãos de Iara tinham muita inveja dela e resolveram matá-la à noite enquanto dormia. Iara que possuía ouvidos muito aguçados, os escutou e os matou. Entretanto, com medo da reação de seu pai, Iara fugiu. Seu pai, o pajé da tribo, realizou uma busca implacável e conseguiu encontrá-la, como forma de punição pelas mortes a jogou no encontro dos Rios Negro e Solimões, alguns peixes levaram a moça até a superfície e a transformaram em uma linda sereia.

Lenda: Segundo a lenda, Iara costuma banhar-se nos rios e cantar uma melodia irresistível para o ouvido dos homens, desta forma os homens que a veem não conseguem resistir aos seus desejos e pulam dentro do rio. Ela tem o poder de cegar quem a admira e levar para o fundo do rio qualquer homem que ela desejar se casar. Os índios acreditam tanto no poder da Iara que evitam passar perto dos lagos ao entardecer

VariaçõesLendas são histórias contadas de geração para geração verbalmente, e, comumente, sofrem variações.



Em uma delas, cronistas dos séculos XVI e XVII registraram que, no princípio, o personagem era masculino e chamava-se Ipupiara, homem-peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio. No século XVIII, Ipupiara vira a sedutora sereia Uiara ou Iara. Pescadores de toda parte do Brasil, de água doce ou salgada, contam histórias de moços que cederam aos encantos da bela Iara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa sua casa no leito das águas no fim da tarde. Surge sedutora à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas

Poema de Olavo Bilac
 
O poeta Olavo Bilac compôs o poema A Iara em que descreve a sereia.



Vive dentro de mim, como num rio,

Uma linda mulher, esquiva e rara,

Num borbulhar de argênteos flocos, Iara

De cabeleira de ouro e corpo frio.

Entre as ninféias a namoro e espio:

E ela, do espelho móbil da onda clara,

Com os verdes olhos úmidos me encara,

E oferece-me o seio alvo e macio.

Precipito-me, no ímpeto de esposo,

Na desesperação da glória suma,

Para a estreitar, louco de orgulho e gozo...

Mas nos meus braços a ilusão se esfuma:

E a mãe-d'água, exalando um ai piedoso,

Desfaz-se em mortas pérolas de espuma.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Lendas do nosso folclore

Folclore é o conjunto das tradições culturais e artísticas de um povo, suas danças, cantos, festividades, artesanato, indumentárias etc.
  O termo folclore (folk-lore) foi empregado pela primeira vez pelo arqueólogo inglês G.J. Thomas, em 1846.
 
  Principais lendas do folclore brasileiro:

Boitatá
  É uma serpente de fogo, cobra-grande, jibóia. Este é o gênio que protege os campos contra quem os incendeia. No Sul, diz a tradição que ele mata animais, mas não os devora inteiros. Come apenas os olhos da carniça. Tanto olho já devorou que ficou cheio de luz. Seu corpo transformou-se numa bola de chamas - clarão vivo!

Boto-cor-de-rosa
  É um rapaz bonito, bem-vestido, galanteador, ótimo dançarino. Aparece à noite e encanta as moças, arrastando-as à beira do rio, onde as engravida.
  Antes do amanhecer, porém, vira boto e desaparece nas águas do rio Amazonas. Com o entardecer, tudo recomeça.

Curupira
  É um anão de pés às avessas, com dedos para trás e calcanhares para frente, protetor das árvores e dos animais, é ele quem assombra nas florestas, ao lado dos cães e porcos que são seus amigos inseparáveis. É um índio pequeno, ágil e de cabelo vermelho. Cuidado para não se perder na floresta por causa dele!

Iara
  Segundo a lenda, Iara é metade mulher, metade peixe, enfeitiça os homens com seu canto irresistível e os atrai para o fundo dos rios e lagos, onde vive.

Lenda do Milho
  A lenda conta como surgiu o milho, segundo os índios parecis. Um grande chefe da tribo, muito antigo, chamado Ainotarê, ao sentir a aproximação da morte, chamou o filho Kaleitoê, ordenando-lhe que o enterrasse no meio da roça.
  Avisou ainda que, três dias depois de enterrado, brotaria de sua cova uma nova planta que, pouco depois, daria sementes. Pediu que não as comessem, pois, plantando-as, a tribo ganharia um novo alimento. Foi o que a tribo fez, surgindo o milho.

Lobisomem
  O lobisomem é forte, decidido e feroz. Devorador de viajantes, lenhadores e descuidados, é capaz de esmigalhar montanhas a murros, beber rios e transportar florestas. Escondido nas alturas da serrania, torna-se invisível diante de quem o procura, mas deixa rastros de gigante por onde passa.

Mula-sem-cabeça
  Nas noites de sexta-feira, todo cuidado é pouco! Diz a lenda que toda mulher que seduz padres e compadres vira mula-sem-cabeça: que solta fogo pelo pescoço, assustando quem ouve seu galope e as correntes que arrasta atrás de si.

Negrinho do Pastoreio
   Diz uma lenda cristã que o negrinho não possui pecados, é um anjo bom. Vive à procura de objetos perdidos, pondo-os de jeito a serem encontrados por seus donos. Quem perder suas prendas no campo guarde esperança: junto de algum mourão ou sob os ramos das árvores, acenda uma vela para o negrinho e vá dizendo: "Foi por aí, foi por aí que eu perdi...". Se ele não achar, ninguém mais!

Saci-pererê
   Diz a lenda que não é raro ouvir suas gargalhadas perto dos brejos. Também pudera! Ele se diverte pregando sustos nos outros! Quando aparece, esse negrinho de uma perna só é inconfundível com seu cachimbo e seu gorrinho vermelho. Inofensivo, vive fazendo diabruras, dando nó em rabo de cavalo e assustando o gado no pasto.