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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Guerrilha do Araguaia será debatida no Legislativo mineiro



Por solicitação da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, acontece na próxima segunda-feira (29), no Plenário, um Debate Público para celebrar os 32 anos da Lei Federal 6.683, de 1979, conhecida como a Lei da Anistia, e o cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos sobre os desaparecidos da Guerrilha do Araguaia.

O evento está marcado para as 9 horas e vai receber especialistas e familiares de vítimas da ditadura militar.



A Lei da Anistia foi promulgada pelo presidente João Batista Figueiredo em 28 de agosto de 1979, ainda durante a ditadura. A norma concedeu anistia àqueles que, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos e eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da administração direta e indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos servidores dos poderes Legislativo e Judiciário, aos militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares.



A luta pela anistia dos opositores da ditadura (iniciada no ano de 1968) foi protagonizada por estudantes, jornalistas e políticos de oposição ao regime. No Brasil e no exterior, foram formados comitês que reuniam filhos, mães, esposas e amigos de presos políticos para defender uma anistia ampla, geral e irrestrita a todos os brasileiros exilados no período da repressão política. Em 1978, foi criado, no Rio de Janeiro, o Comitê Brasileiro pela Anistia congregando várias entidades da sociedade civil, com sede na Associação Brasileira de Imprensa.



Guerrilha do Araguaia



Foi um movimento formado no início da década de 1970, em resistência à Ditadura Militar. O movimento ganhou esse nome pelo fato de os conflitos entre militares e guerrilheiros, compostos, em sua maioria, por militantes do PCdoB, aconteceram em localidades próximas ao Rio Araguaia, na divisa entre os estados do Pará, Maranhão e Tocantins. Como resultado dos conflitos, foi registrado o desaparecimento de cerca de 60 pessoas, entre militantes do PCdoB e guerrilheiros recrutados na região. A sentença da Corte Interamericana condena o Brasil pelos desaparecimentos durante a Guerrilha do Araguaia.



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Astolfo Dutra(cidade)-história

Os índios Puri, fugindo dos Botocudo (* ), habitavam a região. O padre Manuel Maria, a mando do governador Luiz Diogo, fazia incursões pela área, “catequizando” os silvícolas e assim as concessões de terra seriam mais facilmente ocupadas. Proibidas as “bandeiras” de penetrarem nos sertões, e somente permitidas as que fossem para o descobrimento do outro, nesta região “com suas planícies e vales banhados por águas por águas do formoso rio e seus afluentes piscosos, cercados de florestas as mais belas e abundantes” . * Assim era a região por volta de 1758, quando se criaram condições para o “assentamento das primeiras cabanas do aldeamento, células toscas, rudimentares, de que todavia tinha de se desatar o cristianismo da Mata.” “No mesmo local em que se vê hoje a matriz (da cidade do Pomba) erigiu-se o humilde santuário, numa choça coberta de palmitos, mas com o venturoso destino de propagar a luz perene de sua lâmpada nas mil igrejas suntuosas, que hoje celebram o triunfo inefável da redenção em toda zona mineira .” O aldeamento de São Manoel criou condições para novas investidas: fizeram derrubadas, abriram caminhos, novas fazendas e segundas aldeias se formaram, das quais a de São José do Paraobeba (hoje Tocantins) e a do Espírito Santo (hoje guarani) denominada anteriormente de Cemitério, por se ter achado no local um certo número de urnas contendo múmias.







Mas, notícias da criação do povoado de Santo Antônio do Porto Alegre de Ubá remontam ao ano de 1808, quando era governador Pedro Maria Xavier e sendo considerados como fundadores João Marques da Costa, João Afonso Lemos e Ângelo Gomes Moreira.






No ano de 1816, tem-se o primeiro documento falando do povoado, encontrado no Arcebispado de Mariana e que foi concebido nos seguintes termos: “Patrimônio de Santo Antônio do Porto Alegre de Ubá, freguesia do Pomba, comarca de Barbacena. Attesto debaixo de juramento aos Santos Evangelhos, que em concurrencia do povo do districto de Santo Antônio do Porto Alegre de Ubá, com esmolas dos moradores, erigimos uma capella de Santo Antonio na qual lhe demarcamos uma quarta de terra livre, para patrimônio da mesma capella, cujo logar não tem senhorio algum. Barbacena, 30 de janeiro de 1816. Ângelo Gomes Moreira” . E é de 1839 a primeira escritura que teve como vendedores José da Silva Spínolo e sua mulher, e comprador Carlos José Fialho; nesta época o distrito pertencia ao município da Vila do Pomba, hoje Rio Pomba.






Em abril de 1841, por lei, foi criado o município de São João Nepomuceno, neste ato passou o distrito de Santo Antonio do Porto a pertencer a esta nova municipalidade. Mas a lei 365 de 1848 desmembrou o Porto do município de São João Nepomuceno e reincorporando-o ao do Pomba. Dois anos mais tarde o distrito foi suprimido pela lei 472 de 1850 que dividiu o seu território pelos municípios do Pomba e São João Nepomuceno. Mas a lei 720 em 1855 restaurou o distrito dando-lhe novas limitações.






Por força da lei 969, em 1859 passou o distrito a fazer parte da freguesia do Espírito Santo do Pomba, atual Guarani, município criado naquele ato. Já a lei 1188 de 1864 transferiu a sede da freguesia do arraial do Espírito Santo do Pomba para a Capela do Porto de Santo Antônio , com esta última denominação. Já no ano de 1868, a lei 1586 fixou as divisas desta nova freguesia.






Logo depois, porém, em 1870 por meio da lei 1676 transferiu-se novamente a sede da freguesia do Porto para o arraial do Espírito Santo (hoje Guarani). Mas novamente em 1873 a lei 2035 restaura a Paróquia do Porto de Santo Antônio, sendo que em 1876 parte de seu território foi perdido para a freguesia de São Januário de Ubá e em 1879 novamente foi perdido parte de seu território para a freguesia de Descoberto, termo de Rio Novo.






Finalmente, após este conturbado início de povoamento, a lei 3589 de 28 de agosto de 1888 transferiu o vínculo político com o município do Pomba para o de Cataguases. Esta transferência é fruto de uma solicitação dos moradores locais que contou com o apoio do então Deputado Provincial Dr. Luiz Vieira de Resende e Silva (lei 3589 de 28 de agosto de 1888). Àquela época, os habitantes do Porto fizeram uma extensa e fundamentada representação junto à Assembléia Legislativa Provincial, que de forma democrata satisfez o deseja daqueles moradores.






Esta representação foi assinado por 111 pessoas de “qualidade”, inclusive as autoridades policiais e de paz. Transcreve-se aqui trecho desta manifestação popular:






“Ao passo que os abaixos assignados distam apenas 23 kilômetros estrada de ferro de Cataguazes, com dois trens diários, teem para a cidade do Pomba 80 kilometros, e viagem de três dias (ida e volta)!! Se apenas 24 kilometros de viagem a cavalo os separam de Cataguazes, para a cidade do Pomba tem de vencer 54 kilometros e em péssimas estradas” .






A criação de um ginásio – Companhia União Educadora – ocorreu no ano de 1890 e contava com 20 alunos matriculados, sendo seus professores Antonio Ferreira de Souza Primo, Aldana Gomes e Professor Albernaz. Esta escola teve duração curta, pois fundada por Manoel Henriques Justino da Costa, Modesto Pinto Coelho, Cel. Antonio Martins da Costa Cruz e Cel. João Viana, teve suas atividades encerradas em 1892 devido à forte epidemia de febres que assolaram a região.






Em 1892 foi criado o primeiro Conselho Distrital, sendo seu presidente o senhor Manoel Hipólito Simões da Costa no período de 1892 a 1894, tendo sido construído o Cemitério em 1893, ao custo de 2:600$000, verba especial votada no combate à epidemia de febre.






Segundo Conselho, presidido pelo Senhor João Francisco Mascarenhas, entre os anos de 1895 a 1897, quando foi construído o Hospital de Isolamento ao custa da “elevadíssima soma de 11:342$988, “isto em 7 de dezembro e na noite de 31 de dezembro para 1º de janeiro de 1896 foi o mesmo totalmente destruído e seus restos vendidos posteriormente por 600$000.






A Estação da Estrada de Ferro Leopoldina foi inaugurada em 1897 e entre os anos de 1898 a 1903 o Terceiro Conselho Distrital, presidido por Mariano Antonio Pereira, construiu a primeira rede de água potável, grande obra, ao preço de 9:600$000 e também adquirido o prédio para as sessões do Conselho, pelo valor de 2:200$000.






No início do novo século tem-se: 1900 – editado o jornal “Minas Cathólica”, 1904 – inauguração dos serviços de luz elétrica, 1915 – inauguração do serviço telefônico, 1919 – inauguração do primeiro Grupo Escolar, 1925 – construção da ponte de cimento armado sobre o rio Pomba.






Este vínculo com o município de Cataguases perdurou até o ano de 1938, quando pelo Decreto 148 de 17 de dezembro de 1938 elevou o Distrito do Porto de Santo Antônio à categoria de município, com o nome de Astolfo Dutra em homenagem ao jurista e deputado cataguasense Astolfo Dutra Nicásio, autor de Código Civil e eleito por 6 vezes presidente da Câmara dos Deputados (1864/1920). E, em 1º de janeiro do ano de 1939 foi instalado definitivamente o município, tendo como seu primeiro Prefeito o Sr. Olyntho Almada , nomeado Interventor do Estado de 1º de janeiro de 1939 a 1º de março de 1945.






Como boa parte da Zona da Mata, o município teve sua economia baseada inicialmente na lavoura do café e, posteriormente na lavoura do fumo, cultura esta que alavancou a economia local, passando naquele momento a vivenciar um período de muita prosperidade, chegando a possuir até uma fábrica de cigarros de papel, novidade para a época, além dos muitos armazéns de fumo em corda, cuja produção era distribuída por quase todas as regiões do país. Com o fim desse período de prosperidade, fruto da decadência do fumo ocorrido nas décadas de 60 e 70, iniciou-se um processo contínuo de industrialização (pequena indústria), principalmente no setor de Confecções que juntamente com a hoje já extinta Usina Açucareira Paraíso e as Massas Portuense, eram os maiores empregadores do município, fazendo com que Astolfo Dutra se diferenciasse um pouco dos municípios vizinhos em relação a sua economia, pois com a decadência do fumo e posteriormente da monocultura da cana de açúcar, pouco de produzia no campo, aliando ainda a sempre incipiente pecuária de leite; desta forma concentrou-se assim quase toda sua produção econômica na cidade.






Passados mais de 60 anos desta emancipação, Astolfo Dutra conta hoje com cerca de 12000 habitantes (11.525 – censo de 2000) e distribuídos pela sede, dois distritos (Sobral Pinto e Santana de Campestre) e Zona Rural em 160,18 km2 de extensão territorial, temperatura média anual em torno de 24,5° C, altitude de 237 metros de altitude, latitude 21° 18' 53'' lat. S e longitude 42° 51' 44'' lomg W Gr. Distante 281 km da Capital, Belo Horizonte, tem como principais vias de acesso as rodovias BR 116 e MG 285, fazendo limite com os seguintes municípios: Ubá, Rodeiro, Guarani, Descoberto, Itamarati de Minas e Dona Euzébia.






Possui um Hospital e um Centro Municipal de Saúde (Policlínica). Suas principais atividades econômicas são a indústria e a agricultura, destacando-se nesta a produção de café, bovinicultura do leite, avinicultura de corte e fruticultura. Sua produção industrial passa pelo ramo de massas alimentícias, confecções e vestuário, adubo e industrialização de sucos e polpas de frutas.






Astolfo Dutra possui como referência algumas obras arquitetônicas de estilo modernista como a Igreja Matriz de Santo Antonio e o Caramonãs Tênis Clube , além de algumas residências de particulares, todas frutos da concepção do filho da terra e conceituado arquiteto Flávio Almada ; estas obras acompanharam a onda modernista acontecida em Cataguases que produziu reflexos por aqui trazendo não só linhas linhas arquitetônicas novas, mas também conceitos vanguardistas que estão aqui eternizados por marcarem o estilo de uma época.






Um dos filhos mais ilustres do município foi o saudoso ator de teatro, cinema e tv, Luís Linhares , que hoje conta com um Centro Cultural em sua homenagem, construído e entregue a comunidade em 24 de julho de 1998. Luiz Linhares foi o ator preferido de Nélson Rodrigues, segundo Walter Clark em seu livro “O Campeão de Audiência”. Linhares contracenou com grandes nomes do teatro, cinema e tv, principalmente nas décadas de 50 e 60. Entre várias produções que participou, pode-se destacar no cinema as obras “Gabriela” e “O Bandido da Luz Vermelha”, além de inúmeras peças teatrais como “Vestido de Noiva” de Nélson Rodrigues. Luíz Linhares ainda escreveu peças de teatro e um livro.






As festas mais tradicionais de Astolfo Dutra são a “Semana Portuense”, organizada pelo Caramonãs Tênis Clube visando a confraternização do Portuense ausente e presente, e que tem seu ápice no encerramento onde a mais de 30 anos acontece o Festival de Chopp , e também a “Festa em homenagem ao Padroeiro Santo Antonio”, que acontece em junho, promovida pela Igreja Católica.






É necessário ressaltar que existe no município uma concentração muito grande de famílias com descendência italiana, o que fez surgir uma certa sintonia entre as famílias hoje remanescentes e também a valorização, ainda que incipiente, da cultura daquele país de origem desses imigrantes que aqui aportaram. Todos os relatos desse processo de chegada dos imigrantes italianos, ainda no século passado, naquele momento instalando-se em uma colônia agrícola cuja formação fora fomentada pelo governo do estado e denominada”Colônia Santa Maria”, está relatada no editado livro “Imigrantes Reverência”, obra da professora Rosalina Pinto Moreira , que busca resgatar os valores históricos e sociais, bem como a importância econômica da imigração em Astolfo Dutra.






Banhado em toda sua extensão pelo Rio Pomba, destaca-se também em Astolfo Dutra a “Área de Lazer Augusto Tilli”, construída junto à cachoeira do Ribeirão Boa Vista, afluente do Rio Pomba e sobre um antigo Lixão na cidade, hoje servindo ao lazer de toda a comunidade, bem como aos visitantes que procuram momentos de descontração. Deve-se destacar também que um dos principais atrativos do município hoje é a noite agitada de seus finais de semana trazendo da região centenas de turistas que aqui vêm curtir uma das melhores danceterias do interior de Minas – o “Barracão Dance”, além das choperias sempre repletas de juventude e alegria, além também da descontração do “Caramonãs Tênis Clube”.














PREFEITOS:






• Olyntho Almada – nomeado pelo Interventor Benedito Valadares, 01/01/1939 a 28/02/1945;


• Alencar Ribeiro – nomeado, 01/03/1945 a 01/12/1947;


• José Vieira da Silva – 1º eleito – 15/12/1947 a 30/01/1951;


• Domingos Gomes de Oliveira – 31/01/1951 a 30/03/1954;


• José Menezes Pereira – 01/04/1954 a 30/01/1955;


• Olyntho Almada – 31/01/1955 a 30/01/1959;


• Newton de Almeida – 31/01/1959 a 30/01/1963;


• Plínio Linhares – 31/01/1963 a 30/01/1967;


• Nicolau Defilippo – 31/01/1967 a 30/01/1971;


• Domingos Gomes de Oliveira – 31/01/1971 a 13/05/1972


• Manoel Ferreira Borges – 14/05/1972 a 30/01/1973;


• Anésio Ventura Lippi – 31/01/1973 a 30/01/1977;


• Manoel Ferreira Borges – 31/01/1977 a 31/01/1983;


• Viterbo Vaz – 01/01/1981 31/01/1981;


• Anésio Ventura Lippi – 01/02/1983 a 31/12/1988;


• José Natalino Benini da Cunha – 01/01/1989 a 31/12/1992;


• Anésio Ventura Lippi – 01/01/1993 a 28/03/1996;


• Hélio Fábio de Paula Andrade – 29/03/1996 a 31/12/1996;


• Arcílio Ribeiro Venâncio – 01/01/1997 a 31/12/2000;


• Arcílio Ribeiro Venâncio – 01/01/2001 a 31/12/2004;


• José Natalino Benini da Cunha – empossado em janeiro de 2005.










Distância de Astolfo Dutra a:






•Belo Horizonte 281 km


•São Paulo 560 km


•Rio de Janeiro 250 km


•Vitória 430 km


•Brasília 1.020 km

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Encontro discute desafios para o PCdoB crescer!


Minas:
“O PCdoB se posicionou ao lado de Lula desde sua primeira candidatura à Presidência. A população enxerga o PCdoB como um partido fiel, que participa e integra a luta do povo em suas mais legítimas bandeiras”. A declaração é da deputada federal Jô Moraes, presidente do PCdoB MG, e deu a tônica das discussões que durante todo o sábado (6) marcaram os pronunciamentos e debates do 1º Encontro Mineiro sobre Questões de Partido.

O evento aconteceu no auditório da Faculdade Dom Hélder Câmara, reunindo mais de 300 dirigentes, parlamentares e militantes da legenda no Estado. O propósito é o de preparar o PCdoB para as novas diretivas relacionadas à sua construção e estruturação. Para isso, da direção nacional participaram o membro do Secretariado Nacional do partido e presidente da Fundação Maurício Grabois, Adalberto Monteiro, e a diretora do Departamento de Quadros da legenda, Fabiana Costa.



Desafios



Jô Moraes também falou dos desafios a serem enfrentados para se ampliar o contingente de filiados e eleger o maior número de representantes nas esferas de poder. Em especial, garantir a representatividade da legenda nos parlamentos, já que o fim das coligações nas eleições proporcionais deverá ser realidade após 2012, de acordo com as configurações da reforma que se processa no Congresso Nacional. Desafios que não só os dirigentes, mas a militância se mostra disposta a enfrentar para que o partido continue na meta de viabilizar o socialismo, de acordo com o compromisso reafirmado pelos participantes do evento através de palavras de ordem.



“Somos o partido que está junto com os operários nas portas das fábricas. Somos o partido da resistência”, afirmou a parlamentar sob aplausos, ao anunciar o nome do deputado estadual, Carlin Moura (PCdoB), pré-candidato à Prefeitura de Contagem cidade operária de mais de 600 mil habitantes na região metropolitana de Belo Horizonte.



A eleição de Carlin Moura é considerada fundamental para o partido, assim como a reeleição dos prefeitos Ivo Mendes, de Ibiá, e Zezé Mansur, de Urucânia, na Zona da Mata, entre outras cidades onde o partido tem representatividade e reais condições de eleger prefeitos e bancada de vereadores. Foi citado também as grandes chances de vitória na cidade de Coronel Fabriciano, onde o outro deputado estadual do PCdoB, Celinho do Sinttrocel, é pré-candidato a prefeito.



Em seu pronunciamento, Carlin destacou o protagonismo de Contagem, a segunda cidade após o ABC paulista, a se insurgir contra o regime militar, via movimentos grevistas. A despeito dos avanços e da mobilização política, até pouco tempo o município era governado pelo campo da direita, ponderou. “Com a luta, a esquerda retomou seu espaço e hoje a eleição está polarizada entre o PCdoB e o PT. E isto é bom para Contagem, pois representa a justeza do comportamento dos partidos de esquerda. Aponta que não haverá retrocesso”.



Crise capitalista



O Brasil na conjuntura de crise econômico-financeira mundial ganhou preleção de Adalberto Monteiro para proveito da assistência diversificada que se inteirou da terceira grande crise capitalista – um tsunami –, segundo o palestrante, que requer uma posição mais firme e determinada da presidente Dilma Rousseff. “Vivenciamos uma desordem econômico-financeira que tem conseqüências diretas em nossas vidas, pois os países hegemônicos transferem para os ombros dos trabalhadores dos demais países do mundo o ônus da farra que praticaram. É um período de desestabilidade e ameaças. E citou Lênin: “Em crises, o imperialismo responde com guerras, com medidas antidemocráticas”. Uma conjuntura que também “abre espaço para a vitória dos reacionários nas eleições nos Estados Unidos”.



Monteiro, assim como o PCdoB, defendem que os governos precisam adotar uma atitude mais altiva. “É neste contexto que a presidente Dilma é chamada a agir”, alertou. Embora considere positivo o Programa Brasil Maior de incentivo à indústria local, o dirigente considera que o governo não entende a crise em sua real dimensão: de um tsunami. “Não bastam remédios corriqueiros. Dilma está sendo chamada a tomar medidas de estadista!”, disse.



A redução dos juros da economia; a mudança da política macroeconômica e do câmbio são os três eixos prioritários a serem assumidos, receitou. Ele destacou que hoje se privilegia o superávit primário ao invés dos investimentos sociais em saúde e infraestrutura, o que pode ser bastante perigoso para a economia brasileira.



Pauta



Na pauta de metas partidárias, Monteiro apontou a construção de um partido forte em consonância com o principal desafio do presente, que é o êxito do governo Dilma. Para isso, ela tem de honrar os compromissos de campanha. Ou sejam de não apenas ser continuidade do governo Lula mas de avançar. “Nós, do PCdoB, fazemos parte deste governo, temos de construir um partido à altura do desafio futuro de um País soberano, democrático e socialista. O caminho é a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento, que insira mais brasileiros na economia, na produção”.



Com cerca de 300 mil filiados, a legenda pretende chegar a 2012 com 500 mil partidários em todo o Brasil, o que considera uma meta alcançável, em razão da grande aceitação da legenda e de seus representantes.



Em sua palestra, a dirigente de Quadros, Fabiana Costa falou de questões mais específicas no âmbito não só da filiação quanto da manutenção desses nas fileiras da legenda, a preparação de cada um; o acesso às informações e sua disseminação intraquadros. A importância de se estabelecer debates políticos com as bases de forma permanente para que os filiados se incorporem às tarefas e frentes da legenda, permitindo até mesmo uma oxigenação permanente nas esferas de direção, são outros desafios a serem superados.



No âmbito local, o Secretário Estadual de Organização, Richard Romano, fez um levantamento da situação estrutural da legenda, seus quadros e a necessidade de se promover uma filiação em massa dentro do propósito de consolidar o PCdoB nas principais regiões de Minas. “Temos de ampliar o número de representações onde ela ainda é pequena e levá-la a espaços onde inexiste”.



Para Romano, é fundamental colocar em prática as estratégias de crescimento e expansão em curtíssimo prazo, pois as demandas se configuram já para as eleições municipais. Até março de 2012, anunciou, a meta é instituir em Belo Horizonte, Contagem e Betim quadros intermediários de filiados para a militância política voltada às eleições. Desafios para os quais conclamou os integrantes da legenda a se transformarem em militantes de uma causa maior: viabilizar o socialismo, viabilizar uma nova Minas Gerais, um novo Brasil.



De Belo Horizonte.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Cataguases - História

Consta que em 1809 ou 1810 vários padres, atraídos pelas notícias da existência de diamantes no local, aportaram no Rio Pomba, em um ponto que passou então a ser chamado de 'Porto dos Diamantes". Em conseqüência, ali se formou um pequeno núcleo populacional, constituído por alguns brancos e várias aldeias de índios coroados, carapós e puris.

Outra versão, divulgada por Moreira Pinto, em seu "Dicionário Geográfico do Brasil", diz que aventureiros exploradores da região sudoeste de Minas Gerais teriam acampado no mesmo local e colhido o peso de meia pataca de ouro em uma só bateada nas areias de um ribeirão próximo, afluente do rio Pomba, passando o ribeirão, por esse motivo, a ser conhecido pelo nome de "Meia Pataca".


O fato é que, inspecionando os trabalhos da estrada que deveria ligar Minas Gerais aos campos de Goitacases, a cargo da Terceira Divisão Militar do Rio Doce, sob seu comando, o Coronel Guido Tomaz Marlière, francês de nascimento e Diretor-Geral dos Índios, chegou ao Porto dos Diamantes e, em nome do Governador da Província, recebeu do Sargento Henrique José de Azevedo, ali residente, terrenos destinados a construção de uma igreja consagrada a Santa Rita de Cássia e fundação de um povoado. Assim surgiu no local referido um arraial denominado Santa Rita de Meia Pataca ou, simplesmente, Meia Pataca.


Desenvolveu-se o arraial na base de cuidadoso plano urbanístico, elaborado pelo Coronel Marlière, sendo elevado à categoria de curato pela Lei provincial n° 209, de 7 de abril de 1841.


Por essa época foi fundada nas proximidades a Fazenda da Glória, numa área de 3 alqueires de terra e cujo proprietário, Major Joaquim Vieira da Silva Pinto, muito veio a contribuir para o desenvolvimento do arraial, de tal forma que em 10 de outubro de 1851, pela Lei provincial n° 534, foi o curato elevado ao nível de freguesia, fazendo parte do Município de São José do Presídio, hoje Visconde do Rio Branco, com sede em Meia Pataca e dois outros curatos sob sua jurisdição: São Francisco de Assis de capivara e Nossa Senhora da Conceição do Laranjal.


Consta que o topônimo Cataguases foi adotado por sugestão do Coronel José Vieira, filho do Major Joaquim Vieira e nascido numa fazenda banhada por um pequeno rio com aquele nome, situado no atual Município de Prado. Seu significado é, segundo uns, "gente boa", segundo outros, "terra das lagoas tortas", ou, ainda, "povo que mora no país das matas" .


Formação Administrativa


Distrito foi criado com a denominação de Santa Rita de Meia Pataca, pela Lei n° 534, de 10 de outubro de 1851, da Assembléia Provincial mineira.


Em 25 de novembro de 1875, a Lei n° 2 180, da mesma Assembléia, criou o Município de Cataguases, com território desmembrado dos de Leopoldina, Muriaé (ex-São Paulo do Muriaé) e Ubá, e o fez termo judiciário da comarca deste último nome. A instalação do Município verificou-se a 7 de setembro de 1877. Por efeito da Lei provincial n° 2 766, de 13 de setembro de 1881, a vila de Cataguases foi elevada à categoria de cidade e o Município passou a termo judiciário da comarca de Leopoldina. Em 14 de setembro de 1891, a Lei estadual n° 2 confirmou a criação do distrito-sede de Cataguases.

O Município, hoje, é constituído de cinco distritos: Aracati, Cataguarino, Glória, Sereno e Vista Alegre.
(Fonte: IBGE)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Camara aprova contrato com a Copasa

Por seis votos a três, os vereadores de Cataguases deram sinal verde para a Prefeitura assinar contrato com a Companhia de saneamento de Minas Gerais. Agora, a companhia tem 60 dias para começar a coleta e transporte do esgoto, além do tratamento da água. Ao contrário de Muriaé, Leopoldina e Viçosa, por exemplo, a administração atual preferiu terceirizar o serviço. O processo gerou polêmica e foi criticado duramente por diversos segmentos da sociedade. Entre as principais conquistas conseguidas pela reivindicação dos Cataguasenses (inclusive este ordinário blogueiro) estão a ampliação dos serviços de tratamento de esgoto aos distritos e diminuição do tempo de desistência para renovação do contrato (antes era de cinco, agora de um ano). Confesso que não é a minha opinião, pois gostaria de ver um estudo da viabilidade de criação de uma autarquia em Cataguases. Explico: com uma empresa administrada aqui, no município, poderíamos gerar empregos na cidade, comprar equipamentos, máquinas e outros, do comércio local, além de arrecadar dinheiro para os cofres municipais. Poderia haver apoio do governo Federal com o PAC Saneamento Básico, como o Bené disse que conseguiu em Leopoldina. Enfim, preferiram o mais fácil, inclusive com caráter de urgência, desrespeitando o que diz o regimento interno da Câmara que não incluiu este tipo de votação em caráter emergencial. Bom cada um tire as suas conclusões: pra mim, foi um péssimo negócio. Agora só nos resta pagar pelo serviço, que discussões à parte, é essencial.
Conheça o voto de cada vereador.