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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Encontro discute desafios para o PCdoB crescer!


Minas:
“O PCdoB se posicionou ao lado de Lula desde sua primeira candidatura à Presidência. A população enxerga o PCdoB como um partido fiel, que participa e integra a luta do povo em suas mais legítimas bandeiras”. A declaração é da deputada federal Jô Moraes, presidente do PCdoB MG, e deu a tônica das discussões que durante todo o sábado (6) marcaram os pronunciamentos e debates do 1º Encontro Mineiro sobre Questões de Partido.

O evento aconteceu no auditório da Faculdade Dom Hélder Câmara, reunindo mais de 300 dirigentes, parlamentares e militantes da legenda no Estado. O propósito é o de preparar o PCdoB para as novas diretivas relacionadas à sua construção e estruturação. Para isso, da direção nacional participaram o membro do Secretariado Nacional do partido e presidente da Fundação Maurício Grabois, Adalberto Monteiro, e a diretora do Departamento de Quadros da legenda, Fabiana Costa.



Desafios



Jô Moraes também falou dos desafios a serem enfrentados para se ampliar o contingente de filiados e eleger o maior número de representantes nas esferas de poder. Em especial, garantir a representatividade da legenda nos parlamentos, já que o fim das coligações nas eleições proporcionais deverá ser realidade após 2012, de acordo com as configurações da reforma que se processa no Congresso Nacional. Desafios que não só os dirigentes, mas a militância se mostra disposta a enfrentar para que o partido continue na meta de viabilizar o socialismo, de acordo com o compromisso reafirmado pelos participantes do evento através de palavras de ordem.



“Somos o partido que está junto com os operários nas portas das fábricas. Somos o partido da resistência”, afirmou a parlamentar sob aplausos, ao anunciar o nome do deputado estadual, Carlin Moura (PCdoB), pré-candidato à Prefeitura de Contagem cidade operária de mais de 600 mil habitantes na região metropolitana de Belo Horizonte.



A eleição de Carlin Moura é considerada fundamental para o partido, assim como a reeleição dos prefeitos Ivo Mendes, de Ibiá, e Zezé Mansur, de Urucânia, na Zona da Mata, entre outras cidades onde o partido tem representatividade e reais condições de eleger prefeitos e bancada de vereadores. Foi citado também as grandes chances de vitória na cidade de Coronel Fabriciano, onde o outro deputado estadual do PCdoB, Celinho do Sinttrocel, é pré-candidato a prefeito.



Em seu pronunciamento, Carlin destacou o protagonismo de Contagem, a segunda cidade após o ABC paulista, a se insurgir contra o regime militar, via movimentos grevistas. A despeito dos avanços e da mobilização política, até pouco tempo o município era governado pelo campo da direita, ponderou. “Com a luta, a esquerda retomou seu espaço e hoje a eleição está polarizada entre o PCdoB e o PT. E isto é bom para Contagem, pois representa a justeza do comportamento dos partidos de esquerda. Aponta que não haverá retrocesso”.



Crise capitalista



O Brasil na conjuntura de crise econômico-financeira mundial ganhou preleção de Adalberto Monteiro para proveito da assistência diversificada que se inteirou da terceira grande crise capitalista – um tsunami –, segundo o palestrante, que requer uma posição mais firme e determinada da presidente Dilma Rousseff. “Vivenciamos uma desordem econômico-financeira que tem conseqüências diretas em nossas vidas, pois os países hegemônicos transferem para os ombros dos trabalhadores dos demais países do mundo o ônus da farra que praticaram. É um período de desestabilidade e ameaças. E citou Lênin: “Em crises, o imperialismo responde com guerras, com medidas antidemocráticas”. Uma conjuntura que também “abre espaço para a vitória dos reacionários nas eleições nos Estados Unidos”.



Monteiro, assim como o PCdoB, defendem que os governos precisam adotar uma atitude mais altiva. “É neste contexto que a presidente Dilma é chamada a agir”, alertou. Embora considere positivo o Programa Brasil Maior de incentivo à indústria local, o dirigente considera que o governo não entende a crise em sua real dimensão: de um tsunami. “Não bastam remédios corriqueiros. Dilma está sendo chamada a tomar medidas de estadista!”, disse.



A redução dos juros da economia; a mudança da política macroeconômica e do câmbio são os três eixos prioritários a serem assumidos, receitou. Ele destacou que hoje se privilegia o superávit primário ao invés dos investimentos sociais em saúde e infraestrutura, o que pode ser bastante perigoso para a economia brasileira.



Pauta



Na pauta de metas partidárias, Monteiro apontou a construção de um partido forte em consonância com o principal desafio do presente, que é o êxito do governo Dilma. Para isso, ela tem de honrar os compromissos de campanha. Ou sejam de não apenas ser continuidade do governo Lula mas de avançar. “Nós, do PCdoB, fazemos parte deste governo, temos de construir um partido à altura do desafio futuro de um País soberano, democrático e socialista. O caminho é a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento, que insira mais brasileiros na economia, na produção”.



Com cerca de 300 mil filiados, a legenda pretende chegar a 2012 com 500 mil partidários em todo o Brasil, o que considera uma meta alcançável, em razão da grande aceitação da legenda e de seus representantes.



Em sua palestra, a dirigente de Quadros, Fabiana Costa falou de questões mais específicas no âmbito não só da filiação quanto da manutenção desses nas fileiras da legenda, a preparação de cada um; o acesso às informações e sua disseminação intraquadros. A importância de se estabelecer debates políticos com as bases de forma permanente para que os filiados se incorporem às tarefas e frentes da legenda, permitindo até mesmo uma oxigenação permanente nas esferas de direção, são outros desafios a serem superados.



No âmbito local, o Secretário Estadual de Organização, Richard Romano, fez um levantamento da situação estrutural da legenda, seus quadros e a necessidade de se promover uma filiação em massa dentro do propósito de consolidar o PCdoB nas principais regiões de Minas. “Temos de ampliar o número de representações onde ela ainda é pequena e levá-la a espaços onde inexiste”.



Para Romano, é fundamental colocar em prática as estratégias de crescimento e expansão em curtíssimo prazo, pois as demandas se configuram já para as eleições municipais. Até março de 2012, anunciou, a meta é instituir em Belo Horizonte, Contagem e Betim quadros intermediários de filiados para a militância política voltada às eleições. Desafios para os quais conclamou os integrantes da legenda a se transformarem em militantes de uma causa maior: viabilizar o socialismo, viabilizar uma nova Minas Gerais, um novo Brasil.



De Belo Horizonte.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Programa socialista para o Brasil.

O Programa Socialista para o Brasil, aprovado pelo PCdoB em 1995, considera o seguinte:



"Far-se-á reforma agrária antilatifundiária que consistirá basicamente em:

- Fixação de teto máximo para as propriedades rurais, segundo as diferentes regiões do país. Isso permitirá a exploração da propriedade do solo por capitalistas de médio e grande porte;

- O excedente do teto máximo e as terras devolutas, considerados de interesse social, constituirão o Fundo Agrário Nacional, utilizado pelo Estado para suprir as necessidades do amplo desenvolvimento das áreas rurais;

- Apoiado no Fundo Agrário, o Estado garantirá o acesso à terra a todos os que nela queiram viver e trabalhar. Dará proteção e ajuda aos pequenos e médios produtores agrícolas".

O PCdoB defende a reforma agrária antilatifundiária na fase de transição do capitalismo para o socialismo. Considera, contudo, que a nacionalização da terra - meio de produção fundamental - é indispensável à construção da nova sociedade.



O PCdoB, já na década de 1920, defendia a reforma agrária e a aliança entre os trabalhadores da cidade e do campo para enfrentar o capitalismo.



No governo FHC milhões de hectares de terras públicas foram apropriados por grandes empresários, e apenas um deles, o dono da construtora CR Almeida, do Paraná, abocanhou sozinho uma área de 4 milhões de hectares no Pará, maior do que o território da Dinamarca. Há no Brasil 3.065 proprietários rurais que somam 93 milhões de hectares, ou seja, 11% do território nacional.



Somente entre 1995/99, houve um êxodo rural de 4 milhões de brasileiros. E segundo estudos internos do próprio governo, há uma expectativa de que, se não mudar o modelo, nos próximos anos, de 8 a 13 milhões de pessoas tenham que deixar o campo, especialmente no Nordeste.

Pc do B e pcb - diferenças

O Partido Comunista do Brasil e o Partido Comunista Brasileiro, assim diferenciados, coexistem desde 1962.Um exemplo de diferença entre esses partidos sob o aspecto político: o PCdoB travou a luta armada contra a ditadura militar que se implantou no Brasil a partir de 1964, tendo organizado a Guerrilha do Araguaia. O PCB criticou o caminho armado como forma de luta oposicionista contra a ditadura militar. Um exemplo do aspecto ideológico: o PCdoB criticava a política desenvolvida pela URSS após a tomada do poder por Nikita Kruschev, que era abertamente defendida pelo PCB.



Quanto aos aspectos históricos: O Partido Comunista do Brasil foi fundado em 25 de março de 1922, como seção da Internacional Comunista. No final dos anos 50, uma parte da direção, liderada por Luis Carlos Prestes, mudou o nome do Partido para Partido Comunista Brasileiro (PCB), tirou de seus estatutos a referência ao internacionalismo proletário e à revolução socialista. Em resposta, um grupo de 100 comunistas, liderado por João Amazonas, Maurício Grabois e Pedro Pomar, reorganizou em 18 de fevereiro de 1962 o Partido Comunista do Brasil, e passou a adotar a sigla PCdoB (para diferenciar-se da sigla PCB).



O PCB ficou conhecido como "partidão", por ter ficado com a maioria do partido em 1962. Nos anos seguintes, esse partido sofreu várias divisões (saíram, dentre outros, o próprio Prestes), a última das quais deu origem ao PPS, que atualmente participa da base de apoio parlamentar ao governo de Fernando Henrique Cardoso. Os remanescentes do PCB fazem oposição ao governo de FHC.
assim como fizeram oposição ao governo Lula!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Partido dos panteras negras

Partido negro revolucionário estadunidense, fundado em 1966 em Oakland - Califórnia, por Huey Newton e Bobby Seale, originalmente chamado Partido Pantera Negra para Auto-defesa (no original, "Black Panther Party for Self-Defense", depois, mais conhecido como "Black Panther Party" (Panteras Negras))
A finalidade original do partido era patrulhar guetos negros para proteger os residentes dos atos de brutalidade da polícia. Os Panteras tornaram-se eventualmente um grupo revolucionário marxista que defendia o armamento de todos os negros, a isenção dos negros no pagamento de impostos e de todas as sanções da chamada "América Branca", a libertação de todos os negros da cadeia, e o pagamento de compensação aos negros por séculos de exploraçãobranca. Sua ala mais radical defendia a luta armada. Em seu pico, nos anos de 1960, o número de membros dos Panteras Negras excedeu 2 mil e a organização coordenou sedes nas principais cidades.
Os conflitos entre os Panteras Negras e a polícia nos anos de 60 e nos anos de 70 conduziram a vários tiroteios na Califórnia, em Nova Iorque e em Chicago, um desses resultando na prisão de Huey Newton pelo assassinato de um policial.
Na medida em que alguns membros do partido eram considerados culpados de atos criminais, o grupo foi sujeitado a uma grande hostilização da polícia que algumas vezes se deu na forma de ataques violentos, despertando investigações no Congresso sobre as atividades da polícia com relação aos Panteras. Nos meados dos anos de 70, tendo perdido muitos de seus membros e diminuído a simpatia de muitos líderes negros estadunidenses, levaram a uma mudança dos métodos do partido, que mudaram da violência para uma concentração na política convencional e em um fornecimento de serviços sociais nas comunidades negras. O partido estava efetivamente desfeito em meados dos anos de 1980.