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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ala Vermelha

A Ala Vermelha conhecida como PCdoB - AV foi a segunda das duas cisões surgidas do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em 1966 a outra foi o Partido Comunista Revolucionário (PCR), esta por sua vez só se concretizaria em 1967, após a Conferência realizada em junho de 1966, que estavam documentadas na "União dos Brasileiros" para livrar o país da Ditadura e da ameaça neocolonialista. Assim como os que constituíram o PCR, a ALA era formada por integrantes das Ligas Camponesas, e parte dos membros do movimento estudantil.



A sistematização do programa da ALA era a negação das resoluções contidas no "União dos Brasileiros". O texto apresentado pela ALA se chamava "Organizar um Partido de Novo Tipo em Função da Luta Armada". A organização esteve presente em mais Estados que o PCR, observe: Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo e Brasília. A ALA , tinha uma avaliação política do Brasil semelhante a do PCdoB, mas em alguns pontos tinha diferenças significativas no que se refere principalmente ao caráter capitalista da economia brasileira, só que de maneira mais enfática do que o partido de onde saiu.



Essa organização também se lançou na luta armada, chegando mesmo a fazer parte da Frente Armada que era composta pelas seguintes organizações: Aliança Libertadora Nacional (ALN), Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).



Já nos anos 80 participou da fundação do Partido dos Trabalhadores - PT, e atualmente seus remanecentes Constituem a Ação Popular Socialista - APS, tendencia Interna do PSOL e ex-tendencia do PT, a qual é fruto de uma fusão de seguimentos remanecentes da Ditadura Militar, ocorridos no Interior do Partido dos trabalhadores, sendo estes: Organização Revolucionária Marxista-Política Operária - (ORM-Polop), a Ação Popular (AP)e PCdoB-AV.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fórum no México reúne partidos de esquerda da América Latina



A necessidade de o México eleger um governo de esquerda foi a tônica do Foro Internacional de partidos de esquerda realizado na Cidade do México, ocorrido no último dia 20 de agosto com o tema “America Latina e Caribe: A esquerda que governa; partidos, objetivos, experiência e contribuições”.






O encontro ocorreu às vésperas da realização do Congresso Extraordinário do Partido da Revolução Democrática – PRD, que foi convocado para debater as eleições presidenciais que ocorrerão em 2012 no país.






Participaram do Foro Internacional, além do anfitrião PRD, o Partido Comunista de Cuba, o Partido Socialista Unido da Venezuela, O Movimento ao Socialismo da Bolívia, o Movimento Político Aliança País do Equador, a Frente Sandinista de Libertação Nacional da Nicarágua e o Partido Comunista do Brasil.






Para Augusto Madeira, membro do Comitê Central do PCdoB que representou o partido no evento, “os debates demonstraram uma grande unidade em torno da necessidade de uma integração solidária da América do Sul, o que esta sendo possível pela presença de partidos progressistas, democráticos e de esquerda a frente de muitos países”.






Além da afirmação da importância do processo de integração da região, cada participante abordou questões específicas de seu país. O PSUV foi representado pelo deputado Rodrigo Cabezas, da Secretaria de Relações Internacionais do partido que disse que “para o processo de consolidação do nosso governo foi fundamental redirecionar a PDVSA, nossa empresa estatal de petróleo, para investir no país.”.






Wilfredo Serrano, dirigente do MAS da Bolívia, discorreu sobre os desafios do governo de Evo Morales e seus êxitos, disse que “hoje um dos nossos maiores desafios é garantir a segurança alimentar para todo povo boliviano”. O Movimento Político Aliança País do Equador, organização política da qual faz parte o presidente Rafael Correa, foi representado por Galo Mora, que é seu secretário geral. Ele abordou como a grande mídia tem sido a ponta de lança da oposição ao governo progressista: “eles fazem uma oposição para desmoralizar e agredir o governo de esquerda”.






O Vice chefe do Departamento de Relações Internacionais do Partido Comunista de Cuba, Jorge Arias, destacou que a experiência cubana é singular, já que trata-se de um revolução com mais de 50 anos de experiência. Ele enfatizou que as mudanças econômicas aprovadas recentemente são no sentido de fortalecer o poder popular e o caminho ao socialismo. A Frente Sandinista de Libertação Nacional da Nicarágua foi representada por Carlos Fonseca que trouxe uma saudação do presidente Daniel Ortega saudando o encontro.






O representante brasileiro destacou as realizações do governo Lula nos campo social, econômico e político, com destaque para a integração do continente sul-americano. Augusto Madeira argumentou que “o governo das forças progressistas se empenhou no fortalecimento do Mercosul e na integração soberana e solidária dos nossos países; procurou soluções coletivas com a Bolívia, no caso da negociação da compra de gás natural, e com o Paraguai na questão da energia elétrica de Itaipu, por exemplo”. Também manifestou a confiança do PCdoB que o México, país de tradições revolucionárias, supere a difícil fase que atravessa com a eleição de forças mudancistas.






O presidente do PRD, Jesus Zambrano, registrou que “as intervenções dos partidos no Foro Internacional ajudaram o PRD a crer que é possível o México ser dirigido por forças progressistas e de esquerda e ficar em sintonia com este ciclo latino-americano”.






Eleições 2012






O Congresso extraordinário do PRD foi convocado para o partido decidir como será a forma de escolha do candidato a presidente no ano que vem. Duas lideranças postulam a indicação do partido; Andrés Manuel López Obrador, que foi o candidato eleito em 2006 mas teve sua eleição usurpada por meio de fraude eleitoral pelo candidato do PAN - Felipe Calderon; e Marcelo Ebrard, chefe do governo do Distrito Federal.






No final, o congresso deliberou por ampla maioria “convocar uma consulta à cidadania, mediante a celebração de diversas pesquisas abertas à cidadania, nas quais se permita conhecer as preferências do eleitorado acerca dos aspirantes à candidatura presidencial do PRD. Será privilegiado o consenso que se articule entorno do candidato melhor posicionado e tenha maiores possibilidades de triunfo”.






O México vive nos últimos anos uma estagnação econômica fruto das políticas neoliberais e da vinculação com os EUA, através do NAFTA, o tratado de livre comércio entre os países da América do Norte. A situação piorou quando o atual presidente, orientado pelos Estados Unidos, declarou uma “guerra ao tráfico de drogas”, para buscar legitimidade diante da ampla contestação ao golpe eleitoral.






O norte do país, principalmente, mergulhou numa guerra de quadrilhas e o governo perdeu o controle. Fala-se em mais de cinquenta mil mortes neste período. Este será um dos assuntos que estarão em bate nas eleições presidenciais de 2012. Além do PRD, concorrem o PAN, partido do atual presidente que tem como candidata mais provável a deputada Josefina Vazquez, e o PRI, que tem como candidato com mais chances o governador do Estado do México, Enrique Pena Nieto.






Da Redação, com informações da Secretaria de Relações Internacionais do PCdoB



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

pc do B: A questão da ética

A ética é um conjunto de ideais e de obrigações cuja base se encontra em determinadas aspirações de bem-estar, justiça e direito. A vida social é impossível sem certos princípios, regras e ideais que prescrevem a maneira como os indivíduos têm que relacionar um com o outro ou diante de uma situação determinada.



Marx e Engels afirmavam que em uma sociedade de classes os juízos morais e seus fundamentos diferem segundo as classes, e que "as idéias dominantes em uma época são as idéias das classes dominantes" (A ideologia alemã), o que faz com que os interesses e necessidades das diferentes classes sociais permaneçam escondidos por trás de uma ideologia aparentemente comum. Encontramos no mundo antigo um imperador e um escravo defendendo a mesma filosofia; e, no mundo atual, burgueses e proletários advogando, às vezes, o mesmo ideal.



Ao tratar-se de uma sociedade dividida em classes, os conflitos morais refletem as divisões classistas e tratam de justificar as relações econômicas existentes, ou de mudar estas relações. Com base nesse posicionamento os conceitos de bem, de justiça e outros parecidos tomam seu significado, e as mudanças propostas nestas condições devem realizar-se de acordo com as necessidades e interesses do setor mais amplo ou do menor da comunidade social.



No capitalismo, o ideal dominante é o êxito, a prosperidade, o auge econômico; sua precondição é olhar o trabalho manual como algo inferior; seus objetivos são a independência econômica, devido à prosperidade de um negócio, os lucros de um investimento ou "trabalhar por conta própria". O ideal que esse sistema apresenta aos membros da sociedade capitalista é de tal natureza que só é possível ser alcançado por alguns, à custa da maioria.



O socialismo científico não se confunde com uma utopia moralizante. A ética comunista aponta que, dentro das contradições e antagonismos do mundo capitalista, as necessidades e ideais da classe operária coincidem completamente com as da humanidade. O socialismo constitui o objetivo de avançar o progresso da humanidade, proporcionando a cada homem o máximo do que necessita. Por isso os comunistas examinam cada greve, cada rebelião dos trabalhadores da cidade ou do campo, ou uma revolução para ver se contribuem ou não ao progresso e triunfo da causa proletária e dos povos oprimidos. Os principais preceitos da nova moral da classe trabalhadora são as palavras de ordem que Marx e Engels deram ao movimento socialista: "A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores" e "Proletários de todo o mundo, uni-vos".



Lenin afirmou num comunicado ao terceiro congresso da Liga da Juventude Comunista, em 1920: "Nós repudiamos toda a moralidade que não se derive estritamente do humano e do conceito classista. Nós dizemos que qualquer outra forma de moral é um engano, uma fraude, um narcótico para a mente dos trabalhadores e camponeses em favor dos latifundiários e dos capitalistas. Dizemos que nossa moralidade está inteiramente subordinada aos interesses da luta de classes e ao triunfo do proletariado. Nossa moralidade se deriva dos interesses do proletariado na luta de classes. (...) A moral serve para ajudar a humanidade a levantar-se a um nível mais alto e terminar com a exploração dos trabalhadores". (A jovem geração).



Em suma, a ética é boa caso possa resultar em bem para todos os homens. A moralidade consiste em um código de princípios que pode guiar os homens a valorizar seus atos segundo favoreçam ou prejudiquem a satisfação de suas necessidades e desejos materiais e espirituais. É boa e moral toda melhoria do nível de vida das massas do povo. E como somente a socialização dos meios de produção pode estabelecer solidamente tais melhorias e colocar os fundamentos de um ilimitado desenvolvimento material e cultural humano, tal socialização é o mais alto bem, quer dizer, o ponto de vista moral para julgar todos os atos. Quando a exploração do homem pelo homem for abolida e quando toda a humanidade unida trabalhar harmoniosamente pelo interesse comum de cada um como base do maior interesse de todos, a ética existente será transformada para ser algo que se encontre mais além de toda possibilidade de simples especulação mental. No comunismo a sociedade irá se reger pelo princípio: "De cada um segundo suas possibilidades; a cada um segundo suas necessidades".

PCdoB estadual se posiciona contrário à divisão do Pará



Durante reunião realizada no último final de semana — sábado (20) e domingo (21) — o PCdoB paraense elegeu sua nova comissão política — que terá a tarefa de buscar o protagonismo nas lutas dos movimentos sociais e do povo do Pará. O evento também promoveu um intenso debate sobre a situação política no estado, os desafios do Partido, a preparação do projeto eleitoral e a luta contra a divisão do território do Pará.


O comitê estadual do PCdoB se posicionou contrário à divisão do estado. No dia 11 de dezembro o povo do Pará estará decidindo sobre a divisão do território paraense. O que está em pauta nesse debate é a falta de políticas publicas e o abandono histórico do povo. Essa ausência é sentida pela população de todas as regiões do Pará. Outra questão é as motivações das elites locais que desejam colocar as riquezas do Pará a seus serviços.






Para o PCdoB no Pará prevalece historicamente a lógica do saque e a exploração das riquezas de forma predatória dos recursos naturais: minério, madeira, energia entre outras. Um projeto de desenvolvimento capitalista que relegou o Estado a mero fornecedor de matérias primas com poucas indústrias e com muita ausência de infra-estrutura para atender a população e integrar as regiões.






As elites paraenses governaram historicamente o Pará de costas para o povo, sua política foi de beneficiar o latifúndio e o agronegócio. Portanto os problemas do povo como: a falta de saúde, educação, emprego e infra-estrutura, não vão resolver com a divisão. Entendemos que a solução para os problemas do povo do Pará, esta na falta de um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil com valorização do trabalho, inclusão social e integração regional. Ao mesmo tempo queremos debater qual é o papel do Pará e da Amazônia no processo de desenvolvimento do Brasil. Portanto essa discussão tem conotação nacional, pois abre uma grande movimentação sobre a divisão do território brasileiro.






O PCdoB exige um posicionamento do atual governador do Pará, que prometeu e jurou em sua posse defender o estado e até agora não se posicionou nesse debate, queremos debater nesse plebiscito a questão do desmatamento, a verticalização da produção mineral, a questão energética, as políticas sociais, a geração de empregos e a inclusão social.






O Partido realizará plenárias regionais com sua militância e a sociedade tratando a questão do plebiscito e da luta por um novo projeto para os paraenses.






O pleno do comitê estadual delegou à nova comissão política a aprovação da resolução e o lançamento da nota contra a divisão do território paraense. Por essas questões os comunistas proclamam pela unidade do povo e dos trabalhadores, Não à divisão do Pará! Por um novo projeto de desenvolvimento pro Brasil e para o estado do Pará, com valorização do trabalho e inclusão social.



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Lista de guerrilheiros do Araguaia



A lista abaixo reúne os integrantes conhecidos da Guerrilha do Araguaia. Nos parênteses os codinomes pelo quais eram conhecidos, batizados pela guerrilha ou dados pelos moradores da região.



João Amazonas (Velho Cid) - integrante do PCB desde a década de 1930 e um dos fundadores e secretário-geral do PCdoB, era o teólogo da guerrilha, e responsável pela ligação entre os guerrilheiros na selva e a direção em São Paulo. Entrou e saiu diversas vezes na área do Araguaia durante o período, transportando militantes, dinheiro e orientações políticas, indo para o exílio na Albânia após o aumento da repressão militar na área, que impediu sua movimentação. Voltou ao Brasil após a Anistia e morreu aos 90 anos, em 2002.

Elza Monnerat (Dona Maria) - integrante da direção do PCB, fazia com Amazonas a ligação entre o Araguaia e o sul do país. Responsável pelo transporte de diversos militantes até o local da guerrilha e uma das primeiras a se instalar no Araguaia, durante os preparativos para a criação do núcleo guerrilheiro, voltou à clandestinidade urbana após o aumento da repressão militar na área, que a impediu de retornar à região do conflito, como Amazonas. Presa em fins de 1976 e libertada com a Anistia, morreu em 2004.

Maurício Grabois (Mário) - Membro da cúpula do PCdoB, integrante da Comissão Militar do Partido e comandante-em-chefe dos guerrilheiros do Araguaia. Foi morto numa emboscada na selva em dezembro de 1973. Seu corpo nunca foi encontrado e sua morte jamais admitida pelo Exército. É dado como desaparecido.

Ângelo Arroyo (Joaquim) - membro da cúpula do PCdoB e militante comunista desde 1945, foi um dos líderes da guerrilha, integrante da Comissão Militar. Foi um dos dois únicos guerrilheiros que escaparam vivos do Araguaia, depois da última campanha militar que exterminou a guerrilha, fugindo a pé para o Piauí atravessando a selva e dali para São Paulo. Foi fuzilado em dezembro de 1976 por agentes do Doi-Codi numa casa no bairro da Lapa, em São Paulo, onde se realizava uma reunião do Comitê Central do PCdoB, no episódio conhecido como Chacina da Lapa.

Osvaldo Orlando da Costa (Osvaldão) - o mais carismático e temido guerrilheiro do Araguaia, negro, forte, 1,98 m e ex-campeão carioca de boxe, considerado mítico pelos moradores do Araguaia, foi morto num encontro com uma patrulha militar em janeiro de 1974. Seu corpo foi pendurado num helicóptero e mostrado em sobrevoo pelos povoados da região. Decapitado, foi enterrado em lugar desconhecido. É considerado desaparecido político.

Líbero Castiglia (Joca) - Italiano, foi o único estrangeiro que participou da guerrilha. Com treinamento militar na China, era ligado ao Destacamento A e fazia a segurança da comissão militar da guerrilha. Foi um dos primeiros militantes a chegar à região do Araguaia. É dado como desaparecido desde o ataque do exército ao comando guerilheiro, no Natal de 1973.

André Grabois (Zé Carlos) - Filho de Maurício Grabois e vivendo na clandestinidade desde os 17 anos por causa da perseguição ao pai, foi comandante do destacamento A da guerrilha. Morreu em combate junto a outros três guerrilheiros, durante tiroteio com patrulha do exército em outubro de 1973, após caçarem porcos-do-mato. Seu corpo nunca foi encontrado, é dado como desaparecido.

Bergson Gurjão Farias (Jorge) - Ex-estudante de Química da Universidade Federal do Ceará, e sub-comandante do Destacamento C da guerrilha, sob o codinome de 'Jorge', foi o primeiro guerrilheiro a ser morto em combate no Araguaia. Ferido a tiros de metralhadora numa emboscada, foi morto a golpes de baioneta dias depois numa instalação militar de Marabá em maio de 1972. Dado como desaparecido politico por trinta anos, seus ossos foram identificados por exames de DNA em 2009, após exumação do cemitério de Xambioá.

João Carlos Haas Sobrinho (Dr. Juca) - médico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, chegou ao Araguaia vindo do Maranhão onde morou com alguns dos principais líderes da guerrilha e atendia a população. Respeitado pelos caboclos locais pelo auxílio que prestava na área da saúde de Marabá e Xambioá, o comandante médico-militar foi morto em combate em 30 de setembro de 1972. Seu corpo nunca foi encontrado e é dado como desaparecido político.

Dinalva Oliveira Teixeira (Dina) - Geóloga formada pela Universidade Federal da Bahia, popular no Araguaia como parteira e temida pelos militares pela coragem física e por ser exímia atiradora, foi a mais famosa das guerrilheiras, lendária entre os moradores da região. Única mulher a ser sub-comandante de destacamento de combate, foi presa já no fim da guerrilha, em julho de 1974, e assassinada a tiros por agentes militares do CIEx. Seu corpo nunca foi encontrado e é dada como desaparecida.

Helenira Resende (Fátima) - ex-estudante de Filosofia da USP e vice-presidente da UNE, no Araguaia conquistou o respeito dos demais pela coragem física e determinação. Morreu em combate em setembro de 1972, metralhada nas pernas em troca de tiros com soldados do exército e morta à baioneta depois. O respeito que gozava no meio dos companheiros fez com que a partir de sua morte um dos destacamentos da guerrilha passasse a ter o seu nome.

Micheas Gomes de Almeida (Zezinho) - Filho de camponeses, ex-operário e veterano comunista, é o único guerrilheiro sobrevivente do Araguaia a nunca ter sido preso. Melhor guia e conhecedor da selva entre todos os guerrilheiros, fugiu da região guiando Ângelo Arroyo até o Maranhão, durante os últimos dias de aniquilamento da guerrilha. Vivendo com identidade trocada e anônimo em São Paulo por mais de 20 anos, dado como desaparecido, reapareceu nos anos 90. Mora em Goiás.

Maria Lúcia Petit (Maria) - ex-professora primária, participou da guerrilha com os irmãos mais velhos. Morta em junho de 1972 numa emboscada, seus restos mortais foram identificados em 1996. Junto com Bergson Gurjão, são os dois únicos guerrilheiros mortos e identificados posteriormente. Foi enterrada em Bauru, São Paulo.

Dinaelza Santana Coqueiro (Mariadina) - ex-estudante de Geografia da PUC de Salvador, chegou o Araguaia em 1971 com o marido, Vandick Coqueiro e Luzia Reis. Integrante do destacamento C, foi executada por agentes do CIEx em abril de 1974, após ser vista presa na base de Xambioá. É dada como desaparecida.

José Genoino (Geraldo) - Membro do PCdoB desde 1966, com 20 anos, ex- presidente do Diretório Central dos Estudantes daUniversidade Federal do Ceará, chegou ao Araguaia em 1970. Foi um dos primeiros presos pela ofensiva militar na área, um 1972. Foi torturado e cumpriu pena até 1977. Tornou-se o nome mais conhecido da guerrilha nos anos seguintes, elegendo-se deputado federal diversas vezes pelo Partido dos Trabalhadores. Casou-se com a guerrilheira Rioko Kayano, a quem conhecia desde 1969 mas começou a namorar na prisão.

Luzia Reis (Baianinha) - ex- militante do movimento estudantil de Salvador, chegou ao Araguaia em janeiro de 1972 e fez parte do destacamento C. Primeira guerrilheira a ser presa, após uma emboscada, foi torturada na base de Xambioá e transferida para Brasília, onde cumpriu dez meses de prisão. Solta, abandonou a militância e o Partido. Vive em Salvador, aposentada do serviço público.

Glênio Sá (Glênio) - Ex-aluno de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, chegou à guerrilha em 1970 e foi preso em 1972, traído por um camponês, depois de dois meses perdido na mata, após um tiroteio. Morreu em 26 de julho de 1990 num acidente de automóvel, quando fazia campanha para o senado no Rio Grande do Norte.

Suely Kanayama (Chica) - Ex-estudante da Letras na USP, baixinha e magrinha, chegou ao Araguaia em fins de 1971 e passou a integrar o Destacamento B. Apesar da frágil compleição física, foi das que mais se adaptou à vida na selva e uma das últimas guerrilheiras a morrer. Audaciosa e com treinamento de tiro e sobrevivência na selva, cercada por uma patrulha do exército no início de 1974 recusou rendição, atirou ferindo um policial e morreu metralhada por mais de 100 tiros, fato que chocou até integrantes do Exército. Consta como desaparecida política.

Lúcia Maria de Souza (Sônia) - ex-estudante da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, deixou o curso no 4º ano devido às atividades políticas e entrou na clandestinidade. Participante do destacamento A, o episódio de sua morte é o mais célebre da história da guerrilha, onde feriu dois oficiais do exército antes de morrer, um deles o notório Major Curió. É oficialmente desaparecida política.

Adriano Fonseca Filho (Chico) - ex-estudante de Filosofia da UFRJ, chegou ao Araguaia em abril de 1972. Integrante do Destacamento B, foi morto a tiros por mateiros de patrulhas do exército em 3 de dezembro de 1973, na última fase das operaçãos militares, quando caçava jabutis na mata para alimentação. Foi decapitado e enterrado em local desconhecido. Permanece como desparecido político.

Luiza Garlippe (Tuca) - ex-enfermeira doHospital das Clínicas, chegou no Araguaia com o companheiro Pedro Alexandrino (Peri). Integrou-se ao Destacamento B, na área da Gameleira e substituiu João Carlos Haas Sobrinho depois da morte deste, como comandante-médica. Presa em julho de 1974 junto com 'Dina', foi executada a tiros pelo CIEx.

Criméia Schmidt de Almeida (Alice) - ex-estudante de enfermagem da UFRJ, foi para o Araguaia em 1969 onde tornou-se companheira de André Grabois, comandante do Destacamento A. Engravidou em 1972 e com problemas na gestação foi levada para São Paulo. Presa na cidade em dezembro, foi torturada e teve o filho no Hospital do Exército, em Brasília. Hoje participa da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos.

Jaime Petit - engenheiro e irmão mais velho da família Petit, foi morto em combate em dezembro de 1973. Decapitado, seu corpo nunca foi encontrado. É dado como desaparecido político.

Lúcio Petit (Beto) - engenheiro e irmão do meio da família guerrilheira Petit, foi preso durante a aniquilação final da guerrilha no começo de 1974. Visto pela última vez amarrado a bordo de um helicóptero do exército, é dado como desaparecido político.

Antônio Carlos Monteiro Teixeira (Antônio da Dina) - Geólogo baiano e militante do PCdoB, marido de 'Dina' - de quem se separou durante a guerrilha - chegou ao Araguaia em 1970 e integrou-se ao destacamento C. Conhecedor da mata, era o instrutor de orientação na selva dos militantes recém chegados à região. Morto em combate em 21 de setembro de 1972, na primeira fase das operações anti-guerrilha.

Jana Moroni (Regina) - cearense, ex-estudante de biologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro, chegou ao Araguaia em abril de 1971, com apenas 21 anos. Trabalhou como professora primária e agricultora. Casou-se na guerrilha com Nelson Piauhy (Nelito), dava aulas de tiro e fez parte do Destacamento A. Oficialmente desaparecida em 2 de janeiro de 1974 junto com mais dois guerrilheiros, foi vista presa e ferida na base militar em Bacaba.

Áurea Valadão (Elisa) - Ex-estudante de Física da UFRJ, foi para a guerrilha com o marido Arildo Valadão em 1970, integrando o destacamento C. Aprisionada por mateiros a serviço dos militares no começo de 1974, doente, faminta e em farrapos, sua morte consta em relatório da Marinha como 13 de junho de 1974. É dada como desaparecida política.

Arildo Valadão (Ari) - Ex-estudante de Física da UFRJ, onde conheceu a mulher, Áurea, chegou ao Araguaia em 1970 com a mulher, integrando o destacamento C. Foi assassinado e decapitado por um mateiro amigos dos guerrilheiros que se passou para o lado dos militares, em 23 de outubro de 1973. Seu corpo nunca foi encontrado.

Carlos Danielli (Antonio) - Integrante do quadro dirigente do PCdoB, fazia a ligação entre a área rural e urbana do partido. Morreu sob torturas ao ser preso na OBAN em São Paulo, em 31 de dezembro de 1972.

Paulo Mendes Rodrigues (Paulo) - Economista e comandante do destacamento C, morreu em combate no dia de Natal de 1973 junto com o comandante geral da guerrilha, Maurício Grabois. Seu corpo nunca foi encontrado.

José Humberto Bronca (Zeca Fogoió) - Ex-mecânico de aviões da VARIG no Rio Grande do Sul, foi um dos militantes do PCdoB enviado para treinamento de guerrilha na Academia Militar de Pequim. Chegou ao Araguaia em 1969, onde foi o vice-comandante do destacamento B e depois integrante da Comissão Militar da guerrilha. Último integrante da CM a ser preso, delatado por um camponês a quem pediu ajuda, subnutrido e cheio de ulcerações provocadas por picadas de mosquitos, foi executado e dado como desaparecido em março de 1974.

Kleber Lemos da Silva (Carlito) - economista carioca, integrou o destacamento B. Emboscado com primeiro grupo a ser desbaratado pelas tropas do exército, pediu aos companheiros que o deixassem durante a fuga, impedido de caminhar por uma fístula de Leishmaniose na perna. Delatado por um camponês, foi preso pelos fuzileiros navais 26 de junho de 1972 e executado três dias depois. Seu cadáver foi fotografado e a foto divulgada anos depois. Seu corpo nunca foi encontrado e é dado como desaparecido.

Daniel Callado (Doca) - operário fluminense formado pelo SENAI, chegou ao Araguaia depois de morar em Rondonópolis, no Mato Grosso, onde era lanterneiro e craque do time de futebol da cidade. Fez parte do Destacamento C da guerrilha, que foi disperso pelos ataques militares em dezembro de 1973. Visto por moradores da região no começo de 1974, preso na base militar de Xambioá, onde era torturado a socos e pontapés por soldados comandados pelo Major Curió, desapareceu e seu corpo nunca foi encontrado. O relatório da Marinha registra sua morte como em 28 de junho de 1974.

Guilherme Lund (Luis) - carioca, formado pelo Colégio Militar e ex-estudante de arquitetura da UFRJ, no Araguaia integrou a segurança da Comissão Militar da guerrilha. Foi morto em combate contra tropas do exército com mais quatro guerrilheiros, incluindo o comandante geral Mauricio Grabois, no dia de Natal de 1973.

Maria Célia Correa (Rosa) - carioca, bancária e ex-estudante de Filosofia da UFRJ, chegou ao Araguaia em 1971 para se encontrar com o noivo, 'Paulo Paquetá' (que desertou sozinho da guerrilha em 73). Integrante do Destacamento A, perdeu-se da organização da guerrilha após combate em 2 de janeiro de 1974. Presa por um camponês quando procurava ajuda, foi entregue aos militares da base de Bacaba. Transportada de helicóptero para a mata depois de presa, foi metralhada com mais dois guerrilheiros. É dada como desaparecida.

Regilena da Silva Carvalho (Lena) - mulher de Lúcio Petit, o mais velho da trinca de irmãos guerrilheiros, abandonou a guerrilha em 1972. Ferida, com os pés infeccionados e de muletas entregou-se aos pára-quedistas. Presa em Xambioá e transportada para Brasília, foi solta em dezembro de 1972, após mandar mensagem ao companheiros pedindo que se rendessem.

Lúcia Regina Martins (Lúcia) - ex-estudante de obstetrícia da USP, chegou ao Araguaia acompanhando o marido Lúcio Petit. Desiludida com a guerrilha e o casamento, deixou a região grávida, em lombo de burro, para tratar de uma curetagem mal feita num hospital de Anápolis. Fugiu do hospital em dezembro de 1971, ainda antes da primeira ofensiva militar, voltando a São Paulo para viver com a família e recusando-se a voltar ao Araguaia. Só foi presa em 1974, quando a guerrilha já estava aniquilada. Foi acusada por Elza Monnerat de ter contado aos militares sobre a guerrilha, permitindo que ela fosse descoberta. Vive em Taubaté, SP.

Antônio de Pádua Costa (Piauí) - ex-estudante de astronomia na UFRJ, entrou na clandestinidade após ser preso no XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, 1968. Na guerrilha, atuou como sub-comandante do destacamento A e comandante depois da morte de André Grabois. Após o confronto armado entre guerrilheiros e militares de 14 de janeiro de 1974, ele desapareceu junto com mais dois guerrilheiros. Mais tarde, foi preso na casa de um camponês que o traiu e obrigado a passar semanas guiando batedores do exército nas matas, até possiveis esconderijos de armas e mantimentos dos guerrilheiros. Executado após perder a utilidade, seu corpo nunca foi encontrado.

Divino Ferreira de Sousa (Nunes) - guerrilheiro com treinamento militar naChina, foi um dos primeiros no Araguaia e integrou o Destacamento A. Ferido no tiroteio que matou outros três guerrilheiros em 14 de outubro de 1973, foi levado à Casa Azul, base militar dirigida pelo Major Curió no Araguaia, e executado.

Elmo Correa (Lourival) - ex-estudante da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, cursou até o 3ª ano e participava do movimento estudantil. Chegou ao Araguaia com a mulher Telma Regina Correia (Lia) em 1971, e mais tarde a irmã, Maria Célia Correa, (Rosa) juntou-se a eles. Desaparecido da guerrilha após o ataque de Natal de 1973, foi morto na localidade de Carrapicho, segundo testemunhos de locais, no dia 14 de maio de 1974, segundo relatório da Marinha.

Tobias Pereira Junior (Josias) - ex-estudante carioca da Universidade Federal Fluminense, integrou o destacamento C da guerrilha. Entregou-se no fim de 1973 e passou semanas acompanhando os militares na localização de esconderijos de armas, munições e mantimentos. Desenhou mapas de localização e reconheceu fotografias. Mesmo auxiliando os militares depois de preso e torturado, foi assassinado em 14 de fevereiro de 1974.

Gilberto Olímpio Maria (Pedro) - jornalista e genro de Maurício Grabois, chegou à região no fim da decada de 60 e morreu em combate junto com o sogro, no Natal de dezembro de 1973, durante encontro com patrulhas militares.

Antonio Guilherme Ribas (Ferreira) - ex-presidente da UPES (União Paulista de Estudantes Secundaristas), foi preso no XXX Congresso da UNE, em 1968, e cumpriu um ano e meio de prisão. Depois de solto, viveu alguns meses clandestino na Baixada Fluminense com José Genoíno e dali foi para o Araguaia. Integrante do destacamento B comandado por Osvaldão, foi morto em novembro de 1973, durante a última campanha militar na região. Seu corpo nunca foi encontrado e é dado como desaparecido político.

Rodolfo Troiano (Mané) - ex-estudante secundarista mineiro, filiado ao PCdoB, foi preso por participar de manifestações estudantis em 1969, cumprindo pena em Juiz de Fora. Depois de solto, em1971 foi para o Araguaia e integrou o destacamento A da guerrilha. Morto em 12 de janeiro de 1974 segundo a Marinha, executado após ser preso, seu corpo nunca foi encontrado.

Pedro Alexandrino de Oliveira (Peri) - Bancário mineiro, integrante do destacamento B. Morto com um tiro na cabeça em agosto de 1974, após ser encontrado sozinho na selva. Seu corpo foi transportado de helicóptero para a base de Xambioá, onde foi chutado e cuspido pelos soldados, o que causou a intervenção de um oficial da FAB ordenando que o inimigo fosse respeitado.

Telma Regina Correia (Lia) - ex-estudante de geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), de node foi expulsa em 1968 por sua atividades políticas, foi para a região do Araguaia em 1971, juntamente com seu marido Elmo Corrêa, e integrou o destacamento B. Foi presa e desapareceu em janeiro de 1974.

Luis Renê Silveira (Duda) - carioca e ex-estudante de medicina, chegou ao Araguaia com apenas 19 anos. Preso com a perna quebrada por tiro perto da base de Bacaba, desapareceu no início de 1974.

Walkiria Afonso da Costa (Walk) - ex-estudante de Pedagogia na Universidade Federal de Minas Gerais, integrou o destacamento B e foi a última guerrilheira morta, fuzilada após ser capturada, em outubro de 1974. Sua morte encerrou a Guerrilha do Araguaia.

Vandick Raidner Coqueiro (João Goiano) - ex-estudante de economia baiano, chegou ao Araguaia com a mulher Dinaelza Coqueiro, a guerrilheira 'Mariadina'. Integrante do Destacamento B, foi o penúltimo guerrilheiro preso e executado pelo exército, em setembro de 1974.

José Piauhy Dourado (Ivo) - ex-estudante da Escola Técnica Federal da Bahia, era fotógrafo em Salvador até entrar na clandestinidade, junto com o irmão, Nélson. Combatente do destacamento C, não foi mais visto pelos guerrilheiros a partir de dezembro de 1973. Relatório sigiloso da Marinha registrou sua morte em 24 de janeiro de 1974. Seu corpo nunca foi encontrado.

Cilon Brum (Simão) - Também conhecido como 'Comprido', era um ex-estudante de Economia da PUC-RS. Presidente do DCE da universidade, chegou ao Araguaia fugindo da repressão política. Não foi mais visto pelos companheiros depois de dezembro de 1973 e foi visto preso por mais de dois meses numa base militar na região de Brejo Grande. Dado oficialmente como desparecido, anos depois, foram descobertas e publicadas fotografias que mostravam 'Simão' preso, escoltado por militares, em algum lugar da mata do Araguaia, comprovando que morreu sob custódia de tropas federais. Seu corpo nunca foi encontrado.

Rioko Kayano - militante do PCdoB, levada ao Pará por Elza Monnerat, não chegou a se juntar à guerrilha, sendo presa na pensão de Marabá onde aguardava transporte para a zona de conflito, em 15 de abril de 1972. Na prisão, começou a namorar José Genoino com quem é casada e tem três filhos.

Pedro Albuquerque Neto - ex-militante do movimento estudantil cearense preso no Congresso da UNE em Ibiúna em 1968, chegou no Araguaia com a mulher em fevereiro de 1971. Fugiu da guerrilha em junho do mesmo ano, acompanhando a mulher que não aguentava mais as condições de vida da selva. Foi sua prisão em Fortaleza e posterior tortura, que se imagina deu aos militares o primeiro conhecimento da existência da Guerrilha do Araguaia.

João Carlos Wisnesky (Paulo Paquetá) - ex-estudante de medicina da UFRJ, desertou da guerrilha em 1973, deixando a companheira 'Rosa'. Descoberto muitos anos depois trabalhando como médico em Niterói, não fala da guerrilha.

Danilo Carneiro (Nilo) - Primeiro guerrilheiro preso, em abril de 1972, nas proximidades da Transamazônica quando cumpria missão de mensageiro da Comissão Militar, foi preso e torturado com golpes de fuzil, estocadas de baioneta e, arrastado por um jipe, ficou com metade do corpo em carne viva. Solto após um ano e meio de prisão, passou por 30 cirurgias para recuperar os danos da tortura. Vive em Florianópolis.

Manuel José Nurchis (Gil) - ex-operário paulista, integrou o Destacamento B de Osvaldão e foi morto em combate em 30 de setembro de 1972, junto com João Carlos Haas Sobrinho e Ciro Flávio Salazar. Seu corpo nunca foi encontrado.

Dower Cavalcanti (Domingos) - aprisionado ferido após a emboscada que matou Bergson Gurjão em junho de 1972, foi torturado com choques, pau-de-arara e simulação de afogamento depois de levado para Brasília. Ficou preso até 1977. Após reconquistar a liberdade, formou-se em medicina em Fortaleza e trabalhou no Ministério da Saúde. Morreu ao 41 anos, em 1992, de ataque cardíaco.

Dagoberto Alves da Costa (Miguel) - Integrante do Destacamento C, foi preso apenas 52 dias depois de chegar o Araguaia e passou um ano e meio na cadeia. Hoje é psicólogo e vive em Recife.

Uirassu de Assis Batista (Valdir) - estudante baiano, integrante do movimento secundarista e perseguido por sua atuação política, foi para o Araguaia e integrou-se ao Destacamento A. Preso com mais dois guerrilheiros no inicio de 1974, foi visto na base de Xambioá, algemado e mancando com a perna coberta por uma leishmaniose, sendo levado em direção a um helicóptero do exército. Desapareceu e seu corpo nunca foi encontrado.

Pedro Matias de Oliveira (Pedro Carretel) - posseiro do Araguaia que se juntou aos guerrilheiros, teve o último contato em 2 de janeiro de 1974. Foi visto amarrado numa base militar sendo levado para a mata. É dado como desaparecido político.

Rosalindo de Sousa (Mundico) - advogado baiano, chegou ao Araguaia em 1971 e era famoso na região pelos cordéis que fazia. Foi fuzilado pelos guerrilheiros após um julgamento por um 'tribunal revolucionário' dentro da mata, que o condenou por 'traição ideológica' e adultério.

João Qualatroni (Zebão) - ex-militante do movimento estudantil secundarista do Espírito Santo, integrou-se ao Destacamento A da guerrilha. Morreu em combate em 13 de outubro de 1973, aos 23 anos, vítima de uma emboscada junto com André Grabois e mais dois guerrilheiros.

Batista - caboclo morador do Araguaia que se juntou aos guerrilheiros durante os combates, nunca se soube muito sobre ele. Desapareceu no início de 1974, após ser preso junto com a ex-professora e guerrilheira Áurea Valadão.

Lourival Paulino – barqueiro da região ligado aos guerrilheiros, acusado pelos militares de informante e de dar apoio logístico à guerrilha, foi preso e torturado pelo exército em 1972. Três dias depois de entrar arrastado na delegacia de Xambioá, sua morte foi anunciada como suicídio. Seu corpo nunca foi encontrado.

Antonio Alfredo de Lima (Alfredo) - Paraense morador do Araguaia,entrou para a guerrilha após ser ameaçado por grileiro da região. Aprendeu a ler e escrever com os companheiros e ensinou-lhes táticas de orientação e sobrevivência na selva. Morreu em combate com mais três guerrilheiros em 14 de outubro de 1973. Dado como desaparecido.

Antonio Ferreira Pinto (Antonio Alfaiate) -

Antônio de Pádua Costa (Piauí)´-

José Toledo de Oliveira (Vitor) -

Idalísio Soares (Aparício) -

Helio Luiz Navarro (Edinho) -

Nelson Piauhy Dourado (Nelito) -

Custódio Saraiva Neto (Lauro) -

Antonio Teodoro (Raul) -

Ciro Flávio Salazar (Flávio) -

José Maurílio Patricio (Manuel do B) -

Paulo Roberto Marques (Amauri) -

Miguel Pereira dos Santos (Cazuza) -

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Pt e pc do B - diferenças

O Partido Comunista do Brasil e o Partido dos Trabalhadores há vários anos desenvolvem trabalhos conjuntos e realizam coligações – até mesmo por três vezes, para as eleições presidenciais. O PT surgiu no final da ditadura militar, em 1980 (seu Manifesto foi publicado no Diário Oficial da União em 21 de outubro de 1980), quando ainda não havia liberdade plena para a organização de partidos políticos e os comunistas eram mantidos na ilegalidade.

O PCdoB defende um programa socialista para o Brasil. O PT compromete-se com a luta socialista (o assunto está em discussão dentro do partido), mas não tem um programa ou definição do que entende por socialismo.O PCdoB defende o marxismo-leninismo, a ciência social fundada por Marx e Engels e desenvolvida por Lenin. Em sua organização, pauta-se pela teoria leninista de partido, que não admite grupos ou tendências internas formais. O PT declara-se não marxista e opõe-se à concepção leninista de partido, permitindo a coexistência de várias tendências e grupos sob a sua legenda.As diferenças existentes não impedem a atuação política conjunta. O PCdoB defende a formação de uma ampla frente democrática, popular e progressista para enfrentar o neoliberalismo, construir um novo rumo para o Brasil – e avançar na luta pelo socialismo. Uma frente que envolva vários partidos, incluindo PT, PCdoB, PSB e PDT, que são signatários do Manifesto em Defesa do Brasil, da Democracia e do Trabalho, no qual é apresentado um amplo projeto de mudança para o país.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Maior encontro do estado.

PCdoB da Zona da Mata mineira realiza o maior encontro do estado


O PCdoB da Zona da Mata viveu um momento especial neste sábado (9). Realizou o maior encontro macro-regional já realizado pelo Partido em Minas. Participaram mais de 90 pessoas, que representaram 17 cidades da região. O evento foi marcado por forte simbolismo, iniciando com uma homenagem feita a um filho da região, o ex-presidente Itamar Franco, e encerrando com a filiação de Márcia Fu, ex-campeã da seleção brasileira de vôlei e pré-candidata a vereadora do PCdoB de Juiz de Fora.



Para Wadson Ribeiro, do Comitê Central e estadual do PCdoB, o Encontro foi um esforço de organização do partido e serve como etapa preparatória das Conferencias municipais, que serão realizadas no segundo semestre. Wadson é também secretário nacional de desporto escolar do Ministério do Esporte.



A avaliação geral do encontro é que após as eleições de 2010 o potencial do Partido na região é muito grande, graças ao sucesso da candidatura de Wadson Ribeiro para deputado federal, que obteve mais de 55 mil votos. Essa votação o fez um dos mais votados, sendo o terceiro colocado em Juiz de Fora, maior cidade da Zona da Mata.



Desafios



Na apresentação que Wadson fez sobre a conjuntura, ele destacou os desafios dos comunistas na região, “temos que crescer nossa presença institucional elegendo prefeitos e vereadores. Ou nós crescemos ou seremos uma força lateral”. Para ele, os próximos meses são muito importantes, pois é quando é definida a tática eleitoral para o ano que vem. “Na onda de cada embate eleitoral é que mais crescemos nosso partido”.



Ribeiro criticou a decadência econômica pela qual vem passando a Zona da Mata mineira, que já foi a mais desenvolvida do estado e hoje é das mais pobres, junto com o Vale do Jequitinhonha e Mucuri. “A culpa pela estagnação da região é o desmando dessa elite política da região. Fez daqui um curral eleitoral e não se preocupou de fato com a vida do nosso povo. Desenvolver a Zona da Mata é mudar o comando político da região. E o PCdoB tem que estar à frente dessa mudança”, apontou Wadson que criticou o fato de Juiz de Fora perder mais de 30 importantes empresas nos últimos anos.



Coube ao presidente do PCdoB de Juiz de Fora, Geraldelli Rofino, fazer a homenagem a Itamar Franco. Para ele, Itamar sempre foi um aliado em defesa dos interesses nacionais e populares. Após a fala do comunista, o plenário saldou a memória do ex-presidente com uma salva de palmas.



Programa Socialista



Em seguida, o dirigente estadual Fernando Maximo apresentou o Programa Socialista do PCdoB. Na seqüência, foi feita uma breve apresentação do também dirigente Murilo Ferreira, que falou sobre a Escola Nacional de Formação do Partido.



Como mostra do crescimento do número de filiados ao PCdoB, no Encontro foi consolidada a filiação da ex-jogadora de vôlei Márcia Fu. Ela é pré-candidata a vereadora em Juiz de Fora. Fu se disse honrada em fazer parte das fileiras do PCdoB e em seu discurso mostrou a importância da participação das mulheres na política. “As mulheres tem muita força. Já mostramos nas quadras e agora vamos mostrar na política. Juiz de Fora tem apenas uma vereadora e quero estar na Câmara para reforçar a força feminina”.



A ex-jogadora justificou a escolha do PCdoB por questões ideológicas, que “são compatíveis com meu caráter e com a minha história de vida. Sou de uma família carente e tudo que consegui na vida foi com muito suor”.



Esporte



A ação do PCdoB a frente do Ministério do Esporte também foi apontado como atrativo para entrar no PCdoB. “Orlando Silva e Wadson Ribeiro estão fazendo um excelente trabalho. Trouxeram para o Brasil a Copa e as Olimpíadas, mas, além disso, fazem um importante trabalho social, em programas como o Segundo Tempo”, completou.



Além de novos filiados, amigos próximos do PCdoB participaram do Encontro, como Henrique Duque, que é reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). “O PCdoB é um partido que tenho uma ligação muito forte, de proximidade, de carinho. É um partido que trabalha e que tem feito muito pelo governo Dilma, principalmente pela inclusão social. Não poderia deixar de vir aqui trazer o meu abraço e saudar meus companheiros”, disse Duque.



O reitor falou da importância política de Wadson Ribeiro para Juiz de Fora e para a região. “Estou sempre ao lado deste que é meu grande líder e saio daqui com mais força, pois o nosso partido mostra que está crescendo. Temos que agora fazer uma chapa forte de vereador, pois assim nos consolidamos”, completou Duque.



Interior



Após as apresentações, o Encontro foi encerrado com o relato de cada cidade sobre a realidade política local. Uma das principais lideranças do PCdoB na região, o vereador Gilsinho, da cidade de Além Paraíba, relatou a sua experiência do seu segundo mandato que exerce. “Sinceramente, não acho difícil se eleger no interior, o difícil é construir partido no interior. Em Além Paraíba, o nosso objetivo agora é eleger dois vereadores, mas mais do que isso fazer o PCdoB influenciar e ser respeitado na cidade”.



Participaram do Encontro as seguintes cidades: Juiz de Fora, Santos Dumont, Ewbank da Câmara, Além Paraíba, Manhuaçu, Cataguases, São João Nepomuceno, Santana de Cataguases, Leopoldina, Recreio, Palma, Laranjal, Barbacena, Muriaé. Barão do Monte Alto, Ubá e Rio Pomba.

Programa socialista para o Brasil.

O Programa Socialista para o Brasil, aprovado pelo PCdoB em 1995, considera o seguinte:



"Far-se-á reforma agrária antilatifundiária que consistirá basicamente em:

- Fixação de teto máximo para as propriedades rurais, segundo as diferentes regiões do país. Isso permitirá a exploração da propriedade do solo por capitalistas de médio e grande porte;

- O excedente do teto máximo e as terras devolutas, considerados de interesse social, constituirão o Fundo Agrário Nacional, utilizado pelo Estado para suprir as necessidades do amplo desenvolvimento das áreas rurais;

- Apoiado no Fundo Agrário, o Estado garantirá o acesso à terra a todos os que nela queiram viver e trabalhar. Dará proteção e ajuda aos pequenos e médios produtores agrícolas".

O PCdoB defende a reforma agrária antilatifundiária na fase de transição do capitalismo para o socialismo. Considera, contudo, que a nacionalização da terra - meio de produção fundamental - é indispensável à construção da nova sociedade.



O PCdoB, já na década de 1920, defendia a reforma agrária e a aliança entre os trabalhadores da cidade e do campo para enfrentar o capitalismo.



No governo FHC milhões de hectares de terras públicas foram apropriados por grandes empresários, e apenas um deles, o dono da construtora CR Almeida, do Paraná, abocanhou sozinho uma área de 4 milhões de hectares no Pará, maior do que o território da Dinamarca. Há no Brasil 3.065 proprietários rurais que somam 93 milhões de hectares, ou seja, 11% do território nacional.



Somente entre 1995/99, houve um êxodo rural de 4 milhões de brasileiros. E segundo estudos internos do próprio governo, há uma expectativa de que, se não mudar o modelo, nos próximos anos, de 8 a 13 milhões de pessoas tenham que deixar o campo, especialmente no Nordeste.

Guerrilha do araguaia - visão do pc do B.

Foi uma grande epopéia de luta pela liberdade e pela democracia em nossa pátria. A Guerrilha do Araguaia ocorreu no início da década de 70. Uma batalha desigual entre combatentes revolucionários e as forças de repressão do regime reacionário imposto ao país com o golpe de 1964. Mesmo atualmente é difícil conseguir informações sobre o confronto ocorrido no Sul do Pará a partir de um ataque do Exército em 12 de abril de 1972 – "o único movimento rural armado contra o regime militar - cujo combate mobilizou o maior número de tropas brasileiras desde a II Guerra Mundial", conforme uma série de reportagens publicada por O Globo entre abril e maio de 1996.



A Guerrilha do Araguaia só foi oficialmente reconhecida mais de vinte anos depois de ocorrida, quando foram revelados extratos de um relatório militar comprovando a morte de dois guerrilheiros, Idalísio Aranha Filho e Bergson Furjão de Farias, em dezembro de 1992. O general Hugo de Abreu, que participou das operações contra os moradores do Araguaia, chegou a afirmar que essa foi a luta mais importante já realizada no meio rural.



Dos 69 militantes do Partido Comunista do Brasil que estavam na área, 59 morreram no conflito, além de moradores da região também assassinados e das baixas das Forças Armadas - as estimativas variam entre quatro e 200 (!) militares mortos. Do lado do governo, segundo O Globo, houve "casos de militares mortos no combate à Guerrilha cujos corpos foram entregues às famílias em caixões lacrados, acompanhados da explicação de que a morte ocorrera por acidente durante uma manobra de treinamento".



As Forças Armadas desencadearam três campanhas militares contra a Guerrilha. A partir da terceira campanha, os próprios militares passaram a se referir às operações que desenvolviam como "guerra suja". "Os guerrilheiros não se tornariam prisioneiros de guerra. Simplesmente deixariam de existir. Todos, com a exceção de Ângelo Arroyo, que escapou, foram mortos. São muitas as denúncias de tortura", reporta O Globo. Os oficiais do Exército avaliavam que a Guerrilha do Araguaia duraria décadas, caso não fosse combatida da forma criminosa que foi: "Mesmo os oficiais condecorados por bravura na repressão à Guerrilha evitam falar no assunto. Ao contrário dos militares que lutaram na II Guerra Mundial, que exibem com orgulho as medalhas que conquistaram na luta contra o nazifascismo, os heróis das Forças Armadas no Araguaia são discretos. Afinal, como justificar as condecorações numa guerra que, oficialmente, não houve?"



Alguns guerrilheiros, como o Osvaldão, foram decapitados. A prática de decepar a cabeça de adversários não é nova na história da repressão no Brasil. Zumbi teve a cabeça exibida em Recife, como forma de intimidar escravos que pudessem seguir seu exemplo rebelde. Tiradentes, depois de enforcado, foi esquartejado e a cabeça e os membros foram expostos aos brasileiros. Lampião e seus seguidores mais próximos igualmente tiveram as cabeças separadas dos corpos e exibidas (neste caso, ficaram expostas num museu em Alagoas).



Em 1964 implantou-se no país uma ditadura militar que se voltou raivosamente contra os brasileiros. As liberdades foram brutalmente suprimidas e a atividade política, rigorosamente controlada, limitava-se a dois partidos, a Arena e o MDB. Instaurou-se um regime de perseguição aos democratas conseqüentes. O povo brasileiro promoveu inúmeras manifestações de protestos contra a tirania que se instalara no país. Uma dessas manifestações foi a grande passeata dos cem mil, que condenava a morte do estudante Edson Luís, no Rio de Janeiro.



Os militares responderam a esses atos com uma brutalidade nunca vista, torturas infames, assassinatos de presos políticos nos Dops e nos DOI-Codi. As greves foram proibidas e os sindicatos interditados. Com o Ato Institucional n° 5 impôs-se um regime de terror contra o povo.



É nesse ambiente que surgiu o Araguaia, organizado e dirigido na clandestinidade pelo Partido Comunista do Brasil. Destinava-se a organizar a resistência armada contra a ditadura. Outras formas de luta não tinham espaço para se concretizar nas cidades. O objetivo político da Guerrilha do Araguaia estava expresso em um documento, largamente distribuído entre a população do Sul do Pará, intitulado Proclamação da União pela Liberdade e Pelos Direitos do Povo. Um movimento intimamente ligado à população camponesa, pobre e sofrida da região. Tentativas de resistências armadas já haviam ocorrido no país, organizadas por outras correntes políticas, no Vale da Ribeira e em Caparaó. Mas duraram pouco tempo. O Araguaia resistiu por três anos.



No Araguaia encontravam-se pessoas de diferentes formações: operários, camponeses, bancários, médicos, engenheiros, geólogos e, principalmente, estudantes universitários. Dentre os que para lá se dirigiram, estava Maurício Grabois, constituinte de 1946. Tomaram conhecimento da região e estabeleceram ampla relação com a população local. Enfrentavam, porém, tremenda desigualdade no que diz respeito ao armamento, em contraste com as armas sofisticadas das Forças Armadas. Essa luta era a luta de cem contra vinte mil, Davi contra Golias.



As Forças Armadas atuaram no Araguaia como bárbaros. Cometeram crimes imperdoáveis. Degolaram guerrilheiros, expuseram corpos mutilados nas vilas e nas cidades para atemorizar a população. Violentaram as próprias leis de guerra (a convenção de Genebra). Mataram prisioneiros indefesos. Torturaram – muitos dos torturados enlouqueceram. As Forças Armadas destruíram tudo que podia lembrar a Guerrilha. Incendiaram os barracos construídos pelos guerrilheiros. Destruíram até os móveis primitivos que eles haviam improvisado. Aplicaram a política de terra arrasada, de não deixar vivo nenhum dos combatentes. Foi assim que acabaram matando Ângelo Arroyo, um dos comandantes da guerrilha, um ano e meio depois de terminada a luta, na Chacina da Lapa, em 1976.



A Guerrilha do Araguaia é mais um elo na longa cadeia das gloriosas lutas populares do Brasil. São muitos os exemplos: Cabanagem, Guararapes, Canudos, Contestado, Revolta da Chibata, Quilombo dos Palmares, Revolução dos Alfaiates... Esses movimentos sempre enfrentaram em desvantagem o adversário poderoso e arrogante.



Nas Forças Armadas havia setores que condenavam as barbaridades cometidas – pois elas são instituição paga com o dinheiro do povo, não podem tê-lo como inimigo principal. É necessário que essas Forças repudiem tais crimes, condição para que possam contar com a simpatia do povo, preparando-se para as grandes batalhas que poderão advir em defesa da soberania e da independência da pátria.