Blog do escritor ,ator,filósofo,poeta maluco beleza e corintiano "Rodrigo de Souza"
Verdade liberta
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Fórum no México reúne partidos de esquerda da América Latina
A necessidade de o México eleger um governo de esquerda foi a tônica do Foro Internacional de partidos de esquerda realizado na Cidade do México, ocorrido no último dia 20 de agosto com o tema “America Latina e Caribe: A esquerda que governa; partidos, objetivos, experiência e contribuições”.
O encontro ocorreu às vésperas da realização do Congresso Extraordinário do Partido da Revolução Democrática – PRD, que foi convocado para debater as eleições presidenciais que ocorrerão em 2012 no país.
Participaram do Foro Internacional, além do anfitrião PRD, o Partido Comunista de Cuba, o Partido Socialista Unido da Venezuela, O Movimento ao Socialismo da Bolívia, o Movimento Político Aliança País do Equador, a Frente Sandinista de Libertação Nacional da Nicarágua e o Partido Comunista do Brasil.
Para Augusto Madeira, membro do Comitê Central do PCdoB que representou o partido no evento, “os debates demonstraram uma grande unidade em torno da necessidade de uma integração solidária da América do Sul, o que esta sendo possível pela presença de partidos progressistas, democráticos e de esquerda a frente de muitos países”.
Além da afirmação da importância do processo de integração da região, cada participante abordou questões específicas de seu país. O PSUV foi representado pelo deputado Rodrigo Cabezas, da Secretaria de Relações Internacionais do partido que disse que “para o processo de consolidação do nosso governo foi fundamental redirecionar a PDVSA, nossa empresa estatal de petróleo, para investir no país.”.
Wilfredo Serrano, dirigente do MAS da Bolívia, discorreu sobre os desafios do governo de Evo Morales e seus êxitos, disse que “hoje um dos nossos maiores desafios é garantir a segurança alimentar para todo povo boliviano”. O Movimento Político Aliança País do Equador, organização política da qual faz parte o presidente Rafael Correa, foi representado por Galo Mora, que é seu secretário geral. Ele abordou como a grande mídia tem sido a ponta de lança da oposição ao governo progressista: “eles fazem uma oposição para desmoralizar e agredir o governo de esquerda”.
O Vice chefe do Departamento de Relações Internacionais do Partido Comunista de Cuba, Jorge Arias, destacou que a experiência cubana é singular, já que trata-se de um revolução com mais de 50 anos de experiência. Ele enfatizou que as mudanças econômicas aprovadas recentemente são no sentido de fortalecer o poder popular e o caminho ao socialismo. A Frente Sandinista de Libertação Nacional da Nicarágua foi representada por Carlos Fonseca que trouxe uma saudação do presidente Daniel Ortega saudando o encontro.
O representante brasileiro destacou as realizações do governo Lula nos campo social, econômico e político, com destaque para a integração do continente sul-americano. Augusto Madeira argumentou que “o governo das forças progressistas se empenhou no fortalecimento do Mercosul e na integração soberana e solidária dos nossos países; procurou soluções coletivas com a Bolívia, no caso da negociação da compra de gás natural, e com o Paraguai na questão da energia elétrica de Itaipu, por exemplo”. Também manifestou a confiança do PCdoB que o México, país de tradições revolucionárias, supere a difícil fase que atravessa com a eleição de forças mudancistas.
O presidente do PRD, Jesus Zambrano, registrou que “as intervenções dos partidos no Foro Internacional ajudaram o PRD a crer que é possível o México ser dirigido por forças progressistas e de esquerda e ficar em sintonia com este ciclo latino-americano”.
Eleições 2012
O Congresso extraordinário do PRD foi convocado para o partido decidir como será a forma de escolha do candidato a presidente no ano que vem. Duas lideranças postulam a indicação do partido; Andrés Manuel López Obrador, que foi o candidato eleito em 2006 mas teve sua eleição usurpada por meio de fraude eleitoral pelo candidato do PAN - Felipe Calderon; e Marcelo Ebrard, chefe do governo do Distrito Federal.
No final, o congresso deliberou por ampla maioria “convocar uma consulta à cidadania, mediante a celebração de diversas pesquisas abertas à cidadania, nas quais se permita conhecer as preferências do eleitorado acerca dos aspirantes à candidatura presidencial do PRD. Será privilegiado o consenso que se articule entorno do candidato melhor posicionado e tenha maiores possibilidades de triunfo”.
O México vive nos últimos anos uma estagnação econômica fruto das políticas neoliberais e da vinculação com os EUA, através do NAFTA, o tratado de livre comércio entre os países da América do Norte. A situação piorou quando o atual presidente, orientado pelos Estados Unidos, declarou uma “guerra ao tráfico de drogas”, para buscar legitimidade diante da ampla contestação ao golpe eleitoral.
O norte do país, principalmente, mergulhou numa guerra de quadrilhas e o governo perdeu o controle. Fala-se em mais de cinquenta mil mortes neste período. Este será um dos assuntos que estarão em bate nas eleições presidenciais de 2012. Além do PRD, concorrem o PAN, partido do atual presidente que tem como candidata mais provável a deputada Josefina Vazquez, e o PRI, que tem como candidato com mais chances o governador do Estado do México, Enrique Pena Nieto.
Da Redação, com informações da Secretaria de Relações Internacionais do PCdoB
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Movimento revolucionário Tupac Amaru
O Movimento Revolucionário Túpac Amaru, em castelhano Movimiento Revolucionario Túpac Amaru é um grupo guerrilheiro peruano, fundado em 1984, inspirado em outras guerrilhas de esquerda de países da região.
O grupo guerrilheiro se define como uma organização político-militar, integrada pela classe operária, cuja a ideologia é o Marxismo-Leninismo, tendo como objetivo organizar e dirigir a "Guerra Revolucionária do Povo", para derrotar o Governo legal, estabelecendo um "Poder Popular", que conduza à edificação do Socialismo.
O embrião desta organização teve seu início em 23 de novembro de 1976, quando o general do Exército Peruano, Leonidas Rodríguez Figueroa (que se encontrava exilado) funda o Partido Socialista Revolucionário (PSR), agrupando nesta organização, entre outros, ex-colaboradores do governo do general Juan Velasco Alvarado. O PSR participa do processo eleitoral para a Assembléia Constituinte, mas problemas ocorrem perante este acontecimento de "atitude eleitoreira" produzindo um rompimento em seu interior, dando origem ao PSR-ML (Partido Socialista Revolucionário - Marxista Leninista) com dirigentes da cúpula e incluso três constituintes, organização que logo seria uma das vertentes que dariam origem ao MRTA.
O MIR-VR (Movimiento de Izquierda Revolucionario - Voz Rebelde), o MIR-Norte (chamado assim por ter sua base principal em Trujillo) e o MIR-EM (Movimiento de Izquierda Revolucionario - El Militante), surgem em 1973, logo após o rompimento do MIR-Histórico. Em 1977, constituem, juntamente com outros agrupamentos de esquerda, a UDP (Unidade Democrática Popular). Em setembro de 1980, participam da constitução da Izquierda Unida (IU), produzindo-se lutas internas em 1982, recompondo-se entre os anos de 1983 e 1984.
Em 1978, o MIR-EM, participa do processo eleitoral para a Assembléia Constituinte, retirando-se para formar com o PSR-ML, o PCP -Maioria, a denominada "Frente Revolucionária de Ação Socialista" (FRAS). Em 1 de março de 1982, essa Unidade adota o nome de "Movimento Revolucionário Túpac Amaru", adotando a sigla "MRTA". A organização se manteve na clandestinidade, iniciando suas primeiras ações em 1984, consistindo em expropriações de bancos e ataques a militares. Em 9 de dezembro de 1986, se constitui uma nova unidade, no evento denominado "I Comitê Central Unitário", entre o MRTA e o MIR-VR, concordando em manter o nome do MRTA, com o qual continuaram as ações revolucionárias.
Seu órgão de divulgação clandestino era o impresso intitulado "Venceremos", que em 1987 mudou para "Voz Rebelde" e também a rádio "4 de Noviembro". Ademais, contava com o semanário "Cambio" como meio de difusão aberto e como órgãos de fachada tinham as organizações "Pueblo en Marcha", "UDP", "Bloque Popular Revolucionario" e "Patria Libre".
O grupo tornou-se mundialmente famoso com a ocupação da embaixada japonesa em Lima (Dezembro de 1996 - Abril de 1997), em que retiveram centenas de importantes políticos. Os 14 membros do comando foram mortos pela polícia peruana do presidente Alberto Fujimori; todos os políticos retidos foram libertados.
Na atualidade o nível de direção, devido à captura de seus principais líderes, não conta com uma estrutura de apoio ou estrutura organizativa (aparato logístico, comunicações, imprensa, etc.) e sua força especial (aparato armado) tem sido desarticulada. Não existindo indicativos da presença do MRTA no âmbito peruano, a provável reorganização está sendo estruturada no estrangeiro (Alemanha), através de seu porta-voz internacional, Isaac Cecilio Velasco Fuerte, que emite através da Internet eventuais pronunciamentos.
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sexta-feira, 17 de junho de 2011
Movimento de esquerda revolucionária
O Movimento de Esquerda Revolucionária (em castelhano Movimiento de Izquierda Revolucionaria, MIR) foi fundado em 15 de agosto de 1965, reunindo militantes da Juventude Socialista, da Juventude Comunista e dois pequenos agrupamentos que atuavam na Universidade de Concepción, a Vanguarda Revolucionária Marxista e o Grupo Granma. A tese central do MIR era apoiar o caráter socialista da Revolução Chilena e a necessidade de fazer frente às ações terroristas praticadas pela Patria y Libertad - entidade neofascista, criada em 1970 pela extremadireita chilena e apoiada pela CIA - formulando uma estratégia dotada de instrumentos político-militares, capaz de recorrer a todas as formas de luta, inclusive o terrorismo, para evitar a derrubada do governo Allende.
Influenciados pela Revolução Cubana, desde 1967 praticaram guerrilha urbana e campesina. Reconhecido como partido durante o governo de Salvador Allende, voltou à clandestinidade e às ações armadas após o golpe militar de Augusto Pinochet (1973). Em abril de 1986 surgiu o MIR-político e o MIR-militar.
Em 1989 o grupo sequestrou o empresário brasileiro Abílio Diniz (Fonte: ISTOÉ - Saindo das trevas ). O grupo participa do Foro de São Paulo.
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Movimento 2 de Junho
O Movimento 2 de Junho (em alemão: Bewegung 2. Juni) foi uma organização de extrema esquerda dedicada a acções de guerrilha urbana na República Federal Alemã dos anos 70.
O nome do grupo refere-se à data da morte de Benno Ohnesorg, um jovem estudante pacifista que foi baleado pela polícia durante uma manifestação contra o xá do Irão em Berlim Ocidental, no ano de 1967.
O Movimento 2 de Junho nasceu por volta de 1971, embora as suas origens sejam obscuras. O grupo enquadra-se no clima contestário da Alemanha Ocidental de finais dos anos 60, durante o qual surgiram uma série de pequenos grupos que visavam transformar a sociedade, alguns pela via pacífica, outros através de acção violenta. Os seus membros eram oriundos de grupos como o Kommune I e os West Berlin Tupamaros.
Manteve relações com a Fração do Exército Vermelho (Baader-Meinhof), apesar das diferenças em termos de ideologia e de origem dos militantes de ambas as organizações. Enquanto Baader-Meinhof se inspirava no marxismo, o Movimento 2 de Junho seguia como orientação o anarquismo e seus membros eram sobretudo jovens da classe proletária - situação diferente dos membros da Facção, que eram jovens estudantes da classe média.
As suas acções armadas iniciaram-se em 1972. A 2 de Fevereiro daquele ano, membros do grupo colocaram uma bomba num alpendre para guardar barcos que era utilizado por militares britânicos. A explosão resultou na morte de um empregado alemão. O ataque foi justificado como um apoio do grupo ao Provisional Irish Republican Army.
Em Maio de 1972, o Movimento 2 de Junho colocou uma bomba no consulado da Turquia em Berlim, em protesto pela morte de estudantes turcos, mas a bomba não explodiu. A organização decidiu então colocar uma bomba na Embaixa da Turquia em Bona. De novo o plano não chegou a ser concretizado, já que os membros do grupo foram detidos pela polícia enquanto dormiam num canto de estrada durante a viagem para Bona.
A acção mais mediática do grupo ocorreu a 27 de Fevereiro de 1975 quando três membros da organização (dois homens armados e uma mulher) sequestraram Peter Lorenz, enquanto este viajava de automóvel. Lorenz era um político da União Democrata Cristã (CDU) e candidato do partido às eleições para a Câmara Municipal de Berlim. Em troca da libertação de Lorenz, o Movimento 2 de Junho pedia a libertação de alguns militantes detidos na prisão. A 3 de Março o governo alemão aceitou a proposta e levou os prisioneiros para o Iémen do Sul, onde estes conseguiram asilo político. Lorenz foi libertado no dia seguinte.
O Movimento 2 de Junho dissolveu-se no começo dos anos 1980. Alguns dos seus membros passaram a integrar a Fração do Exército Vermelho.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
Sendero Luminoso
O Sendero Luminoso (espanhol para "sendeiro luminoso") é uma organização terrorista de inspiração maoísta fundada na década de 1960 pelos corpos discentes e docentes de universidades do Peru (especialmente da província de Ayacucho). Abimael Guzmán (professor de Filosofia da Universidade Nacional de San Cristóbal de Huamanga) é considerado seu fundador por excelência, e adota o codinome Presidente Gonzalo. A guerrilha foi quase considerada extinta no final da década de 1990, mas reapareceu na primeira década do século XXI.
O Sendero Luminoso é considerado o maior movimento terrorista do Peru, e está entre os dois maiores grupos de ação da América do Sul (ao lado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, FARC). O seu nome oficial é Partido Comunista do Peru (PCP), porém o nome Sendero Luminoso é mais popular por diferenciar o grupo dos diversos partidos comunistas no Peru. O seu objetivo era o de superar as instituições burguesas peruanas por meio de um regime revolucionário e comunista de base camponesa, utilizando-se do conceito maoísta de Nova Democracia. Desde a captura de seu líder, Abimael Guzmán em 12 de setembro de 1992, o Sendero Luminoso teve apenas atuações esporádicas. A ideologia e as táticas do Sendero Luminoso influenciaram outros grupos insurgentes de caráter maoísta como o Partido Comunista do Nepal (maoísta) e outras organizações relacionadas ao movimento revolucionário internacional.
Após a prisão de Guzmán, vários líderes do Sendero também foram detidos nos anos seguintes, o que diminuiu bastante as atividades do grupo. Estas incluem principalmente ataques com bombas, além de assassinatos e possivelmente envolvimento com o comércio de pasta de coca. Digladiaram-se com os militares peruanos e grupos paramilitares supostamente treinados pelo Estados Unidos, os Sinchis. Além disso, opõe-se a outra grande força revolucionária do Peru, o Movimento Revolucionário Tupac Amaru.
Estima-se que o Sendero Luminoso teve cerca de dois mil guerrilheiros, e um grande número de membros em outras funções. O grupo foi responsável pela morte de aproximadamente 31.000 pessoas, entre civis, camponeses, militares, e militantes de esquerda rivais.
História
O Sendero Luminoso surgiu em 1964, como uma dissidência (bandera roja, bandeira vermelha) do Partido Comunista do Peru (PCP), sob orientação do carismático professor Abimael Guzmán (conhecido por sua capacidade de engajar os alunos).
O nome Sendero Luminoso baseia-se em uma máxima do marxista peruano José Carlos Mariátegui: "El Marxismo-Leninismo abrirá el sendero luminoso hacia la revolución" ("O Marxismo-Leninismo abrirá o caminho iluminado para a revolução"). Esta citação era usada no cabeçalho do jornal do grupo e no Peru os diversos partidos comunistas são diferenciados pelo título de suas publicações. Os historiadores e estudiosos em geral normalmente se referem ao Sendero Luminoso como PCP-SL.
Na década de 1970, o Sendero Luminoso expandiu suas atividades, inicialmente restritas à província de Ayacucho, para outras universidades no Peru, ganhando força como movimento estudantil. Seguia a linha de outros movimentos revolucionários de então, ou seja: grupos estudantis de classe média ou média-baixa tentando estabelecer a revolução em bases camponesas. O exemplo mais destacado é o da revolução cubana; no Brasilguerrilha do Araguaia). Após algum tempo o movimento, no entanto, tentou abandonar suas raízes na universidade e proclamou-se um "partido em reconstrução". desenvolvia-se algo semelhante, na chamada
Em 1977, o Sendero Luminoso passou da guerrilha rural para a urbana. Nas eleições de 1980, as primeiras após doze anos de governo militar, o partido recusou-se a participar e promoveu ataques e boicote às seções eleitorais. Em maio daquele ano chegou mesmo a esboçar o começo de uma revolução efetiva.
Na década de 1980, o grupo cresceu tanto em membros quanto em área ocupada. Suas áreas de dominação eram o centro e o sul do Peru, além de ter presença também nos subúrbios de Lima.
Com a captura de Guzmán em 1992 e demais lideranças até 1995, o Sendero perdeu muito da sua força. Chegou mesmo a enfrentar milícias de camponeses, os quais supostamente representava. Suas ações passaram a ficar mais espaçadas, sendo as últimas delas um ataque a bomba contra a embaixada estadunidense em Lima (foram mortas 10 pessoas e 30 ficaram feridas) em 2002 e o seqüestro de funcionários argentinos que trabalhavam em um gasoduto em Ayacucho (foram libertados após resgate), em junho de 2003.
Para uma história mais romântica, procure pelo livro "Dança no Andar de Cima" que conta a história de Abimael Guzmán, por seu perseguidor.
Antecedentes
Nos anos sessenta, Abimael Guzmán, professor de filosofia na Universidad Nacional de San Cristóbal de Huamanga em Ayacucho, Peru, pregou uma revolução maoista em seu país. Nessa universidade, havia muitos académicos simpáticos aos ensinamentos esquerdistas, entre eles o antropólogo Efraín Morote Best, que estimulou Guzmán a estudar o idioma quéchua dos índiosChina comunista, um sistema denominado "Pensamento Gonzalo" anos depois. peruanos. Sob sua influência, com a mistura de doutrina comunista e tradições culturais indígenas, Guzmán construiu uma ideologia radical de uma sociedade semelhante à
Na sociedade peruana dos anos sessenta já existiram movimentos de tendência comunista, entre eles o Partido Comunista Peruano original, porém com o advento dos movimentos de revolução armados noutros países da América Latina, novas tendências surgiram entre os seguidores jóvens, entre eles o professor Guzmán. No princípio do ano 1959, um movimento guerrilheiro dirigido por figuras carismáticas como Che Guevara e Fidel Castro derrotou o governo cubano de Fulgencio Batista. Em 1962, alguns membros do PCP original deixaram o movimento e formaram o "Exército de Libertação Nacional".
Cisma soviético-china: estímulo de Gonzalo
Em 1963, as duas grandes potências do mundo comunista, China e União Soviética, tiveram rixas sérias sobre as relações soviéticas com o Europa Oriental. A Ruptura sino-soviética foi a catálise da criação da Bandera Roja (Bandeira Vermelha), a facção maoísta do PCP, com o professor Guzmán em suas filas.
O movimento estudantil
Ao término da década de 60, Guzmán fundou a organização que seria o 'Sendero Luminoso', e começou chamar-se pelo nome de código "Presidente Gonzalo", identificando com o título mais famoso de seu modelo de conducta Mao Tse-tung (em inglês: Chairman Mao). O grupo de Guzmán foi uma ala política do PCP-Bandeira Vermelha, uma facção radical pró-China do PCP original de José Carlos Mariátegui. A Universidade Nacional de San Cristóbal em Huamanga foi uma instituição fechada por muitos anos, e nos tempos de Guzmán passou um período de crescimento devido às políticas do ditador esquerdista Juan Velasco Alvarado (1968-1975). As liberdades sociais no Peru permitiram a Guzmán e sua organização tomar o controle de conselho estudantil em UNSCH, e em outras instituçãoes semelhantes como a Universidade Nacional del Centro de Peru, a Universidade Nacional de Educación Enrique Guzmán y Valle (La Cantuta). Em várias outras escolas, o grupo de Guzmán tinha presença formidável: A Universidade Nacional de Engenharia e a Universidade Nacional Maior de San Marcos, ambas em Lima, a segunda sendo escola universitária mais antiga da América Latina. Porém o sucesso foi temporário, pois o caráter autoritário dos seguidores de Guzmán provocava um retrocesso estudantil, e até o término da década, a facção de Guzmán perdeu controle de todos os conselhos estudantis que dominava até aquele momento.
Em 17 de março de 1980, o grupo promoveu uma série de encontros clandestinos em Ayacucho, conhecido como a segunda plenária do Comitê Central. O Sendero Luminoso formava o Directorio Revolucionario e enviou suas milícias às províncias para começar com a "luta armada".
A luta começa
Em 1980, o Peru anunciou as primeiras eleições desde a ascensão do ditador Velasco no ano 1968. Em vez de participar da eleição, Guzmán e seus seguidores negaram o direito do governo convocá-la, e fugiram para as zonas ao norte do departamento de Ayacucho. Em 17 de maio, na noite anterior às eleições, o PCdP-SL queimou as urnas de votação em Chuschi, uma povação ayacuchana, o primeiro ato de guerra do grupo, porém fracassou porque o governo conseguiu substituir as urnas e capturar os guerrilheiros. Como resultado das eleições, Fernando Belaúnde Terry, presidente anterior do Peru (antes de Velasco), foi reeleito. A década de 1980 foi um bom período para o PCdP-SL, quando seus militantes cresceram em quantidade e obtiveram controle de muitas povoações do país. Seus assassinatos de oficiais impopulares trouxeram apoio ao grupo. Eles também perseguiram ladrões de gado, criminosos detestados entre os camponeses.
Os territórios controlados pelo Sendero Luminoso aumentaram e mais militantes se juntaram ao grupo, com foco na região montanhosa dos Andes. Muitas povoações apoiaram o PCdP-SL devido à ausência de autoridades governamentais locais.
Porém as perseguições de comerciantes e latifundiários mostraram o lado ameaçador do partido. As localidades com mais apoio ao PCdP-SL foram Ayacucho, Apurímac, e Huancavelica, três regiões montanhosas do Peru. Os julgamentos de pessoas em áreas de Sendero Luminoso por júris populares com frequência terminavam em execuções. Apesar da popularidade do Sendero Luminoso, não se pode afirmar que os camponeses apoiavam o do maoísmo.
Em vez de reagir à ameaça do PCdP-SL, o governo preferiu ignorar as ações dos guerrilheiros, e não declarou estado de emergência. O ministro de interior José María de la Jara recomendou táticas de polícia. O presidente do Peru, Fernando Belaúnde Terry, que foi reeleito, não teve a certeza de lutar efetivamente contra a insurgência, devido a seu próprio problema de conflito com os militares no passado (em 1968 Belaúnde, então presidente em seu primeiro mandato, foi derrubado do poder por Velasco). Em vez de tranqüilizar os distúrbios em Ayacucho, a inércia de Belaúnde mostrou apatia com relação ao conflito, e uma falta de interesse. Os camponeses já acreditavam que a liderança em Lima não estava de acordo com suas necessidades, porém agora eles viam que ele nem sequer quis desafiar os guerrilheiros.
Em 29 de dezembro de 1981, o governo finalmente decidiu declarar as áreas de Ayacucho, Huancavelica, e Apurímac como zonas de emergência e outorgou-se o poder de deter pessoas suspeitas. Então os militares usaram a tortura para obter informações, e no estupro para terrorizar os apoiantes do PCdP-SL. Em abril de 1982, um grupo de guerrilheiros do PCP-SL assaltou a prisão municipal em Ayacucho, assassinando alguns policiais e libertando seus correligionários detidos lá. O governo replicou com a execução dos guerrilheiros que estavam no hospital da cidade.
Belaúnde responde
A reação do governo foi um sinal que o estado havia entendido o papel ameaçador do grupo, e declarou estado de emergência em Ayacucho, outorgando ao exército poderes especiais. Os incidentes de Ayacucho foram o começo de uma série sangrenta de represálias. A "Comissão da Verdade e Reconciliação" definiu que os crimes eram resultado da ignorância dos militares, em particular os marinheiros, que cumpriam períodos de serviço na região. Eles não possuíam a paciência de diferenciar entre os camponeses e os senderistas. O PCdP-SL explorou a situação e assassinou oficiais do Estadosoplones na terminologia do movimento. com mais frequência. Porém os senderistas tornaram-se mais brutais, culminando com a matança de Lucanamarca, na que morreram 69 pessoas pelas as mãos dos senderistas. Eles não só vitimaram policiais, como também pessoas que supostamente haviam ajudado o governo com informações ou apoio, chamados
No início da luta, os efeitos não eram sentidos porque as regiões remotas nas quais o grupo era ativo não tinham grande impacto no país. Porém em 26 de janeiro, um incidente local em Uchurracay mudou a situação. Camponeses emboscaram um grupo de seis jornalistas, seu guia e mais habitante local e os mataram supondo que eram espiões a serviço do Sendero Luminoso. Os jornalistas foram enterrados em covas anônimas, até ser encontradas pela comissão de investigação coordenada pelo escritor Mario Vargas Llosa. Apoiantes do PCdP SL em Lima, a maioria deles não afiliado com o grupo senão com outros grupos esquerdistas. A política de Belaúnde recebeu muitas críticas como resultado do caso Uchurracay.
Atacando no resto do Peru
Depois de 1983, o Sendero Luminoso começou a atacar noutras regiões e também contra as infraestructuras das cidades de Huancayo, Huancavelica, Cerro de Pasco, Huánuco, Andahuaylas, Abancay, Ayacucho e ainda mais na capital Lima. O evento mais humilhante era o ataque senderista contra a rede elétrica de Lima, começando uma série de blecautes ali. Eles puseram carro-bombas em áreas estratégicas como os palácios de governo e de justiça do Peru. Em cidades do interior as senderistas tomaram o controle por períodos breves e conseguiram parar a atividade econômica. Neste tempo, PCdP-SL atacou os líderes de sindicatos, partidos esquerdistas, e oficiais do governo. Em 24 de abril de 1985, os senderistas tentaram o assassinato de Domingo García Radado, presidente do conselho nacional, durante as eleições presidenciais. Eles também executaram os sacerdotes e pastores protestantes que caíram nas suas zonas de influências. Em Huaycán, os senderistas mataram a assistente social María Elena Moyano, que havia se oposto ao senderismo.
Outro opositor do Sendero Luminoso foi o Movimiento Revolucionario Túpac Amaru (MRTA).
Lucanamarca
O ato de mais infâmia dos senderistas ainda é a matança dos camponeses da povoação ayacuchana de Lucanamarca. Os guerrilheiros senderistas mataram 69 vítimas, inclusive mulheres e crianças, com machetes e canivetes. Abimael Guzmán, em seu julgamento, declarou a matança um meio de destroçar os contrarrevolucionários.
O governo repousa
Um momento decisivo ocorreu ao final dos anos oitenta, quando o Sendero Luminoso controlava grandes áreas do Peru, interrompendo muitos aspectos da vida no país. Porém o sucesso do PCdP-SL foi asfixiante, já o partido não pôde administrar as zonas sob seu controle. A doutrina maoísta falhou e os meios opressivos contra os camponeses alienou o grupo.
Tal como com o governo em Lima, os camponeses sentiram que o Sendero Luminoso não respeitava suas crença indígenas e estilo de vida. Sob os princípios do maoísmo, a revolução necessitava o esquecimento dos costumes índios dos povos andinos. Noutra faceta da vida sob o PCdP-SL, os camponeses sofreram e queixaram-se: Os tribunos de justiça do Sendero Luminoso que perseguiram e mataram aos "inimigos da revolução". Os meios de execução incluíram o degolamento, estrangulmento, lapidação, e fogo. Ao contrário do começo da luta, o Sendero Luminoso agora executava não só os ladrões de gado, mas também os mestres de escola, prefeitos locais, sacerdotes, comerciantes e cada pessoa importante com quem eles divergissem.
O modo de subistência peruano havia sido irrompido pelo Sendero Luminoso, que é uma organização que se opunha às práticas do capitalismo. A maioria dos peruanos rurais dependiam dos mercados de Lima, porém as ações de isolamentos da capital tinham o efeito de estrangular as fontes de subsistência do campo. A perda de popularidade no campo impediu o esforço de expandir o controle de PCdP-SL nas cidades do Peru. O partido proibiu o exercício religioso e proibiu o álcool em suas zonas de influência. Em um sinal que a tendência havia mudado contra a sorte do movimento, até o final dos anos oitenta o espectro político no país uniu-se em quase todo o espectro político na necessidade de derrotar os senderistas. Isso incluía até os grupos marxistas mais estabelecidos.
Fujimori traz mudança
Os governos de Fernando Belaúnde Terry (1980-1985) e seu sucessor Alan García Peréz (1985-1990) foram ineficientes em suas ações para combater o Sendero Luminoso. As ações de García incluíram o uso de esquadrões da morte.
Nas eleições do ano 1990, o empresário Alberto Fujimori foi escolhido como o substituto de García com o mandato de combater a revolta dos senderistas e do MRTA. Ele instituiu o Decreto Legislativo No. 741 no qual o governo outorgou respaldo legal e militar aos ronderos, inclusive treinamento militar e equipamentos. As rondas eram chamados então Comités de auto defensa e chegaram a um total de 7.226 bandas.Diferente dos dois presidentes anteriores, Fujimori teve sucesso em unir trabalho de inteligência com interferência contra os guerrilheiros. Sob García, os crimes contra os camponeses ficaram mais raros. Porém o governo de Fujimoro formou um programa chamado Grupo Colina, que promoveu outras matanças contra civis em La Catuta e Barrios Altos.
Captura de Abimael Guzmán
Em 12 de setembro de 1992, o governo teve seu sucesso mais importante na guerra quando a polícia capturou o professor Guzmán num quarto-e-sala no distrito de Surguillo em Lima com quatro mulheres, inclusive sua segunda esposa Elena Iparraraguirre. A captura foi um produto de meses de vigilância pelo "Grupo Especial de Inteligência" (GEIN) da polícia, que começou devido à descoberta de um tubo de medicamento contra psoríase, uma enfermidade da qual Abimael Guzmán sofria. A captura de Guzmán levou às capturas de outros pessoas no Sendero Luminoso. A eficácia do PCdP-SL sofreu com a ocorrência, e seus guerreiros começaram a perder território para os ronderos. Sem o líder reconhecido Guzmán, o grupo se dividiu em facções regionais e o título de chefe foi assumido por Óscar Ramírez Durand ("Feliciano"), capturado na cidade de Huancayo em 1999.
O poder do PCdP-SL havia encolhido desde 1992, e suas forças ficaram limitadas às regiões mais remotas do país, como o departamento de San Martín. Guzmán pediu um cessar-fogo durante sua prisão com a cooperação do chefe do Serviço de Inteligência National (SIN) Vladimiro Montesinos, um auxiliar muito influente na administração de Fujimori. Em abril do 2000 o governo capturou no José Arcela Chiroque ("Ormeño"), y en julho de 2003 no Florentino Cerrón Cardozo ("Marcelo"), e no novembro no Jaime Zuñiga ("Cirilo").
No século XXI
Não obstante o grupo haver perdido o interesse no esquema nacional, uma parte pequena do PCdP-SL, chamado Proseguir ainda está lutando contra o governo numa zona entre os rios Ene e Apurímac na região oriental da Cordilheira dos Andes. Acredita-se que sua força seja dividida em três companhias, os Norte/Pangoa, Centro/Pucuta, e Sul/Vizcatan. O governo crê que cerca de cem 100 senderistas ficaram lá, e que estejam cooperando com o narcotráfico no Peru. Porém no ano 2003, Proseguir iniciou novas atividades, começando em 9 de junho com um assalto contra um campo militar em Tocate, na província de La Mar na zona leste do Peru. Eles tomaram 68 reféns em Ayacucho, empregados da empresa argentina Techint e três policiais. Os empregados trabalhavam no projeto de levar gás natural de Cusco a Lima. A manobra foi, segundo militantes, planejada por Jaime Zuñiga, que também organizou uma emboscada contra um helicóptero em 1999 matando cinco soldados.
A reação da polícia consistiu em batidas contra bases de treinamento senderistas e na detenção de afiliados. Uma centena de índios capturados e escravizados pelo Sendero Luminoso foram libertados também. O nível do terror aumentou não obstante isso, e no Peru houve 96 incidentes de terror ao cabo do outubro de 2003, entre elas casos do Sendero Luminoso. Oito ou nove pessoas morreram como resultado de assaltos senderistas e seis militantes senderistas morreram, enquanto outros 209 foram detidos.
O novo líder do PCdP-SL fora da prisão surgiu em janeiro do 2004, um pessoa chamada Camarada Artemio que apareceu numa máscara de balaclava para uma entrevista com um canal de televisão. O segundo comandante do PCdP-SL hoje é Camarada Alipio. Eles ameaçaram recomeçar a luta armada caso o governo peruano não anistiasse os outros líderes do grupo num período de sessenta dias. Fernando Rospigliso, o Ministro do Interior do governo de Alejandro Toledo, replicou dizendo que o governo daria respostas firmes contra qualquer ação violenta. Em setembro do 2004, a polícia capturou 17 suspeitos, oito deles professores de escola e outros dois administradores escolares.
O Sendero Luminoso provou que issas ações não os detiveram, e em 22 de dezembro, 2005, o movimento fez uma emboscada contra una patrulha policial no departamento de Huánuco, no centro do Peru, assassinando oito policiais.19 de fevereiro de 2006 a polícia matou Héctor Aponte, o militante supostamente responsável pelo incidente. A ocorrência foi durante o período do julgamento de Abimael Guzmán e Elena Iparraguire, no qual eles receberam penas de prisão perpétua por seus crimes. Outros dez camaradas reciberam penas comparáveis entre 25 ou 35 anos na prisão. Como resultado da ação, Presidente Toledo reintroduziu o estado de emergência nesse departamento, e em
Atos de 2008
Em dez de outubro de 2008, o movimento amontou um assalto contra um comboio de veículos militares assassinando 19 pessoas, dos quais doze soldados, capturando outro, e ferindo onze. O ataque ocurreu em Tintaypunco, uma povoação na província de Tayacaja, mais ao sul que seus assaltos anteriores. Eles aproveitaram numa carga explosiva que parou os veículos até que eles atiraram.
PCdP-SL na cena internacional
Como um movimento maoísta, o Sendero Luminoso sempre foi seguidor das variantes mais radicais do comunismo então identificado com o regime do Khmer Vermelho do Camboja. Sua inspiração primeira foram os Guardas Vermelhos, um movimento ultraradical na China nos anos sessenta. O movimento assumiu postura ao lado chinês durante a Ruptura sino-soviética1963, e como resultado é associado ao Movimento Revolucionário Internacionalista (RIM) como s grupos Novo Exército Popular nas Filipinas, Partido Comunista do Nepal (Maoísta), Partido Comunista da India (Maoísta), e Partido Revolucionário Comunista nos Estados Unidos. O grupo é depreciativo ao regime do ditador cubano Fidel Castro, seguindo a mesma política que teve com respeito à administração de Juan Velasco Alvarado. em
Na cultura popular
Embora o movimento não seja muito conhecido fora do Peru, há referências ao grupo como na canção Bombtrack pelo grupo de rock Rage Against the Machine1996. A canção, de apoio ao grupo, começa com a legenda em inglês: em
Nos últimos treze anos o povo peruano lutou contra seu governo corrupto que é apoiado pelos Estados Unidos. Eles se chamam o
Na literatura há exemplos de referências ao grupo, mais no mundo falante de inglês que na América Latina.
- Hailey, Arthur. The Evening News. Nova Iorque: Doubleday, 1997.
- Shakespeare, Nicholas. The Vision of Elena Silves. Londres: Vintage, 2005.
- Shakespeare, Nicholas. The Dancer Upstairs. Londres: Vintage, 2006
O escritor peruano Mario Vargas Llosa publicou seu próprio livro de ficção, Lituma nos Andes, em 1993.
- Vargas Llosa, Mario. Lituma nos Andes. Premio planeta, 1993.
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