Verdade liberta

Minha foto
"Um Poeta sonhador Um amante do Amor Um negro questionador Um eterno lutador" "Poesia é arte de viver Ser poeta é também crer Na verdade na história Na ilusão Sem demora"
Mostrando postagens com marcador diferenças.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diferenças.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Oito diferenças entre o verdadeiro amor e a paixão carnal




















1Cor 13:4-8: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece . Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha...”











1a Diferença – O que mais a atrai na outra pessoa?



PAIXÃO – O que mais me atrai e desde o início me atraiu foram os seus olhos. Logo ao primeiro olhar eu já percebi que aquele seria definitivamente o “homem da minha vida”. Você sabe o que é uma pessoa ter certeza de alguma coisa? Pois é , isto aconteceu comigo logo que olhei para ele da 1a vez. Além de seus lindos olhos azuis, ele tem um rosto que é belo e um corpo musculoso, malhado, bronzeado que nunca vi igual! Sabe de uma coisa? Eu estou perdidamente apaixonada!



COMENTÁRIO – Quando só existe paixão, a pessoa só vê no outro um rosto bonito, um corpo bem feito, um andar atraente ... “Não importa se ele é vazio no seu interior, se é descrente ... o que importa é que o amo e faço loucuras por ele!” Para as pessoas que estão apaixonadas o exterior é o que está valendo naquele momento e o que a pessoa realmente é, isto é, o seu interior fica em segundo plano.



AMOR – O que mais me atrai na pessoa que realmente amo é o seu caráter. Eu o amo pelo que ele é, pela beleza do seu interior, pelos momentos que passamos juntos compartilhando nossas alegrias, tristezas e nosso futuro. Eu o amo porque ele ama o Deus que eu amo e juntos caminhamos fazendo a Sua vontade em nossas vidas.



COMENTÁRIO – O verdadeiro amor não vê apenas o rosto, não vê apenas o corpo mas vê a pessoa com toda sua autenticidade, sinceridade e beleza interior. A atração existe mas é apenas um dos aspectos da pessoa que o atrai. O amor vê o físico mas vê também o interior da pessoa que ama.











2a Diferença – Que características existem na outra pessoa que a atraem?



PAIXÃO – Fica até difícil de enumerá-las, pois para mim ele é o homem perfeito! Mas vejamos o que eu posso enumerar:



1) rosto lindo;



2) olhos azuis;



3) corpo malhado, musculoso (perfeito!);



4) o seu andar;



5) sua maneira de bocejar...



Além destas, existem um sem número de outras características que me deixam muito, muito e muito APAIXONADA!



COMENTÁRIO – A paixão não vê a alma mas apenas o físico. A pessoa pode ficar “apaixonada” pelo andar , pelo sorriso, pela maneira de falar, sem olhar para o que realmente a pessoa é.



AMOR – Para eu conhecer as verdadeiras características do meu namorado, precisei conhecê-lo aos poucos durante muitos meses. Hoje posso dizer que o amo e o admiro pelo que ele realmente é: um homem de Deus que tem seu defeitos mas que tem uma beleza interior que me dá a certeza que ele é o rapaz que Deus escolheu para ser meu futuro marido. Ele é carinhoso, meigo, terno, fiel, bom filho, bom irmão, bom amigo, bom aluno e acima de tudo um namorado que me ama e que amo de todo o meu coração.



COMENTÁRIO – O amor verdadeiro vê a alma do outro. A pessoa ama seu namorado pelo que ele realmente é; pela sua maneira autêntica de ser; pela maneira como trata seus pais, as crianças, os animais; pela maneira como a trata; pelo seu caráter, atitudes e opiniões.











3a Diferença – Como tudo começou?



PAIXÃO – Da maneira mais romântica que você possa imaginar! Estávamos sentados na areia da praia – eu, alguns amigos e amigas e... ele. Era uma noite de luar e cantávamos ao som de um violão. Ele estava sentado ao meu lado e me olhou como ninguém jamais me olhou antes. Amei-o no 1o momento!!! Foi “amor” à primeira vista!



COMENTÁRIO – A paixão começa muitas vezes logo no 1o encontro. É “paixão” à primeira vista! Não se pode dizer que é “amor” à primeira vista, pois o verdadeiro amor surge com o tempo. Algumas vezes, ouvimos jovens dizerem: “Um simples olhar foi bastante para eu ficar apaixonado. Mesmo sem saber nada dele, já sinto que nasceu para mim!” Isto é paixão.



AMOR – Tudo começou depois de um longo período de amizade. Éramos apenas bons amigos, pois estudávamos juntos. Fazíamos piqueniques, viagens e vários tipos de passeios juntos com nossa turma do colégio. Ele era um amigo bem íntimo, pois sempre que havia teste escolar, ele ia à minha casa para estudarmos juntos. Pouco a pouco fomos sentindo que tínhamos nascido um para o outro e então decidimos namorar. Sempre o admirei mas precisei de tempo para descobrir que realmente o amava.



COMENTÁRIO- O amor é algo mais amadurecido. Leva tempo! Muitas vezes, começa com uma amizade, sem namoro. Com o passar do tempo, os dois descobrem que se amam e que não podem viver um sem o outro. Neste caso, o amor foi surgindo aos poucos. Ambos tiveram tempo de se conhecer, ver as boas e más características que cada um possuía. Quando resolveram namorar já sabiam que poderiam enfrentar juntos os bons e maus momentos da vida. Um “namoro demorado” é bem melhor do que um “namoro relâmpago”. Não tenha pressa para se casar!











4a Diferença – No seu namoro, é estável o interesse mútuo?



PAIXÃO – Bem, na verdade é difícil termos os mesmos interesses. Às vezes, eu o encontro bem humorado mas, outras vezes, ele muda como se fosse outra pessoa. Tentamos combinar os passeios, reuniões, ... mas nem sempre tudo dá certo. Ele é um pouco instável e faz com que nosso namoro não seja estável mas mesmo assim eu o amo muito e sei que ele nasceu para mim.



COMENTÁRIO – Na paixão, o interesse não é estável. Hoje, o interesse do namorado pode estar em alta e tudo vai às mil maravilhas mas amanhã pode estar em baixa e tudo muda. Não há firmeza no interesse mútuo. Na paixão, a relação é superficial, não tem firmeza.



AMOR – Sim, sempre nossos interesses são firmes e constantes. Posso dizer que, no nosso namoro, o interesse mútuo é estável.



COMENTÁRIO – O verdadeiro amor é como a plantinha que está crescendo lentamente em terra fértil e cujas raízes são profundas.



No amor, os sentimentos são constantes, firmes e sinceros.











5a Diferença – De que maneira o seu namoro está afetando a sua personalidade?



PAIXÃO – Não sei se meu namoro está afetando a minha personalidade mas sei que, agora, sou uma pessoa diferente. Valorizo mais o meu namorado a ponto de não ter mais vontade de estudar, de comer, de dormir ... Sou outra pessoa, pois me dedico completamente a ele. Não tenho mais tempo para amigas, para conversar com minha mãe ...



COMENTÁRIO – A paixão afeta, e muito, a personalidade da pessoa. Apaixonada, ela vive sonhando, se torna menos eficiente e responsável. Não quer ver os defeitos do outro mas vive pensando só no “amor”.



AMOR – Se meu namorada está afetando a minha personalidade é, com certeza, para melhor, pois agora sou mais autêntica, mais feliz. Não sei, mas meu namorado diz que tenho boa índole, sou boa filha e que ele me ama muito. Eu também o amo!



COMENTÁRIO – Quando se está amando aprende-se da pessoa que se ama todas as características boas. A pessoa se torna uma boa filha, uma boa irmã, uma boa amiga. Quando se ama, a pessoa deixa transparecer as suas melhores características, a sua real personalidade que a tornam uma pessoa mais digna.











6a Diferença – Agora, que você está namorando, como é o seu relacionamento com as outras pessoas?



PAIXÃO – Estou tão apaixonada por meu namorado que o coloco em 1o lugar em minha vida. Não tenho muito tempo para meus pais, meus irmãos, minhas amigas que já não são as pessoas mais importantes para mim. Se estou estudando ou fazendo alguma coisa em casa e ele me convida para sair, deixo tudo para atendê-lo imediatamente, pois ele é tudo para mim. Às vezes, faço até algumas coisas erradas mas é somente porque “o amo” muito!



COMENTÁRIO – A paixão é um sentimento que nos tira da realidade. Vive-se sonhando com fatos que não são reais. A pessoa se esquece que os pais, os irmãos e os verdadeiros amigos só querem o seu bem e aquele namorado é só alguém que ela mal conhece e que, um dia, pode fazê-la sofrer e talvez não seja o rapaz que Deus está preparando.



AMOR – Já faz algum tempo que o estou namorando. No início, não podia amá-lo, pois o conhecia muito pouco. Agora, quando já o conheço bastante, seus gostos pessoais, sua maneira de pensar, eu realmente o amo.Procuramos sempre compartilhar nossos pensamentos, desejos, ansiedades e já percebemos que o ficarmos juntos é para nós um presente dado por Deus. Nós nos amamos muito mas nossos pais, irmãos e amigos são para nós pessoas preciosas. Em nossas vidas, Deus está em 1o lugar e O amamos muito. Somos felizes e já pensamos em casar para termos nossos filhos e adicionarmos algo mais à nossa felicidade.



COMENTÁRIO - O verdadeiro amor não é egoísta. O namorado vê a namorada como a pessoa mais importante de sua vida mas o seu relacionamento com os familiares e amigos continua o mesmo. A pessoa é equilibrada e faz tudo para agradar a Deus e a seu namorado.











7a Diferença – Diga, em poucas palavras, como os outros vêem o seu relacionamento com o seu namorado.



PAIXÃO – As pessoas que vêm me aconselhar, achando que estou demasiadamente apaixonada, não sabem o quanto ele é maravilhoso. Não estou interessada em conselhos de ninguém, pois sei o que quero. Meus pais são contra o namoro mas eu estou decidida a não ouvir o que dizem de nós dois.



COMENTÁRIO- É muito importante ouvirmos os conselhos daquelas pessoas que realmente nos amam, pois como não são elas que estão apaixonadas, então podem raciocinar com mais sabedoria e nos abrir os olhos.



AMOR – Dou graças a Deus por meus pais e futuros sogros que nos amam e aprovam o nosso namoro. Antes de dizer “sim”, procurei saber se meu namorado era um bom filho, um bom amigo. Hoje, somos noivos e nossos amigos nos chama de casal 20.



COMENTÁRIO – Com certeza Deus irá abençoar o casamento que está dentro da Sua vontade e que teve a aprovação dos pais.











8a Diferença – O que aconteceu com seu namoro quando ele teve que viajar?



PAIXÃO – Sentimos que aos poucos a chama foi se apagando. Não sei o porquê mas tanto eu como ele já temos outra pessoa em vista.



COMENTÁRIO – A distância é muito importante para você testar se o que você sente por seu namorado é paixão ou verdadeiramente amor. Se havia só interesse físico o relacionamento logo acabará.



AMOR – O namoro continuou firme, pois com a distância sentimos muita falta um do outro. A saudade é quase insuportável e a conta do telefone aumentou muito! Sinto que falta uma parte de mim e sempre fico triste quando passa um dia sem eu falar com ele.



COMENTÁRIO – Com a distância o verdadeiro amor só tende a aumentar. Chamo esta prova de “prova de fogo”. Se mesmo longe a pessoa sente falta do outro, sente falta da sua voz, da sua conversa, da sua presença ... então, ela realmente ama.







sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Pt e pc do B - diferenças

O Partido Comunista do Brasil e o Partido dos Trabalhadores há vários anos desenvolvem trabalhos conjuntos e realizam coligações – até mesmo por três vezes, para as eleições presidenciais. O PT surgiu no final da ditadura militar, em 1980 (seu Manifesto foi publicado no Diário Oficial da União em 21 de outubro de 1980), quando ainda não havia liberdade plena para a organização de partidos políticos e os comunistas eram mantidos na ilegalidade.

O PCdoB defende um programa socialista para o Brasil. O PT compromete-se com a luta socialista (o assunto está em discussão dentro do partido), mas não tem um programa ou definição do que entende por socialismo.O PCdoB defende o marxismo-leninismo, a ciência social fundada por Marx e Engels e desenvolvida por Lenin. Em sua organização, pauta-se pela teoria leninista de partido, que não admite grupos ou tendências internas formais. O PT declara-se não marxista e opõe-se à concepção leninista de partido, permitindo a coexistência de várias tendências e grupos sob a sua legenda.As diferenças existentes não impedem a atuação política conjunta. O PCdoB defende a formação de uma ampla frente democrática, popular e progressista para enfrentar o neoliberalismo, construir um novo rumo para o Brasil – e avançar na luta pelo socialismo. Uma frente que envolva vários partidos, incluindo PT, PCdoB, PSB e PDT, que são signatários do Manifesto em Defesa do Brasil, da Democracia e do Trabalho, no qual é apresentado um amplo projeto de mudança para o país.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Comunismo e socialismo - diferenças

Existem várias razões para o uso dos termos "comunista" e "socialista". Em 1847, Marx e Engels escreveram o Manifesto do Partido Comunista. Em 1890, Engels escreveu um prefácio para essa obra dizendo que, "quando apareceu, não podíamos intitulá-lo Manifesto Socialista. Em 1847, esta palavra servia para designar dois gêneros de indivíduos. De um lado, os partidários dos diferentes sistemas utópicos (...). De outro lado, os numerosos curandeiros sociais que queriam, com suas panacéias variadas e com toda espécie de cataplasmas, suprimir as misérias sociais, sem tocar no capital e no lucro. Nos dois casos, eram tipos que viviam fora do movimento operário e cujo objetivo era antes procurar o apoio das classes 'cultas'. Em contraposição, a parte dos operários que, convencida da insuficiência das subversões simplesmente políticas, queria uma transformação fundamental da sociedade, chamava-se então 'comunista'. (...) O socialismo era admitido nos salões da alta sociedade no Continente (europeu) pelo menos; o comunismo era exatamente o contrário."



Posteriormente, a palavra "socialista" adquiriu caráter tão radical quanto a "comunista", porém no início do século passado, às vésperas da I Guerra Mundial (1914-18), a Internacional Socialista dividiu-se em dois grupamentos: os que apoiavam a participação de seus países na guerra e os que não apoiavam e propunham a transformação da guerra interimperialista em guerra revolucionária, contra o capitalismo. Na Rússia, especialmente, os seguidores desta segunda orientação tomaram o poder, com a Revolução de Outubro de 1917, encabeçada por Vladimir Lenin. O líder da revolução russa liderou, então, uma reorganização do movimento revolucionário mundial e fundou, em 1919, a Internacional Comunista (também conhecida como III Internacional - as duas anteriores foram a Associação Internacional dos Trabalhadores e a Internacional Socialista). Esta organização internacional deu impulso à formação de partidos adeptos do marxismo em todos os países, inclusive à fundação, em 1922, do Partido Comunista do Brasil.



O socialismo é considerado pelos comunistas, atualmente, a primeira etapa (em que cada pessoa atuará segundo a sua capacidade e receberá segundo o seu trabalho) do comunismo — em que, segundo Marx, cada pessoa atuará "segundo sua capacidade" e receberá "segundo as suas necessidades"

Pc do B e pcb - diferenças

O Partido Comunista do Brasil e o Partido Comunista Brasileiro, assim diferenciados, coexistem desde 1962.Um exemplo de diferença entre esses partidos sob o aspecto político: o PCdoB travou a luta armada contra a ditadura militar que se implantou no Brasil a partir de 1964, tendo organizado a Guerrilha do Araguaia. O PCB criticou o caminho armado como forma de luta oposicionista contra a ditadura militar. Um exemplo do aspecto ideológico: o PCdoB criticava a política desenvolvida pela URSS após a tomada do poder por Nikita Kruschev, que era abertamente defendida pelo PCB.



Quanto aos aspectos históricos: O Partido Comunista do Brasil foi fundado em 25 de março de 1922, como seção da Internacional Comunista. No final dos anos 50, uma parte da direção, liderada por Luis Carlos Prestes, mudou o nome do Partido para Partido Comunista Brasileiro (PCB), tirou de seus estatutos a referência ao internacionalismo proletário e à revolução socialista. Em resposta, um grupo de 100 comunistas, liderado por João Amazonas, Maurício Grabois e Pedro Pomar, reorganizou em 18 de fevereiro de 1962 o Partido Comunista do Brasil, e passou a adotar a sigla PCdoB (para diferenciar-se da sigla PCB).



O PCB ficou conhecido como "partidão", por ter ficado com a maioria do partido em 1962. Nos anos seguintes, esse partido sofreu várias divisões (saíram, dentre outros, o próprio Prestes), a última das quais deu origem ao PPS, que atualmente participa da base de apoio parlamentar ao governo de Fernando Henrique Cardoso. Os remanescentes do PCB fazem oposição ao governo de FHC.
assim como fizeram oposição ao governo Lula!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Espiritismo e as religiões

Perguntas e resposta a luz da doutrina espírita!


Só o Espiritismo salva?
Não é o Espiritismo ou qualquer outra religião que salva. O que faz o Espírito se salvar (tomar consciência da Verdade) é seu esforço em praticar boas ações, instruir-se para vencer suas más inclinações, adquirir sabedoria e fazer todo o bem possível ao seu próximo. O que salva é a doutrina de Jesus, entidade responsável pelo planeta, que esteve no plano físico para revelar a Lei na sua maior clareza. Todo aquele que a compreende e a vivencia em espírito e verdade, entrará no Reino de Deus, ou seja, no mundo do entendimento da realidade.
Porque o Espiritismo teve seu início na Europa e não se desenvolveu? O Brasil é a maior pátria espírita no mundo?
No princípio, quando surgiu a Doutrina Espírita, havia um espírito da época, onde se achava que os ensinamentos da Espiritualidade iriam transformar o mundo para melhor em alguns anos. Certos Espíritos que trabalharam na Codificação e o próprio Allan Kardec assim pensavam. Porém, a história tomou outro rumo. O planeta ainda iria ter de conviver com uma forma bem mais perniciosa de materialismo, ou seja, aquela que hoje predomina na sociedade, onde o ser humano é tratado como mero objeto de consumo. O positivismo da época relativa ao nascimento do Espiritismo desapareceu. Infelizmente o sistema planejado pelo Codificador para dar corpo ao movimento espírita nascente não foi criado. Sem método, sem organização racional e homens de coragem, a doutrina simplesmente desapareceu da Europa. Transferida para o Brasil por alguns intelectuais, a Doutrina continuou não encontrando espaço para se desenvolver conforme esperava Kardec. Transformou-se num movimento caracterizado pela total ausência da metodologia kardequiana, com tendências católicas e segmentos fanáticos que cultivam a idolatria de vivos. Um espírito chamado Ismael, ligado às teses do advogado francês Jean Baptiste Roustaing, usando de uma política católica chamada "unificação" (que mantém a unidade na Igreja), sufocou todos os esforços em se kardequizar o sistema. Pode-se dizer que o Brasil é o maior país espírita do mundo. Mas não é por nenhuma razão especial. Simplesmente é porque quase não há "Espiritismo" em outros lugares do mundo. Enquanto aqui existe cerca de oito mil casas espíritas, no resto do mundo elas não passam de alguns centenas.
Quem é o Consolador Prometido por Jesus: Espírito de Verdade? Jesus? A Doutrina?
O Consolador prometido por Jesus é a Doutrina Espírita. Ela veio fazer renascer no mundo a doutrina do Cristo (cristianismo) que estava esquecida, abafada pelo ceticismo do século XIX.. Trouxe as explicações necessárias às palavras de Jesus, que permaneceram envoltas em um véu desde o seu aparecimento. Alargou os horizontes do conhecimento humano falando ao homem de suas origens, de seu destino e de seu objetivo como Espírito imortal. O Espírito de Verdade é a expressão do pensamento divino manifesto nos Espíritos Superiores responsáveis pela Codificação kardequiana. É uma plêiade de Espíritos que trabalham em nome do Bem e para estabelecimento do Reino de Deus na face da Terra.
Algumas pessoas pretendem retirar o caráter religioso do Espiritismo. O que vocês acham? O Espiritismo é Cristão ou não?
Transcreveremos abaixo a opinião do Espírito de Verdade, encontrada no Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo VI, item 5: "Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo; os erros que nele se enraizaram são de origem humana...". E ainda um comentário de Alan Kardec, no capítulo XVII, item 4, que resume esta polêmica a zero: "O Espiritismo não cria uma nova moral, mas facilita aos homens a compreensão e a prática da moral do Cristo ao dar uma fé sólida e esclarecimento aos que duvidam ou vacilam". Rejeitar o caráter cristão do Espiritismo é rejeitar toda a essência da doutrina, que é a mesma da doutrina de Jesus. Os intelectuais, de um maneira geral, rejeitam secularmente a religião ou tudo o que se envolve com ela, pois julgam que tais instituições são castradoras da liberdade. Mas, no caso de intelectuais espíritas, tal atitude é incompreensível. Os ensinamentos dos Espíritos superiores resume a questão, dizendo que o Espiritismo não só é cristão, como é o próprio Cristianismo que ressurge mais forte, trabalhando com a racionalidade, ampliando o conhecimento do homem e endereçando o mesmo ao entendimento de si mesmo.
Como é a hierarquia do movimento espírita? Como o movimento faz para se defender de seitas que se intitulam espíritas e que não seguem o kardecismo?
Não há hierarquia no Movimento Espírita. Todos são livres para praticarem o Espiritismo como bem entendem. Isso, por um lado tem vantagens, mas apresenta também seus problemas. A liberdade excessiva e a falta de compromisso com alguma coisa superior, levou ao enfraquecimento das práticas, dando origem a distorções, condutas e pensamentos que envolvem os adeptos da Doutrina Espírita. Os espíritas nada fazem para se defender daqueles que se intitulam "espíritas", sem o ser. Na maioria das vezes, esperam que o tempo resolva o problema ou freqüentemente nem se importam com isso.
A Religião deve temer a Ciência?
Ciência e Religião é igual a razão e fé. Toda fé deverá ser fundamentada na razão, caso contrário sucumbirá às evidências do progresso da ciência. Allan Kardec nos diz que "fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade". Com o progresso da humanidade, ciência e religião caminharão juntas. Assim é a Lei. Infelizmente, muitas religiões ainda têm a ciência como inimiga da fé.
Como os espíritas celebram o Natal (nascimento de Jesus Cristo) e a Páscoa (ressurreição de Jesus Cristo)?
Da mesma forma que qualquer cristão, com o respeito que as datas merecem. Entretanto, não se pode esquecer que essas datas estão inseridas em um contexto comercial, com forte apelo consumista, que deve deixar alerta qualquer pessoa sensata. Sabe-se que a data do Natal foi criada muito depois do nascimento de Jesus, no ano de 749, quando o imperador Bernardino, o Pequeno, por ocasião da inauguração da Nova Roma, aproveitou a data festiva (25 de dezembro) e instituiu como o dia do nascimento de Jesus. Embora a data comemorada não seja a real, pois na verdade não se sabe ao certo o dia em que nasceu o Mestre, ela tem seu valor por concentrar um número grande de bons pensamentos nessa época, onde as pessoas, por seus sentimentos inatos de religiosidade, ficam mais dóceis, amáveis e fraternas. A Páscoa é uma festa judaica que comemora a saída do povo hebreu do Egito. Como nesse dia foi realizada a crucificação de Jesus, os cristãos absorveram, desde aí, como comemoração de Sua imolação. Deve ser vista apenas como um festa cultural religiosa, sem maiores conseqüências.
Como os espíritas avaliam as diversas religiões orientais espiritualistas, que desenvolvem, também, um trabalho voltado para a evolução do ser humano tendo o altruísmo como ensinamento básico?
O Espiritismo é a doutrina de Jesus e, como tal, oferece aos homens a possibilidade de libertar-se da situação de ignorância espiritual, através de Seus ensinamentos, que se sustenta basicamente no exercício do amor ao próximo. Portanto, todas as doutrinas que professem o mesmo sentimento podem levar o homem a compreender melhor sua essência divina. Entretanto, as religiões orientais por desconhecerem os ensinos libertadores de Jesus, embora tenham conhecimento da imortalidade do Espírito, permanecem presas ao atraso material e intelectual reinante nas regiões onde se localizam. Certamente, são religiões que foram criadas para atender um fim específico, ligado ao desenvolvimento de Espíritos encarnados em determinadas áreas do planeta. Mas, de um modo geral, não se coadunam com a modernidade do mundo ocidental, nem com as necessidades dos seus habitantes. A doutrina de Jesus é superior a elas em todos os sentidos, pois não se atrela a ritualismos, exterioridades, nem fanatismos.
É normal que nos Centros Espíritas haja imagens de "preto-velho" ou qualquer tipo de imagens e quadros?
A Doutrina Espírita direciona o homem em busca do entendimento de si mesmo, libertando-o da ignorância das coisas essenciais. As imagens de qualquer natureza denotam o apego do homem à idolatria e aos costumes de suas antigas crenças. Não faz sentido existir imagens em centros espíritas, quer sejam de pretos-velhos, Nossa Senhora ou Jesus, quer sejam quadros de Espíritos benfeitores como comumente se vê. A casa que acolhe esse costume com naturalidade, certamente está ainda sob o jugo do atraso. Falta-lhe o hábito do estudo libertador. Como o costume católico está impregnado na consciência dos espíritas, comumente se vê nos centros quadros dos grandes luminares do Movimento Espírita, alguns ainda encarnados, o que denota uma condição de fanatismo e idolatria.
O que o Espiritismo entende a respeito do que é o Espírito de Verdade?
O Espírito de Verdade é um corpo de idéias trazidas para nós por iluminados missionários de Deus, sob a égide de Jesus Cristo. Não é uma única entidade como a igreja fez crer por longos anos (e ainda acredita até hoje), mas uma plêiade de Espíritos que trabalham em nome do Bem. O Espírito de Verdade e o Espírito Santo são a mesma coisa, ou seja, esse conjunto de idéias que move o mundo em direção à Verdade, à Justiça e à Paz.
Por que a Doutrina Espírita não aceita o Antigo Testamento, como um livro confiável, sendo que Jesus testifica todos eles como inspirados por Deus?
A Doutrina Espírita aceita a Bíblia como um livro de muita sabedoria, pois é lá que estão todos os fundamentos da mensagem de Deus aos homens. Allan Kardec e os Espíritos superiores tratam das Escrituras Sagradas com muito respeito e com o devido valor. O Velho Testamento se ocupa da Lei antiga e o Novo Testamento, da Boa Nova que Jesus, o Cristo, trouxe à humanidade, para todos os tempos. Não sabemos onde você ouviu esta informação, mas saiba que ela não é verdade. Os espíritas que acham que a Bíblia não é confiável estão equivocados e muito longe da compreensão da profundidade da Doutrina Espírita.
Qual a importância de Moisés? Podemos, como espíritas, nos ocupar de seus escritos?
Moisés foi o homem escolhido por Deus para semear entre os primitivos a lei de todos os tempos e de todos os povos. Estruturou-a em Dez Mandamentos, resumindo os deveres que fariam das criaturas, homens de bem. Ao lado disso, porém, estabeleceu leis disciplinares que pudessem deter uma comunidade de homens primitivos dentro de um sentido mínimo de convivência. Há, portanto, que se separar o que é divino (Lei de Deus) do que é humano (lei disciplinar) na obra desse legislador hebreu. A grande missão dele foi preparar o terreno para que mais tarde Jesus pudesse semear a mensagem da fraternidade universal. Recebeu, portanto, a Primeira Revelação de Deus aos homens. A Lei disciplinar de Moisés está contida nos cinco livros atribuídos a ele: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. A Lei divina são os Dez Mandamentos. Como espíritas temos o dever de saber a gênese de nossa doutrina que não é outra senão a do Cristo, que por sua vez, veio desdobrar os Dez Mandamentos da Lei de Deus.
 Porque diz-se que o Espiritismo é a Terceira Revelação?
O Espiritismo é a Terceira Revelação de Deus aos homens. Antes dela vieram a Primeira, com Moisés e a Segunda, como Jesus Cristo. É uma Revelação porque mostra a existência e natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material; desenvolve, completa e explica o que foi dito de forma alegórica por Jesus; dá um sentido à vida e explicação lógica ao sofrimento e dificuldades vivenciadas pelas criaturas e abre um vasto campo de possibilidades de crescimento e dá ao homem a definitiva certeza de sua imortalidade e universalidade. Allan Kardec diz: “Ele (o Espiritismo) é portanto obra do Cristo, que o preside, assim como preside ao que igualmente anunciou: a regeneração que se opera e que prepara o Reino de Deus sobre a terra” – (Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 1, 7).
O que é niilismo. O que se entende por postura niilista da vida?
O niilismo é a doutrina do nada. A postura niilista da vida é a maneira imediatista do homem ver a vida, sem a salutar confiança no futuro. A idéia de que a vida se resume entre o nascer e o morrer tem sido a grande razão pela qual a humanidade se mantém no atraso moral. A dúvida sobre o futuro faz com o que o homem concentre seus pensamentos apenas na vida terrena. Sem idéia do porvir, dedica-se inteiramente ao presente, depositando sobre ele todas as suas esperanças de felicidade. Considera os bens terrenos muito preciosos e sua perda causa-lhe pungente dor e sofrimento.
A idéia da nulidade é o mais grave engano da humanidade, o que leva o homem a posturas de extremo egoísmo que tem caracterizado o comportamento em todos os tempos. Com esse pensamento, o homem elaborou seu alicerce em valores transitórios, dando à vida uma importância calcada unicamente na aquisição de riquezas materiais, único bem a que se dispõe adquirir. Tivesse a idéia da conseqüência danosa desse pensamento para a sociedade e para a edificação de seu Espírito imortal, trataria de rever urgentemente seu ponto de vista. Sem perspectivas de futuro (para o Espírito) todas as suas lutas resumem-se em superar o outro, em contraponto com o verdadeiro objetivo da vida, que é a superação de si mesmo. Como a idéia da vida futura lhe é vaga, e às vezes resume-se apenas a frágeis concepções religiosas ou filosóficas, trata de suprir apenas o presente, esbaldando-se em esforços nas conquistas da matéria, única coisa real e justificável em sua ótica niilista.
Qual o papel do Espiritismo no mundo de regeneração?
O Espiritismo tem preponderante papel nesse processo. Deverá oferecer aos homens as ferramentas para a compreensão das leis de Deus. Ou seja, dar aos homens as condições de entendimento a fim de que possa promover a paz pessoal e coletiva. Os centros espíritas poderão ser estruturados de forma a ensinar a conduta cristã aos homens, que a absorverão com facilidade e rapidez. Serão, no mundo de regeneração, o que deveriam ser hoje, ou seja, núcleos equilibrados onde o homem possa abastecer-se da mensagem de Deus, sem os fanatismos, sem fantasias e idolatrias de vivos, próprios de mundos atrasados. Templo e escola, oferecendo os saberes humano e divino. O Espiritismo oferece um vasto horizonte de crescimento, explicando ao homem sua origem e a origem de seus males. Através da compreensão de seus princípios de reencarnação e da lei de causa de efeito, a humanidade poderá mudar seu ponto de vista e assim melhorar suas condições de vida terrena.
Como proceder para realizar o Culto do Evangelho no lar?
O culto do Evangelho no lar é muito simples e traz grandes ensinamentos e equilíbrio para a família. Deveria ser um hábito de todos as pessoas que se dizem cristãs. Não existe uma fórmula, mas pode-se dar alguns conselhos nesse sentido. Faz-se uma prece no início, pedindo a proteção de Jesus. Lê-se um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo, do Novo Testamento ou de livros e mensagens de procedência idônea. Faz-se breves comentários, de maneira que todos exponham seus pensamentos sobre a lição. Depois, o mais experiente fecha o comentário, se houver necessidade. A seguir realiza-se a prece de encerramento e está feito. Dura, no máximo, 30minutos (de 15 a 30). Numa reunião dessa natureza não comporta manifestações de Espíritos, mesmo que sejam supostos guias familiares. Se houver insistência dos Espíritos para essa prática deve-se ter cautela e observar duas coisas: ou o grupo está sob influência de Espíritos pouco esclarecidos ou conta com a presença de alguma pessoa em desequilíbrio de sua mediunidade. O lugar de manifestações de Espíritos é nas reuniões criadas para esse fim, nas casas espíritas.
Tenho um colega, que já foi espírita e hoje é presbiteriano, que afirma ter evoluído ao abraçar a nova doutrina espiritual. Diz, ainda, o referido rapaz, que as lembranças de vidas passadas, tão bem documentada pela Doutrina Espírita, não passam de recordações provenientes do inconsciente coletivo, fato cientificamente comprovada. Sempre ouvi dizer que a nossa doutrina caminha lado a lado com a ciência e isso foi o que me trouxe a ela. Como argumentar?
Em primeiro, dizemo-lhe que não adianta argumentar as teorias da Doutrina Espírita com os irmãos protestantes. Embora seja uma crença séria e muito ligada aos valores do Espírito (exceção feita às pentecostais, que mercadejam com as coisas de Deus), eles se apegam demais à letra das Escrituras e não adentram no espírito dela. E como diz nosso mestre Paulo de Tarso, a letra mata e o espírito (da letra) vivifica.
Não nos causa surpresa a afirmativa dele de que tenha evoluído ao deixar a Doutrina e entrar no presbiterianismo, que é de muita seriedade. Deve ter tido contato com algo que nada tem a ver com o Espiritismo, como estamos cansadas de ver por esse país a fora. Pois, digo-lhe que quem compreende de fato a Doutrina dos Espíritos dela não quer mais se afastar. Mas nem sempre é assim.
A certeza da reencarnação é única e exclusivamente a crença na justiça divina. Se Deus é bom, justo e perfeito, jamais criaria um mundo de desigualdades, sem que suas criaturas tivessem novas chances de se redimir de seus erros. Seria injusto e incompreensível. A tese do inconsciente coletivo é usada largamente pelas ciências psíquicas, que sem acreditar em nada além desta vida, acharam este gancho para explicar os tantos fatos inexplicados de loucura, desajustes, acessos de ódio, violência etc. Essa tese anula a individualidade após a morte e me admira que doutrinas tão belas como o protestantismo, defenda isto que nada mais é que o materialismo escondido por trás da ciência, que lhe dá o aval de seriedade. É a condição de atraso da humanidade. Sugiro que não procure argumentar, mas leia o capítulo IV do Evangelho Segundo o Espiritismo e o Livro dos Espíritos, no capítulo VI também, perguntas 166 a 221.
Qual a visão espírita com respeito a centenas de pessoas que morrem em acidentes naturais como o que ocorreu no terremoto da Turquia há pouco tempo? Como explicar um acidente de avião onde outras centenas de pessoas morrem? Será que todas tinham que morrer daquela maneira? E o que dizer de um motorista que dorme ao volante de um ônibus levando todos os passageiros à morte? Esse motorista foi um instrumento, quer dizer ele estava fadado a cometer esse ato, causando a morte dessas pessoas que tinham que morrer? Ou será que o descuido do motorista levou todas aquelas pessoas à morte sem necessidade?
Para bem compreender o tema sugerimos a leitura do capítulo VI de O Livro dos Espíritos, sobre guerras, destruição e flagelos. As mortes nem sempre estão programadas, pois muitas vezes são conseqüências do descuido e irresponsabilidade de alguns. Mas, nos grandes acidentes, muitos expiam seus débitos. De todo modo, no mundo atual, devido à situação de dificuldade moral que se vive, muitas pessoas retornam prematuramente por conta dos excessos de toda ordem. Os acidentes por negligência não estão programados e seria injusto se o fossem, mas nessas situações alguns se encontram em situação de resgate, outros já terminaram mesmo sua jornada e outros vão antes da hora. Em tudo , a Lei de Deus, mesmo que nos escape ao entendimento. Sugerimos o estudo de todo o capítulo IV de O Livro dos Espíritos.
Atualmente, temos visto muitos problemas com comunidades carentes e formamos uma Instituição cujo objetivo principal é a filantropia. Estamos atendendo semanalmente 40 (quarenta famílias), sendo estas de diferentes religiões. Seria prudente entrarmos com a divulgação de nossa doutrina?
Existe um equívoco quanto ao que se faz em todo o Brasil em termos de Espiritismo. Por toda parte se pratica apenas assistencialismo. A Doutrina Espírita não veio à humanidade para assistir o homem em suas necessidades materiais. Sua missão principal é a de esclarecer a respeito da verdade em todas as suas conseqüências. Isso, pouca gente sabe fazer de maneira produtiva.
A assistência social deve ser praticada pelos grupos espíritas, mas como conseqüência do entendimento de que é preciso fazer alguma coisa para ajudar quem tem fome. Mas, se não ensinarmos aos homens o caminho do Evangelho, quando desencarnarem, permanecerão em trevas. Concluí-se daí, que o verdadeiro alimento é o conhecimento. O verdadeiro espírita não faz apenas filantropia sem ensinar a Doutrina que liberta o Espírito.
Como interpretar o culto do Candomblé?
O Candomblé é um culto africano. Os negros africanos, ao chegarem ao Brasil, trouxeram um culto primitivo, oriundo de sua pátria, conhecido como Candomblé. Cultuavam alguns deuses chamados por eles de "orixás". Essas divindades seriam, por um lado, ligadas à natureza e por outro aos homens. Praticantes seculares do mediunismo, os negros adeptos do Candomblé, não aceitavam e não aceitam até hoje, a "incorporação" em seus médiuns de Espíritos de "mortos". No Candomblé um Espírito errante é chamado de "egum". Nos terreiros de Candomblé, só se manifestam mediunicamente as divindades chamadas de "orixás".
O Panteão Africano constitui-se basicamente por sete Orixás Maiores e ainda por muitos Orixás Menores. Os primeiros, são voltados para o lado mais divino da obra de Deus. Os últimos, são mais ligados à própria criatura humana.
Os "orixás", ao presidirem a própria natureza através de seus agentes, trariam em si características de personalidade que os ligariam a determinados estados evolutivos da espécie humana. A vibração provocada pelo tipo de personalidade de um certo indivíduo, vai colocá-lo sob a influência de determinado "Orixá". Diz-se, então, que ele é oriundo daquela faixa psíquica, ou como fazem no Candomblé, que ele é "filho de Santo". Nada tem a ver com Espiritismo.
Gostaria de saber se em um centro espírita, onde tudo foge da Doutrina de Allan Kardec como: não tem hora para começar e nem terminar, assuntos supérfluos, moral do dirigente inadequada, consultas nos trabalhos mediúnicos, etc., um médium pode se afastar da tarefa por não concordar com o trabalho? Haverá influência negativa em sua vida? A mediunidade ficaria desequilibrada? Seria falta de caridade?
A respeito de suas perguntas, e levando em consideração seu relato, temos a dizer que estará melhor longe desse grupo, pois está sob jugo de Espíritos atrasados. Procure um grupo sério onde você possa estudar a Doutrina com dedicação e discernimento. Se não encontrar, estude em casa e visite os sites sérios sobre o Espiritismo, lendo os trabalhos escritos sobre as atividades doutrinárias. Estará melhor assistida e terá mais proveito, sem dúvida. Se puder esclarecer outras pessoas de lá sobre essas coisas, tanto melhor. Alguns não sabem que estão se prejudicando nesse tipo de núcleo em completo desequilíbrio. Existem muitos assim, sem dúvida.
Os Adventistas do Sétimo dia e os Judeus têm o dia do Sábado como dia escolhido por Deus para a louvação. Faz parte dos Dez Mandamentos das Antigas Escrituras. Gostaria de saber mais a respeito disso, pois tenho parentes adventistas e amigos judeus, que combatem o Catolicismo por "guardarem" o Domingo.
Guardar o sábado ou o domingo é apenas uma questão de forma. Quando as Leis vieram através de Moisés, o sábado já era um dia reservado à adoração pelos povos antigos. Santificar o dia de Sábado, na verdade quer dizer que pelo menos um dia da semana o homem teria que se dedicar às coisas de Deus. Mas tanto pode ser sábado, como domingo, como qualquer outro dia. É apenas uma questão de forma. Na verdade o homem de bem teria que se dedicar a observar a Lei todos os dias. Mas ainda somos atrasados para compreender isso. Que seja pelo menos em um dia. Não faz sentido achar que é neste ou naquele. Pensar assim é grande sinal de atraso espiritual ainda.
Porque o Espiritismo não aceita banhos, velas, sal, talismãs e outras coisas e usa água fluidificada e passes? Onde Kardec falou desse procedimento?
Importante se definir sob qual orientação espiritual queremos nos manter. O Espiritismo é uma doutrina codificada por um missionário chamado Allan Kardec. Em todos os seus ensinamentos, ele e os Espíritos superiores que trabalhavam com ele, nunca prescreveram qualquer tipo de talismã ou objetos que pudessem servir para ajudar uma pessoa na solução dos seus problemas. Ora, quando examinamos os ensinamentos do Cristo, também encontramos o mesmo espírito. Kardec afirma que certas pessoas utilizam de objetos materiais para despertar a sua fé. Mas deixa claro que isso é uma estreiteza de visão desses Espíritos. Claro, uma doutrina não pode nivelar seus conceitos por princípios ligado à transitoriedade e relatividade das coisas. Quem precisa de objetos para despertar sua fé está mais atrás na senda do progresso e não deve, em hipótese alguma, ser tomado como exemplo a ser seguido.
O passe nada mais é que a imposição das mãos, ensinada por Jesus e muito utilizada na época do Codificador para magnetizar enfermos e obsediados. Quanto à água fluidificada, ela fundamenta-se no princípio de que os objetos materiais podem ser magnetizados. No caso da água, supõe-se que ela seja o elemento mais fácil de receber energias, por causa de sua natureza etérea. Daí nasceu a idéia de se magnetizar esse elemento, para os enfermos pudesse utilizá-los no tratamento de suas doenças. Nas Obras Básicas e na Revista Espírita, Allan Kardec fez longos e sérios estudos sobre o magnetismo e natureza e utilização dos fluidos humanos e espirituais.
A Bíblia condena o Espiritismo?
A Bíblia não condena o Espiritismo, pois o termo Espiritismo surgiu em 1857 com Kardec. O que a Bíblia proíbe, e com justiça, é a pratica da mediunidade de forma incorreta. E a mediunidade não é exclusividade do Espiritismo. Este comentário existe porque Moisés proibiu a evocação dos mortos, pois essa prática havia se tornado um abuso entre os judeus, com videntes sendo consultadas a todo instante, por motivos fúteis, causando grande confusão na coletividade.

Umbanda e espiritismo - diferenças

Quais as principais diferenças entre a Umbanda e a Doutrina Espírita, no que diz respeito a palestras, utilização de instrumentos musicais, trajes, rituais, amuletos, imagens, sacrifício de animais, comunicação com espíritos, desenvolvimento da mediunidade, promessas de cura, passes, serviço pago e gratuito, etc?

    - A doutrina de Umbanda foi originalmente criada pelos índios e depois, com a imigração negra e, posteriormente, a imposição religiosa católica, assumiu carácter sincrético, isto é, agregou em seus princípios crenças africanas, vindas de várias seitas - das quais várias variações do Candomblé - e, por impositivo da Igreja Católica, cultuavam seus orixás com correspondência aos santos católicos, para não serem reprimidos. Toda a doutrina de Umbanda passou por várias adaptações locais e pessoais, por não ser uma doutrina codificada.
  - A doutrina Espírita foi codificada na França do século XIX pelo Prof. Denizard Rivail, também conhecido por Allan Kardec, mais especificamente em 1858 com a primeira edição de O Livro dos Espíritos. A Doutrina Espírita é uma filosofia científica de conseqüências religiosas, não sincrética e codificada, isto é, contém nos livros das Obras Básicas toda a base doutrinária que lhe é própria, sendo as demais obras complementares. Obras básicas da codificação espírita: O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Médiuns, A Gênese, O Céu e o Inferno.
    Só pela origem histórica e pelas características já é possível ver uma diferença significativa entre as duas filosofias, mas entraremos um pouco mais nos seus postulados para verificar quais são as diferenças doutrinárias mais marcantes (embora existam muitas).
   
    1) Ritos, talismãs, pontos, vestimentas especiais e hierarquia sacerdotal
     O Espiritismo não adota qualquer tipo de ritual, não adota talismãs, não possui qualquer tipo de chamativo aos Espíritos sob a forma de pontos e também, para nenhuma de suas atividades, sejam elas quais forem, adota vestimentas especiais.
A Umbanda adota em seus princípios rituais próprios (giras, festas, etc), talismãs (guias, pembas, etc), pontos riscados e cantados, hierarquia sacerdotal (babalorixá, yalorixá, filho de santo, ogã, etc) e vestimentas especiais (branco ou uniforme da casa em questão).
   
    2) Trabalhos materiais, fluidos materializados
    O Espiritismo não adota em suas práticas qualquer tipo de oferenda ou trabalho material. Todas as manipulações fluídicas são feitas pelos Espíritos, com o auxílio de médiuns passistas quando se faz necessário, utilizando deles também os fluidos animalizados, sem necessidade de trabalhos materiais.
A Umbanda adota em suas práticas o uso de oferendas e trabalhos de ordem material. Além disso, propõe-se à manipulação de fluidos pesados, materiais, nas práticas da "magia branca". Tal é, no mais das vezes, a finalidade das oferendas na Umbanda - a manipulação desses fluidos.
   
    3) Hierarquia Espiritual
    O Espiritismo não adota qualquer tipo de divisão desse tipo. Apenas mostra que os Espíritos são distintos por seu nível intelectual e moral, ou seja, pelo maior ou menor conhecimento das coisas e pela maior ou menor disposição em fazer o bem. Não adota distinção entre "Falange X" ou "Falange Y", simplesmente entre elevação espiritual que demonstra pertencer por seu linguajar, sua postura e o conteúdo de sua mensagem. Além disso, os Espíritos designam-se pelos nomes de suas últimas encarnações ou os nomes que queiram, sem assumirem "cargo" algum. O máximo que há é a assinatura das mensagens como "Um amigo" ou "Um Espírito amigo da casa", etc.
    A Umbanda adota em suas crenças uma hierarquia dos Espíritos dividida em 7 vibrações, regidas cada uma por um Orixá, e subdividida cada uma delas em mais 7. Há uma caracterização espiritual por "vibração" a que o Espírito diz pertencer. Além disso, os Espíritos designam-se, normalmente, por nomes-chave, que são, na realidade "cargos espirituais", como Pai Joaquim, Vovó Maria Conga, Exu Pinga-Fogo, Ogum Beira-Mar, entre outros tantos.
   
    4) Mediunidade
    O Espiritismo utiliza a mediunidade segundo uma óptica de educação mediúnica, baseada principalmente no estudo aprofundado e prévio de O Livro dos Médiuns. O processo de treinamento mediúnico, na Casa Espírita, não é empírico, segue as orientações de Allan Kardec e verifica-se por aulas mediúnicas onde há uma acomodação gradativa do médium e este acompanha com estudos relativos à mediunidade, para se tornar mais consciente do trabalho que realiza. O Espiritismo trabalha todas as formas de mediunidade, muito visivelmente a psicografia e a psicofonia. Muito raramente é utilizada a psicopraxia. Normalmente o Espírito só fala pelo médium, não há necessidade que movimente seu corpo físico além da fala. Além de tudo isso, a prática mediúnica espírita é sempre fechada a um grupo de pessoas que já tenham acumulado um mínimo estudo sobre os fenômenos e, por isso, sejam mais capazes de compreendê-los.
   
    A Umbanda utiliza a mediunidade de maneira empírica, por assim dizer, na medida em que o "desenvolvimento mediúnico" fica a cargo dos Espíritos comunicantes e do próprio médium, seguindo uma "tradição" da casa. Além disso, utiliza-se quase que em 100% do tempo da incorporação ou, no dito espírita, da psicopraxia. Outras formas de mediunidade, como a psicografia, a mediunidade de transporte, a mediunidade de efeitos físicos, são bastante pouco utilizadas na Umbanda. Além de tudo isso, a prática mediúnica é, em alguns casos, aberta ao público.

    5) Semelhanças      
    Apesar de inúmeras diferenças, há entre o Espiritismo e a Umbanda pequenas semelhanças, que, se não de forma profunda, pelo menos de forma geral, existem:
    - Acreditam na sobrevivência do Espírito
    - São reencarnacionistas
    - Utilizam em suas práticas a mediunidade (embora de formas distintas)
    - Reconhecem Jesus como o maior dos Espíritos que já esteve na Terra (Oxalá é Jesus na Umbanda, e Orixalá ou Oxalá Maior é Deus, seu Pai) - embora não haja na Umbanda um estudo sobre o Evangelho
    - Visam o trabalho para o bem
    - Difundem a prática da caridade como meio de elevação espiritual
    Além de tudo isso, cabe ainda ressaltar que, embora guardem diferenças profundas, por seu objetivo comum da difusão do bem e da paz e pelo uso da mediunidade, algumas vezes Espíritos ligados à Umbanda auxiliam-nos nas práticas espirituais na Casa Espírita, sendo recebidos como irmãos queridos, como todos aqueles que se dedicam ao bem e ao amor.
    Os Espíritos que se apresentam na Umbanda, seja qual for o nome que carreguem, são Espíritos individuais como nós, tiveram um nome em sua última encarnação - embora não se apresentem com ele -, têm dores, sofrimentos e angústias como todos nós. São Espíritos, portanto, do nosso mesmo nível médio de evolução. Cabe, no entanto, que façamos sempre a diferenciação do seu nível evolutivo. O que queremos dizer com isso?
    O que o Espiritismo nos ensina é que os Espíritos são atraídos pela Lei de Afinidade. Em um grupo em que se preze pelo bem, pela caridade, pela gentileza, pelo estudo, pela preocupação com as pessoas, que ensine aos médiuns a boa conduta da prece e da correção de atitudes, logicamente Espíritos bem mais elevados se aproximarão para o trabalho (mesmo que com os mesmos nomes dos outros) - veja o livro "Loucura e Obsessão" recomendado abaixo. Mas, de outro modo, em locais onde isso não haja, os Espíritos que se apresentarão, sob os mesmos nomes, serão Espíritos inferiores, brincalhões e por vezes perversos, quando não somente ignorantes. Falam com autoridade, mas sua postura moral não lhes dá essa autoridade. Não são capazes de seguir um raciocínio lógico, porque seu nível intelectual não o alcança. São, portanto, Espíritos inferiores.
    Não importa o nome com que um Espírito se apresente, é importante saber se aquela individualidade espiritual apresenta elevação o suficiente pelas suas palavras, suas intenções, suas orientações, sua sabedoria, mesmo que revestida de simplicidade, como era Jesus.


retirado do site: http://www.irc-espiritismo.org.br/irc_resp_outros_movimentos.html