Verdade liberta

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Querer morrer pode matar

No livro "Obreiros da Vida Eterna", cap. XIV, Fabriciano contou para André Luiz a história de uma jovem e respeitável senhora, atuante no campo da benemerência social, que deparou-se com pequenas brigas com o esposo, e tendo conhecimento da imortalidade da vida além do sepulcro, desejou ardentemente morrer. Todas as leviandades do marido bastaram para que maldissesse o mundo e a Humanidade. Não soube quebrar a concha do personalismo inferior e colocar-se a caminho da vida maior. Pela cólera, pela intemperança mental, criou a idéia fixa de libertar-se do corpo de qualquer maneira, sem utilizar o suicídio direto. Não dava ouvidos aos conselhos e advertências fraternas dos amigos espirituais a que se uniu pelo trabalho de caridade. E tanto pediu a morte, insistindo por ela, entre a mágoa e a irritação persistentes, que veio a desencarnar em manifestação de icterícia complicada com simples surto gripal. Tratava-se de verdadeiro suicídio inconsciente, mas a senhora, no fundo, era extraordinariamente caridosa e ingênua. Apesar disso, não foi concedido qualquer autorização para que ela recebesse descanso e muito menos auxílio especial em sua desencarnação. Mas, o diretor da comissão de serviço, a que ela se afiliou, recolheu-a, por compaixão, já que não achou aconselhável entregá-la a própria sorte, em face das virtudes potenciais de que era portadora. Apesar de eficiente intercessão em benefício da infeliz, somente puderam afastá-la das vísceras cadavéricas, em condições impressionantes e tristes.

Para finalizar, Fabriciano explicou:

- Não fritufica a paz legítima sem a semeadura necessária. Alguém para gozar o descanso, precisa, antes de tudo, merecê-lo. As almas inquietas entregam-se facilmente ao desespero, gerando causas de sofrimento cruel.







OBSERVAÇÃO: Nesta história podemos tirar quatro advertências: 1ª) Há um suicídio lento e silencioso, que chamamos de SUICÍDIO INDIRETO OU INCONSCIENTE. Este é o que mais mata. Este tipo de suicídio acontece quando aniquilamos lentamente nosso corpo físico com vários tipos de abusos; 2º) O sofrimento da suicida após a desencarnação só foi amenizado graças a caridade que estendeu quando estava encarnada; 3º) Tomemos cuidado com nossos pensamentos. Diz o espírito Scheilla: "A saúde do corpo, muitas vezes, começa no pensamento sadio. Não dê guarida a mágoas e rancores. Entregue ao tempo toda ofensa. Se você já é capaz de escolher o alimento de que seu corpo necessita, também pode selecionar os pensamentos que nutrem seu espírito." ; 4º) Allan Kardec no livro "O Evangelho segundo o Espiritismo" , capítulo V, diz que: "A calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio (...)" E Joanna de Ângelis completa dizendo: "Espera pelo amanhã, quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Se te parecerem insuportáveis as dores, lembra-te de Jesus, ora, aguarda e confia."

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A força do pensamento

As forças da natureza não ficam só no plano material, elas funcionam no plano espiritual também, tudo o que acontece tem um agente causador, uma ação e uma reação, como um cientista muito famoso no passado já disse, nada se perde tudo se transforma.










Cada movimento, por menor que seja, o ar, o olhar, os movimentos dos lábios, o pensamento que emitimos são ondas de energias do bem ou do mal são neutras ou não, tem força de expressão no universo celestial, tem forma no universo espiritual, e tem conseqüências no mundo material.






Nossa força de pensamento é incrivelmente poderosa e penetrante, o que nós não sabemos é como usar isso, por enquanto, já está até provado, estamos usando apenas dez por cento de nosso cérebro.






A melhor forma de se usar e exercitar esta força é a fé em Deus, a fé em Deus se compacta em energia positiva, fica no ar, nos faz bem, uma parcela vai de encontro ao onipotente e a outra volta em nosso beneficio, refrigera nossa saúde, nossa alma e nos faz mais puros de espírito.






Onde neste mundo que existe alguém que não teve uma experiência espiritual, ou boa ou ruim, onde neste mundo que poderíamos dizer que Deus não está com nós, ao nosso lado, a todo o momento de nossa vida temos Deus em nosso caminho, às vezes ele nos propõe destinos e acontecimentos que no presente não entendemos, mas muitas vezes passamos por algum momento difícil em nossa vida para no futuro termos a resposta e o benefício daquele mal, um mal que se torna um bem.






Infeliz é do homem que não vê a grandeza de Deus, a natureza, o mundo em que vivemos, as várias e infinitas formas de vida que vive aqui na terra, animais, plantas, árvores, as montanhas, lagos, até insetos, tudo tem sua beleza, se estamos em sintonia com pensamentos negativos, tudo fica sem vida e cinzento, tudo fica feio, obscuro, sem graça, mas se no meio da falta de luz e da falta de saída procuramos uma brecha e encontramos a luz, a beleza, o amor, Deus, encontraremos também a resposta para nossos problemas.






Nossos problemas são infinitamente insignificantes perto da grandeza da criação de Deus, somos formiguinhas perto de um elefante, só seremos notados se nos sobressairmos com a fé e a firmeza no pensamento.






Deus é o nosso criador, o construtor universal de tudo que temos em nossa volta, não devemos reclamar e nem cobiçar bens materiais que não podemos ter, não devemos ficar triste porque um dia não temos dinheiro suficiente para tudo.






Devemos é agradecer a todo o momento por tudo que temos, inclusive nossos braços e pernas, nossa saúde, nossa família, se algum ente querido tem uma doença, não é culpa de Deus, Deus nos deu este mundo livre de impurezas no ar, com as águas limpas, e nos deu o céu, o sol, e tudo que temos ao nosso redor.






Mas se mesmo assim você acha que uma doença que seu ente querido tem é por culpa de Deus, é porque você não sabe dos desígnios dele, muitas vezes é para você sofrer e aprender, se evoluir, deixar de se revoltar contra a benevolência dele, deixar de reclamar da má sorte, confiar mais em Deus.






Devemos é agradecer por ter oportunidade de poder pagar nossos pecados, devemos agradecer por ter chance de errar e aprender, esta é a justiça de Deus, ele não nos impõe nada, nossos erros são uma ação e nossos sofrimentos são a reação.

Perguntas sobre mediunidade

14.9.11 Publicado por André






bom dia gostaria de saber uma opinião de alguem com esperiencia em sessões espiritas ,é assim vejo no meu grupo de oração que algumas pessoas incorporam mt facilmente com espiritos ainda muito pouco instruidos muito ligado á terra eu gostaria de saber se a pessoa k tem essa mediunidade pode impedir d alguma maneira d incorporar qualquer espirito se é uma situação assim descontrolada k vem é vão com muita facilidade ,e se é verdade k depois da meia-noite tem mais facilidade em virem incorporar e outra coisa estranha como mesmo sendo um espirito muito pouco evoluido sabe tanta coisa verdadeira acerca de uma pessoa mesmo k nunca a tenha conhecido ...muito obrigada pela atenção






Olá amigo/a,






Antes de mais, vamos desfazer um possível equívoco:






Sessão espírita é toda a actividade em que o tema é Espiritismo. Assim sendo, sessão espírita pode ser palestra pública, seminário, jornada de divulgação, entrevista, programa de Rádio ou TV, passe, curso, e também a sessão de intercâmbio com o mundo espiritual.






Ainda há quem pense - erradamente - que Espiritismo consiste em falar com o Além. Não é assim. No Espiritismo, como em outras religiões e correntes de pensamento desde a Antiguidade, há lugar para intercâmbio com o mundo espiritual. Mas nem todo o intercâmbio com o mundo espiritual é Espiritismo, nem sessão espírita.






Relativamente ao que sucede no seu grupo de oração, é mais um exemplo da antiga profecia que agora se cumpre:






E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. Joel 2:28






E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. Joel 2:29






Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes. Isaías 44:3






E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; Atos 2:18






E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos; Atos 2:17






Nem lhes esconderei mais a minha face, pois derramarei o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor DEUS. Ezequiel 39:29






Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras. Provérbios 1:23






Respeitamos, naturalmente outras interpretações destas palavras bíblicas, como gostamos que respeitem a nossa.






Ora o que se passa na actualidade é que estamos nos tempos em que a Humanidade terrena está a atingir um novo patamar de maturidade. É o fim de um tempo e o começo de outro. A mediunidade, também chamada percepção extra-sensorial, já não deslumbra como coisa sobrenatural, já não faz de quem a possui um santo. Tal como já não assusta, e já não faz de quem a possui um perseguido ou um louco. Os tempos em que os médiuns eram tidos como santos ou como loucos já passaram, graças a Deus. Hoje, felizmente, já ninguém é atirado às fogueiras por possuir mediunidade, tão pouco é elevado aos altares por esse simples facto.






A mediunidade é uma faculdade do organismo. E por isso aparece em toda a gente, independentemente de crenças, idades, género, cultura, habilitações literárias, bom ou mau carácter, raça, nacionalidade, continente ou estatuto social.

Reencarnação de Santos Dumont

O leitor Gilson Machado me perguntou o seguinte: se o Espírito Santos Dumont já havia se comunicado por algum médium; se já estaria reencarnado; ou se estava no mundo espiritual assistindo às comemorações do centenário do primeiro vôo do seu avião 14 BIS em torno da Torre Eifel, em Paris. Bem respondendo à sua primeira pergunta, informo-lhe que em julho de 1948, Santos Dumont enviou pelo médium Chico Xavier uma oportuna mensagem, na qual diz em certo trecho: “Não há vôo mais divino que o da alma. Não existe mundo mais nobre a conquistar, além do que se localiza na própria consciência, quando deliberarmos converter-nos ao bem supremo. Alcemos corações e pensamentos ao Cristo”. O texto na íntegra está publicado no livro Trinta Anos com Chico Xavier.


Com relação à sua segunda pergunta, esclareço-lhe que ele reencarnou na cidade de Campos, em março de 1956, como filho de Clovis Tavares e de Hilda Mussa Tavares, com o nome de Carlos Vitor, segundo revelação de Chico Xavier. Aos nove meses de idade ele caiu de um carrinho de bebê, e com o tombo deslocou a vértebra cervical, ficando tetraplégico. Esse fato foi narrado por seu irmão Dr. Flavio Mussa Tavares, médico homeopata, ao ser entrevistado pelo jornal Folha Espírita de abril desse ano.

Dr. Flávio disse, também, que seu irmão, Carlos Vitor, a partir daí passou a depender totalmente de seus pais, dele e de sua irmã, vindo a desencarnar aos 17 anos de idade, em fevereiro de 1973. Como se sabe, Santos Dumont enforcou-se no dia 23 de julho de 1931, no Guarujá, em São Paulo, ao ficar deprimido durante a revolta constitucionalista, quando presenciou mineiros e paulistas a digladiarem-se pelo céu, usando o avião como arma de guerra. Não suportando ver o seu invento sendo usado para matar, cometeu o suicídio.

Foi por isso, diz Chico Xavier, que o Espírito Santos Dumont, antes de reencarnar, decidiu expiar a sua morte pelo suicídio, por meio de uma vida curta como paraplégico. Eis por que a queda acidental sofrida por Carlos Vitor, aos nove meses de idade, deslocou a sua vértebra cervical. Chico Xavier disse, também, num programa de TV, que a vértebra já estava deslocada no seu perispírito, isto é, no corpo semimaterial que envolve o Espírito, lesada ao se enforcar. Esse depoimento, aliás, encontra-se registrado no livro Jesus e Nós.





OBSERVAÇÃO: Joanna de Ângelis alerta sobre as consequências do suicidio no livro "Após a Tempestade": "Aqueles que esfacelam o crânio, reencarnam com idiotia, surdez-mudez, conforme a parte do cérebro afetada; os que tentaram o enforcamento, reaparecem com os processos de paraplegia infantil,; os afogados com efisema pulmonar; tiro no coração, cardiopatias congenitas irreversíveis; os que se utilizam de tóxicos e venenos, sofrem sob o tormento das deformações congênitas, úlceras gástricas e cânceres." É Joanna ainda que nos diz: "Espera pelo amanhã, quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Se te parecerem insuportáveis as dores, lembra-te de Jesus, ora, aguarda e confia."

Allan Kardec no livro "O Evangelho segundo o Espiritismo" , capítulo V, diz que: "A calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio (...)"

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Talismãs e amuletos nos protegem???

O Espiritismo não adota qualquer talismã ou amuleto, porque levam as pessoas a buscar segurança em coisas materiais e exteriores, em vez de se firmar na fé espiritual, em Deus, em si mesma, na ação dos bons espíritos e nas leis divinas que regem harmoniosamente a vida universal.

Conta-se que um certo homem, viajante comercial, sempre levava consigo uma medalhinha com a foto do seu santo predileto. Dizia que lhe dava proteção. Um dia, sofreu um acidente e morreu. A esposa notou que no dia do acidente, seu marido esqueceu o amuleto. A família passou a comentar o assunto: “VIU?! FULANO ESQUECEU A MEDALHINHA DE SEU PROTETOR, POR ISSO ACONTECEU O ACIDENTE.” Perguntemos: Então o protetor era vingativo? Imaginemos o protetor dizendo: “FULANO ESQUECEU MINHA FOTO, HOJE NÃO O PROTEGEREI.” Incoerente, não é?

Poderemos contar outra história, a de uma senhora que estava muito doente e que lhe deram um crucifixo com a informação de que o colocando junto ao leito seria beneficiada com a cura. Ela então, seguiu a orientação e recuperou-se. Alguém perguntará: “O QUE CUROU A MULHER?” Nem medalhas nem crucifixo operam milagre ou possuem poderes mágicos. Mas, acreditando nele, a paciente realizou o prodígio de reagir à doença. Não encontramos no Evangelho Jesus dizendo: “O TEU AMULETO TE CUROU”, Ele dizia: “A TUA FÉ TE CUROU.”

Muitos procuram benzer o carro novo com o intuito de buscar proteção. Mas se acreditasse na eficácia do benzimento não colocaria alarme e pagaria seguro do mesmo. Pois no fundo sabemos que nenhum espírito ou santo irá vigiar nosso carro.

Há uma tendência profundamente arraigada em todas as culturas de atribuir poderes mágicos a objetos e palavras cabalísticas, com o propósito de atrair ou afastar forças espirituais.

Infelizmente, muitos Centros Espíritas, descuidando-se do estudo, enveredam por caminhos mágicos sustentados por velhas superstições.

Há os que recomendam a aplicação de defumações no lar, com o objetivo de afastar os maus espíritos. Talvez afugente pernilongo, mas quanto aos invasores invisíveis, não há nenhuma repercussão. A fumaceira só servirá para informar os espíritos que naquela casa há gente supersticiosa, facilmente influenciável.

Muitos recomendam também, o banho de “defesa”. O banho é saudável, revigorante, relaxante e pode apresentar resultados terapêuticos. Mas os benefícios param por aí. A única defesa que proporcionará será contra certas doenças de pele e cheiro desagradável. Não existe couraça invisível erguida por qualquer tipo de banho.

Uma observação: Se acreditarmos com convicção que defumações, banhos de defesa, cruzes e semelhantes são recursos mágicos que nos protegem, estaremos potencializando forças da alma (A FÉ) que talvez nos resguardem.

Vejamos um outro cuidado indispensável: Não façamos do livro espírita um amuleto que devemos ler de vez em quando, com o desejo de neutralizar influências más. Livro fechado, conhecimento aprisionado. De nada nos servirão os livros espíritas se não os consultarmos com regularidade como quem procura um alimento. Assim cultivaremos a divina magia do saber, que nos libertará de temores e superstições, como ensinava Jesus. Sem esquecermos a recomendação do “orai e vigiai.”

O QUE É ORAR? Orar é comunicar-se com o plano espiritual superior, estabelecer ligação com ele. Para orar, não basta mover os lábios, produzir sons, repetir cansativamente orações prontas. A qualidade não está na quantidade, mas na qualidade da prece. É preciso elevar pensamentos e sentimentos, com toda convicção e fervor. Então, a oração alcança a fonte das bênçãos divinas, trazendo-nos em resposta o benefício necessário e possível para a nossa sustentação na senda evolutiva.

O QUE É VIGIAR? É estar alerta, vigilantes, atentos à própria vida, em relação a tudo e a todos. Observando e analisando, do ponto de vista espírita, no entendimento cristão, os pensamentos, sentimentos, palavras e atos, tanto os nossos (principalmente) como também os dos outros (encarnados e desencarnados) que nos servirão de alerta. "Para não cairdes em tentação", explica Jesus. Ou seja, para não ceder à instigação ou ao estímulo para o que for mau. Não é para conhecer e criticar nem para temer ou agredir, mas para procurar evitar o erro ou corrigi-lo. Vigiemos, pois: A nós mesmos: Para não ensejarmos sintonia mental ou afinidade fluídica com os espíritos inferiores, encarnados ou não. A tudo com que estivermos relacionados, para corrigir o que estiver errado e desenvolver e aperfeiçoar o que estiver certo, em favor de todos. Vigiemos e oremos, constantemente, porque a oração e a vigilância asseguram a nossa integridade e o nosso bem-estar, do corpo e da alma.

No O Livro dos Médiuns, 2ª parte, cap. XXV, item 282-17ª diz: “(...) A VIRTUDE DOS TALISMÃS, DE QUALQUER NATUREZA QUE SEJAM, NÃO EXISTEM SENÃO NA IMAGINAÇÃO DAS PESSOAS CRÉDULAS.” Raciocinemos o seguinte: “Se os talismãs e amuletos nos protegessem, nós não nos esforçaríamos para vigiar nossos atos a pensamentos.”

Queremos finalizar dizendo que, nós espíritas não somos contra quem usa e acredita nessa proteção. Apenas mostramos aqui o que e porque nós espíritas pensamos e acreditamos sobre o assunto.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

a cruz pesada

Um homem, não se conformava com sua cruz. Ele dizia:

- É muito pesada, meu Deus! Não estou suportando o peso das dificuldades e problemas que venho enfrentando! . . .

E tanto reclamou que certo dia invisível mão retirou-lhe a cruz e foi levado a um lugar onde havia milhares delas empilhadas.

Desconhecida voz recomendou-lhe que lhe fora dado escolher outra, que melhor se ajustasse às suas forças e à sua disposição.

Animado, examinou atentamente as cruzes. Finalmente, depois de demorada avaliação, pegou aquela que lhe pareceu a ideal.

Quando a colocou sobre os ombros verificou, espantado, que era a sua cruz, aquela de cujo peso reclamara tanto.



A vida nos situa exatamente onde devemos estar, em favor de nosso aprendizado, compelindo-nos fazer o melhor, em favor de nossa própria felicidade.

Uma única providência nos é lícita e recomendável.

Colocar uma almofada entre a cruz e os ombros.

E esta almofada é feita das virtudes cristãs.

Quando nos dispomos a servir, amar, perdoar, compreender, amparar, confraternizar, tão leve fica nossa cruz que até nos esquecemos de que estamos a carregá-la.

A Doutrina Espírita deixa bem claro que a posição social, a família, a atividade profissional, a estrutura física em que nos situamos na Terra representam oportunidades de evolução e o nosso teste, não nos sendo lícito, portanto, clamar aos céus quando não correspondam às nossas expectativas.





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REPROGRAMAÇÃO

Nasceste no lar que precisavas.

Vestiste o corpo físico que merecias.

Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.

Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.

Teus parentes e amigos são as almas que atraístes, com tuas próprias afinidades.

Portanto, teu destino está constantemente sobre teu controle.

Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas, tudo aquilo que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes, são as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivencial.

Não reclames nem te faças de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos.

Reprograme tua meta. Busque o bem e viverás melhor.





Mensagem psicografada por Francisco do Espírito Santo Neto

Pelo espírito Hammed



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A missão do esperanto!






Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 8 de setembro de 1999, no Centro Espírita Caminho de Redenção, em Salvador, Bahia. Publicada no “SEI” de 8/10/1999 (nº 1.644) e reimpressa em Reformador, fevereiro de 2000, FEB.

No crepúsculo deste século e milênio, as dores se acumulam sobre o dorso da Humanidade sofrida, chibateando as vidas que se estiolam, ao tempo que sucumbem os nobres ideais de dignificação e de liberdade.

Desastres inomináveis e cataclismos horrendos sucedem-se, desarvorando nações e ceifando esperanças que são substituídas pela loucura que varre o planeta em todas as direções.

A tirania absurda e os crimes hediondos cavalgam sobre a sociedade, conduzindo ao aniquilamento cidades e povos que estertoram sob o despotismo insano dos vândalos que se permitem à dominação arbitrária.

A corrupção desmedida nivela os governos, que se deveriam caracterizar pela dignidade, aos criminosos que fingem combater.

A volúpia pelo poder, pelo armazenar de valores transitórios que passam de mãos, envilece os sentimentos humanos e as paixões inferiores desbordam em caudal desenfreado.

Os elevados contributos do progresso, que deveriam ser utilizados para a glorificação do ser humano, são aplicados para a extravagância de alguns indivíduos torpes e a exorbitância de outros, ante o olhar esgazeado dos miseráveis que os espiam famélicos e enfermos, esquecidos em inominável abandono.

A insensatez e o descalabro erguem seus monumentos à infâmia, enquanto as massas rebolcam nos sorvedouros das necessidades mais prementes, sem oportunidades de conseguirem alguma coisa.

Em toda parte da Terra, a perversão abraça a indiferença das Leis, as guerras e carnificinas cruéis campeiam desarvoradas e as tentativas de paz, mediante acordos sucessivos, que são logo desrespeitados, abrem espaço para novos terríveis conflitos.

Ameaças de destruição do planeta pairam em todo lugar sob o clamor da violência asselvajada e dos expressivos grupos de extermínio de pessoas, sob os camartelos da ignorância e da ausência de amor.

O século da ciência e da tecnologia, com todas as suas glórias e conquistas incomparáveis, infelizmente sombreia-se com nuvens espessas de fumo e de poeira dos incêndios de ódios e das destruições de toda ordem.

As grandiosas realizações da cultura e da civilização parecem ceder lugar ao galopar desenfreado da barbárie de volta e ao aplauso do cinismo...

Não obstante, simultaneamente, estuam o dever e a solidariedade, o sacrifício e a abnegação, a educação e o amor, o desenvolvimento ético-moral e a esperança, porque o ser humano marcha inexoravelmente no rumo da Grande Luz.

Os ideais da Liberdade, da Fraternidade e da Igualdade, permanecem triunfantes, embora pouco conhecidos, aguardando o momento de transformarem para melhor a sociedade terrestre, que avança na busca da felicidade.

Lentamente, os direitos humanos são reanalisados e levados em consideração por homens, mulheres e Organizações internacionais que confiam no processo da evolução moral dos seres, exigindo respeito, em infatigável esforço para banirem a intolerância, os preconceitos mesquinhos e o totalitarismo, como quer que se apresentem.

O sol da Nova Era surge na imensa noite, conforme previsto por Jesus-Cristo, que ora se legitima.

O Evangelho, que não foi vivido na sua pureza primitiva por aqueles que se comprometeram apresentá-lo à humanidade através dos tempos, face à astúcia e ao primarismo de que eram portadores, que exploraram a credulidade e a ignorância, poderia ter evitado a hecatombe que ora se abate sobre o mundo, após os séculos de silêncio e da morte dos heróis sacrificados. Mas ressurge na mensagem do Espiritismo, que o atualiza, conforme o pensamento científico do momento, preparando o advento da nova sociedade.

Fincando suas bases na investigação dos fatos, o Espiritismo libera a Boa Nova das peias dogmáticas e das influências medievais que ainda remanescem nas igrejas que se propõem divulgá-la, interpretando-lhe o conteúdo incomparável de forma consentânea com as conquistas hodiernas, para oferecê-lo às criaturas como diretriz de segurança e de felicidade.

O século, porém, de Allan Kardec, também viu nascer Zamenhof, que deveria contribuir para a derrubada das fronteiras lingüísticas, que tanto separam os seres humanos e os afligem, limando as diferenças internacionais e facultando mais seguro intercâmbio de pensamento e de valores ideológicos entre todos os homens sob a dadivosa misericórdia do Pai Criador.

Acompanhando as tragédias resultantes dos conflitos lingüísticos e raciais, na sua Bialystock natal, sofrida e necessitada, sentiu, no mais profundo do ser, o imperioso dever de modificar a situação insuportável que predominava então, mergulhando o pensamento na memória profunda onde se encontrava arquivada a língua internacional – Esperanto – que conhecera no Mais Além e, trabalhando, sem cansaço, em 1887 apresentou-a como sendo um sublime elo para a união de todos os povos, de todas as classes sociais, de todas as pessoas do mundo.

A trilogia abençoada, em forma de um triângulo eqüilátero: - Evangelho, Espiritismo e Esperanto – encerraria a mensagem de Jesus, simples e inconfundível, a Doutrina dos Espíritos, profunda e clara, e o idioma da fraternidade, para unir todos os seres humanos em uma só família.

Língua neutra, que respeita o idioma de cada Nação, é o traço de perfeita identificação entre os mais diversos, favorecendo mentes e corações com harmonia e compreensão lúcida, desse modo ampliando os horizontes da cultura e do amor entre os povos.

Anunciando-se o novo milênio entre as sobras que já começam a esboroar-se, o Esperanto permanece com a missão de unir os homens fraternalmente, graças à facilidade da comunicação que oferece, à sua simplicidade gramatical, exatamente quando o Evangelho, lenindo as dores gerais, prepara-los-á para os avanços que o Espiritismo oferece na conquista do Infinito.

Atingindo as culminâncias do progresso científico-tecnológico neste esfumar de século, esse que se avizinha irradiará arte e beleza sobre a Terra renovada e feliz, quando o Esperanto, vencendo a tenaz resistência dos povos ambiciosos e apaixonados, assim como das nações que não alteram o orgulhoso sonho da prepotência em relação às outras, abriu lugar à vigência da língua internacional, que flui do Céu na direção da Terra e se elevará do mundo em canto incomparável de encantamento no rumo do Infinito.



Ismael Gomes Braga

A vida e a obra de Allan Kardec



Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou simplesmente Allan Kardec, foi o codificador da Doutrina Espírita. Antes de conhecermos melhor a vida deste professor francês, mostraremos como foi seu primeiro contato com o mundo espiritual, que consequentemente serviu de marco inicial para o Espiritismo.



Em 1855, Hippolyte Léon Denizard Rivail, professor francês de aritmética, pesquisador de astronomia e magnetismo, foi convidado por um amigo seu a ver de perto estas manifestações que ocorriam nos salões da capital francesa. Rivail era discípulo de Pestalozzi, chamado de pai da pedagogia moderna, e casado com Amélie Gabrielle Boudet. Nascido em 03 de outubro de 1804, na cidade de Lyon, já ouvira sobre o assunto das mesas girantes e não entendia bem o que estava acontecendo. Homem criterioso, Rivail não se deixava levar por modismos e como estudioso do magnetismo humano acreditava que todos os acontecidos poderiam estar ligados à ação das próprias pessoas envolvidas, e não de uma possível intervenção espiritual.

O professor então participou de algumas sessões, e algo começou a intrigá-lo. Percebeu que muitas das respostas emitidas através daqueles objetos inanimados fugiam do conhecimento cultural e social dos que faziam parte do "espetáculo". Como os móveis, por si só, não poderiam mover-se, fatalmente havia algum tipo de inteligência invisível atuando sobre os mesmos, e respondendo aos questionamentos dos presentes.

Rivail presenciava a afirmação daqueles que se manifestavam, dizendo-se almas dos homens que viveram sobre a Terra. Foi então, que uma das mensagens foi dirigida ao professor. Um ser invisível disse-lhe ser um Espírito chamado Verdade e que ele, Rivail, tinha uma missão a desenvolver, que seria a codificação de uma nova doutrina .

Atento aos dizeres do Espírito, e depois de muitos questionamentos à entidade, pois não era homem de impressionar-se com elogios, resolveu aceitar a tarefa que lhe fora incumbida.

O Espírito de Verdade disse-lhe ser de uma falange de Espíritos superiores que vinha até aos homens cumprir a promessa de Jesus, no Evangelho de João, capítulo XIV; versículos 15 a 26: "E eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conhecereis, porque habita convosco e estará em vós... Mas, aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito".

Através dos Espíritos, Rivail descobriu que em uma de suas encarnações anteriores foi um sacerdote druida, de nome Allan Kardec.

Foi então que resolveu adotar este pseudônimo durante a codificação da nova doutrina, que viria a se chamar Doutrina Espírita ou Espiritismo. Kardec assim procedeu para que as pessoas, ao tomarem conhecimento dos novos ensinamentos espirituais, não os aceitassem por ser ele, um conhecido educador, quem estivesse divulgando. Mas sim, que todos os que tivessem contato com a boa nova a aceitassem pelo seu teor racional e sua metodologia objetiva, independente de quem a divulgasse ou a apoiasse.

A Codificação



A partir daí foram 14 anos de organização da Doutrina Espírita. No início, para receber dos Espíritos as respostas sobre os objetivos de suas comunicações e os novos ensinamentos, Kardec utilizou um novo mecanismo, a chamada cesta-pião: um tipo de cesta que tinha em seu centro um lápis. Nas bordas das cestas, os médiuns, pessoas com capacidade de receber mais ostensivamente a influência dos Espíritos, colocavam suas mãos, e através de movimentos involuntários, as frases-respostas iam se formando. Julie e Caroline Baudin, duas adolescentes de 14 e 16 anos respectivamente, foram as médiuns mais utilizadas por Kardec no início.

Com o decorrer do tempo, a cesta-pião foi dando lugar à utilização das próprias mãos dos médiuns, fenômeno que ficou conhecido como psicografia.

Todas as perguntas e respostas feitas por Kardec aos Espíritos eram revisadas e analisadas várias vezes, dentro do bom senso necessário para tal. As mesmas perguntas respondidas pelos Espíritos através das médiuns eram submetidas a outros médiuns, em várias partes da Europa e América. Assim, o codificador viajou por cerca de 20 cidades. Isso para que as colocações dos Espíritos tivessem a credibilidade necessária, pois estes médiuns não mantinham contato entre eles, somente com Kardec.

Este controle rígido de tudo o que vinha de informações do mundo espiritual ficou conhecido por "Controle Universal dos Espíritos". Disto, estabeleceu-se dentro da Doutrina Espírita que qualquer informação vinda do plano espiritual só terá validade para o Espiritismo se for constatada em vários lugares, através de diversos médiuns, que não mantenham contato entre si. Fora isso, toda comunicação espiritual será uma opinião particular do Espírito comunicante.

Com todo um esquema coerentemente montado, Allan Kardec preparou o lançamento das cinco Obras Básicas da Doutrina Espírita, a Codificação, tendo início em 1857 com o lançamento de "O Livro dos Espíritos". Estes livros contêm toda a teoria e prática da doutrina, os princípios básicos e as orientações dos Espíritos sobre o mundo espiritual e sua constante influenciação sobre o mundo material.

Durante a codificação, Kardec lançou um periódico mensal chamado "Revista Espírita", em 1858. Nele, comentava notícias, fenômenos mediúnicos e informava aos adeptos da nova doutrina o crescimento da mesma e sua divulgação. Servia várias vezes como fórum de debates doutrinários, entre partidários e contrários ao Espiritismo. A Revista Espírita foi a semente da imprensa doutrinária.

No mesmo ano, Kardec viria a fundar a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Constituída legalmente, a entidade passou a ser a sociedade central do Espiritismo, local de estudos e incentivadora da formação de novos grupos.

Allan Kardec desencarnou em 31 de março de 1869, aos 65 anos, vítima de um aneurisma. Sua persistência e estudo constantes foram essenciais para a elaboração do movimento espírita e organização dos ensinos do Espírito de Verdade.








domingo, 31 de julho de 2011

MILAGRE OU FENÔMENO? - Therezinha Oliveira



O que seria milagre?
A palavra milagre significa: coisa admirável, extraordinária, surpreendente. Popularmente, porém, por milagre entende-se: fato sobrenatural (que está além e fora da Natureza), algo inusitado e inexplicável, uma derrogação das leis da Natureza, pela qual Deus daria mostra de seu poder.

A explicação espírita dos milagres
Antigamente, havia coisas consideradas como maravilhoso ou sobrenatural. Algumas nem eram fatos reais, mas apenas crendices ou superstições sem fundamento. Outras eram fenômenos verdadeiros (fatos naturais) e foram consideradas milagres por estarem mal explicadas ou serem desconhecidas as suas causas.

O círculo do maravilhoso ou do sobrenatural vem diminuindo ao longo dos tempos, pelo progresso do conhecimento humano, através:

- da Ciência, que revela as leis que regem os fenômenos do campo material;

- do Espiritismo, que revela e demonstra a existência dos espíritos e como agem sobre os fluidos, explicando certos fenômenos como efeitos dessa causa espiritual.

As curas realizadas por Jesus, por exemplo, foram consideradas pelo povo como milagres, no sentido que a palavra tinha na época: o de coisa admirável, prodígio.
Atualmente, o Espiritismo esclarece que os fenômenos de curas se dão pela ação fluídica, transmissão de energias, intervenção no perispírito, e permite examinar e compreender as curas realizadas por médiuns (espíritas ou não) ou por pessoas dotadas de excelente magnetismo. Essa explicação não diminui nem invalida as curas admiráveis, feitas por Jesus; pelo contrário, leva-nos a reconhecer que Jesus tinha alto grau de sabedoria e ação, para poder acionar assim as leis divinas e produzir tais fenômenos.

Em conclusão
Os fatos como milagres nada mais são do que fenômenos; fenômenos que estão dentro das leis naturais; são efeitos cuja causa escapa à razão do homem comum. Podem ocorrer sempre que se conjuguem os fatores necessários para isso.
Se há coisas que parecem inexplicáveis para nós, é porque nosso grau de evolução na atualidade ainda não nos possibilita a compreensão desses fenômenos.
E se não produzimos com facilidade fenômenos como esses, é porque ainda não desenvolvemos suficientemente as nossas faculdades espirituais.
Mas tudo que acontece está sempre dentro de leis divinas. Leis que, sendo perfeitas e imutáveis, não podem nem precisam ser derrogadas, anuladas.

Exemplo de Rudymara: O bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, quando desbravava em 1682 o atual Estado de Goiás pelo Rio Araguaia, encontrou uma aldeia indígena onde as índias usavam adornos de ouro e recusavam informar a procedência dele. Para assustá-los e obrigá-los a dizer onde eles retiravam o ouro Bartolomeu colocou fogo numa tigela contendo aguardente fazendo-os pensar ser água, e ameaçou colocar fogo em todos os rios e fontes. Admirados, achando que Bartolomeu tinha poderes sobrenaturais, os índios informaram o local. Então, podemos concluir que, muitos de nós ainda nos comportamos como aqueles índios. Por desconhecer o fenômeno natural dizemos que foi milagre.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Darwinismo e Espiritismo

Criacionismo – teoria da origem dos seres por criação à evolução espontânea.  
Darwinismo – representa a doutrina de Charles Darwin, sobre a evolução dos seres vivos.
O Espiritismo explica na Revista Espírita de julho  de 1868,  nas  páginas 201 a 206 em que trata da geração espontanea e da Gênese,  com o  bom senso, que merece  as duas teorias, e coloca, que tudo pode ser explicado na ação do principio inteligente que é o espírito,  Pode-se  entender a questão, lembrando da lei de ação e reação, que não se pode explicar os efeitos sem as causas.
Em ¨O Livro dos Espíritos ¨ questões 585 a 610. encontramos o principio inteligente  demonstrando  que ¨tudo  na natureza se encadeia, tudo se harmoniza e que existem leis gerais,   que não deixam de corresponder a sabedoria do criador. Não há estagnação no criacionismo, nem evolução apenas no mundo material como pensou   Darwin.
Mas não necessidade, de apenas crer, no progresso incessante do espírito, sem  passar pela fase do mineral pela  vegetal e  animal até chegar a humanimalidade,  onde a alma começa a preparar-se  para encarnar. Essas diversas fases existem  e é preciso  fases intermediárias  até  começarem  as transformações sucessivas.
A Ciencia avançará , em suas pesquisas e encontrará as respostas para o lado espiritual da vida, e para  o principio inteligente nas plantas e animais.

Para os críticos, O Chico responde.

Conta-nos Carlos Baccelli, conhecido médium de Uberaba, que em uma das últimas reuniões no "Grupo Espírita da Prece", ouviu Chico Xavier comentar com amigos de São Paulo:
== A Doutrina é de Paz...Emmanuel tem me ensinado a não perder tempo discutindo.
Tudo passa...As pessoas pensam o que querem a meu respeito e falam.
Estou apenas tentando cumprir o meu dever como médium.
Companheiros me escrevem fazendo insinuações em torno da Obra dos Espíritos por meu intermédio...
O que posso fazer?
Estamos numa Doutrina livre de opinião.
Devo prosseguir trabalhando.
O meu compromisso é com os Espíritos...
Não pretendo ser líder de nada.
Estou consciente de que tenho procurado fazer o melhor e sou grato aos nossos Benfeitores por não terem me permitido uma vida inútil.
Um dia, nós vamos compreender a necessidade de uma união mais profunda quando nos sentirmos ameaçados pelas religiões intolerantes, que estão crescendo muito...
Prestes a entrar pela saleta onde a tarefa do receituário o aguardava, concluiu :
== Eu não sei onde vamos parar, atacando uns aos outros assim...
Os Espíritas devem estar com muito tempo; e da minha parte, não tenho tempo de responder nada...
Já saio da cama com muito serviço, o dia todo.
Lamento os companheiros que ainda não descobriram a alegria de viver com espírito desarmado.
Depois, eles se queixam de depressão, falta de fé...
Ora, estão cavando um abismo!
Como é que haverão de enfrentar a hora da desencarnação?
Graças a Deus, nunca briguei com ninguém...
Eles tem tentado me provocar, digamos, me enrolar...
Mas eu não posso.
Emmanuel não me dá tempo.
Vocês me perdoem, mas agora mesmo ele está dizendo que já falei demais!
Ainda bem que não tenho tempo!
Seria mais um para polemizar!
Antes de fechar a porta da saleta que dava para a sala de reuniões, arrematou, sorrindo :
== "De madrugada a gente continua".

texto; em defesa do espiritismo.

*Richard Simonetti Lamenta em Carta à Revista Veja
Tom de Deboche na Reportagem Sobre o Filme Nosso Lar*

*Carta para a revista VEJA 1 de setembro de 2010*

*Senhor redator.*

*Como espírita, assinante dessa revista há muitos anos, lamento o tom de
deboche que caracterizou sua reportagem sobre o filme Nosso Lar, o que,
diga-se de passagem, também está presente em matérias sobre outras
religiões. Nesse aspecto, VEJA é uma revista coerentemente debochada. Não
respeita a crença de nenhum leitor.*

*Pior são os erros de apreciação sobre a Doutrina Espírita, revelando
ignorância do repórter, uma falha perigosa, porquanto coloca em dúvida
outras matérias e informações. Como saber se os responsáveis estavam
preparados para escrevê-las, evitando fantasias e especulações?*

*Para sua apreciação, senhor redator, algumas ?escorregadelas? do repórter:*

*a) Grafa entre aspas o verbo desencarnar. Só teria sentido se ainda não
houvesse sido dicionarizado. Por outro lado, noventa por cento dos
brasileiros são espiritualistas, isto é, acreditam na existência e
sobrevivência do Espírito. Este ser imortal desencarna, jamais morre. A
minoria materialista, que acredita que tudo termina no túmulo, certamente
terá surpresas quando ?morrer?.*

*b) Fala em cordilheira de ectoplasma onde se situaria Nosso Lar. De onde
tirou isso? Ectoplasma é um fluido exteriorizado pelos médiuns para
trabalhos de materialização. Os físicos, esses visionários cujas ?fantasias?
acabam confirmadas pela Ciência, falam hoje que há universos paralelos, que
se interpenetram, semelhantes ao nosso. A partir daí, não é difícil imaginar
o mundo espiritual descrito por André Luiz como parte de um universo
paralelo com seres e coisas semelhantes à Terra, feitos de matéria num outro
estado de vibração, não um mundo ?ectoplasmático?, mas de quintaessência
material. Nada de se admirar, portanto, que em cidades desse mundo existam
pessoas com ?uma rotina parecida com a dos vivos: comem, bebem, trabalham e
moram em casas modestas

domingo, 3 de julho de 2011

Espiritismo:ciencia,filosofia e religião

O ESPIRITISMO (ou DOUTRINA ESPÍRITA) não tem o caráter isolado de uma ciência, de uma filosofia ou de uma religião, porque é, ao mesmo tempo, CIÊNCIA, FILOSOFIA e RELIGIÃO.



É CIÊNCIA, porque investiga, experimenta, comprova, sistematiza e conceitua leis, fatos, forças e fenômenos da vida, da natureza, dos pensamentos e dos sentimentos humanos.



É FILOSOFIA, porque cogita, induz e deduz idéias e fatos lógicos sobre as causas primeiras e seus efeitos naturais; generaliza e sintetiza, reflete, aprofunda e explica; estuda, discerne e define motivos e conseqüências, como e porquês de fenômenos relativos à vida e à morte.



É RELIGIÃO (no sentido filosófico = religação, e não de dogmas, liturgias, sacerdotes), porque de suas constatações científicas e de suas conclusões filosóficas resulta o reconhecimento humano da Paternidade Divina e da irmandade universal de todos os seres da Criação, estabelecendo, desse modo, o culto natural do amor a Deus e ao próximo.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Iluminismo e espiritismo - as luzes do conhecimento

Iluminismo e Espiritismo

Sérgio Biagi Gregório
SUMARIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Considerações Iniciais. 4. Iluminismo: 4.1. Fundamento; 4.2. A Deusa Razão; 4.3. Felicidade e Progresso. 5. Contribuições ao Iluminismo: 5.1. França; 5.2. Alemanha; 5.3. O Desenvolvimento das Ciências. 6. O Aparecimento do Espiritismo: 6.1. Época Certa; 6.2. Allan Kardec; 6.3. Síntese do Conhecimento. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.
1. INTRODUÇÃO
O que se entende por iluminismo? Quando surgiu? No que se fundamenta? Há relação entre o iluminismo e o Espiritismo? Qual?
2. CONCEITO
O iluminismo, ou filosofia das luzes, é o movimento filosófico do século XIX, que se caracteriza pela confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento.
3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
O iluminismo não é uma ideia nova. Os compromissos por ele adotados já faziam parte da filosofia antiga: 1.º) extensão da critica a toda e qualquer crença e conhecimento; 2.º) realização de um conhecimento que, por estar aberto à crítica, pode ser fonte de uma contínua correção do mesmo; 3.º) uso desses conhecimentos para os fins práticos da vida. O iluminismo moderno, como assim se denominou, nada mais é do que a aplicação desses compromissos ao período que vai da Revolução inglesa de 1688 até à Revolução Francesa de 1789, em que floresceram as mais diversas ideias no campo da filosofia, da ciência e da religião. França e Alemanha foram os principais países a divulgarem essas ideias. (Temática Barsa)
4. ILUMINISMO
4.1. FUNDAMENTO
Do ponto de vista filosófico, o iluminismo visa à emancipação do ser humano e de toda a humanidade por meio das luzes da razão. A razão deve comandar toda a ação do indivíduo, principalmente com sua crítica à tradição e à autoridade. A chamada idade da razão tem por objetivo a sua própria autonomia, no sentido de vencer as trevas da superstição, da ignorância, do fanatismo e da intolerância tanto moral quanto religiosa. O sapere aude! (Tem coragem de usar teu intelecto) é a ideia-força, a palavra-chave.
4.2. A DEUSA RAZÃO
A Idade Média, dominada pela religião, tinha como base a fé na revelação. O período iluminista tem uma nova divindade, a razão, em que se critica tudo, sem qualquer espécie de preconceito. D’Alembert advoga que o iluminismo é discutir, analisar e mexer em tudo, "das ciências profanas aos fundamentos da revelação, da metafísica às matérias do gosto, da música até à moral, das disputas escolásticas dos teólogos aos objetos de comércio, dos direitos dos príncipes às leis arbitrárias das nações..."
4.3. FELICIDADE E PROGRESSO
O iluminismo postula uma religião natural – deísmo ou teísmo –, baseada no conhecimento racional da natureza. Do ponto de vista do conhecimento, interessa-se mais pela forma psicológica do que pela forma metafísica. Do ponto de vista ético, assume os pressupostos hedonistas e utilitaristas, em que a felicidade já não é mais utópica, mas encontra-se atrelada ao progresso material e moral da humanidade. Consequentemente, o seu carro chefe é a revolução industrial e o descobrimento de novas técnicas para transformar os bens naturais em bens úteis.
5. CONTRIBUIÇÕES AO ILUMINISMO
5.1. FRANÇA
O iluminismo francês está centrado em Voltaire, Montesquieu e Rousseau, entre outros. Apesar das diferenças de abordagem de cada pensador, há pelo menos dois pontos em comum: confiança na razão e repúdio à religião. Voltaire fundamenta a sua tese iluminista nos ideais da tolerância religiosa e da liberdade política. Montesquieu desenvolve o seu pensamento político a partir da constituição inglesa. Jean-Jacques Rousseau expõe o seu pensamento educacional, partindo do pressuposto de que é a criança que deve aprender e não o adulto que deve ensinar. Em sua concepção política, o homem deve se reconciliar com a sociedade e, para isso, necessita de um novo contrato social, baseado na igualdade democrática.
5.2. ALEMANHA
Immanuel Kant (1724-1804) é o representante máximo do iluminismo alemão. Para ele, o conhecimento provém, ao mesmo tempo, da razão e da experiência. Segundo o seu pensamento, o que chamamos de realidade é a realidade como é conhecida, já determinada no próprio processo de conhecimento. A realidade tal qual é em si mesma (à margem de nosso conhecimento sobre ela) ainda que sem dúvida exista, é inacessível ao ser humano. O iluminismo kantiano é a saída dos homens do estado de minoridade devido a eles mesmos. A minoridade é a incapacidade de utilizar o próprio intelecto sem a orientação de outro. Não é sem razão que o sapere aude! tornou o lema do iluminismo.
5.3. O DESENVOLVIMENTO DAS CIÊNCIAS
A razão suspeitava de tudo. Para a comprovação dos fatos, precisava de provas, de fórmulas matemáticas. Daí, o aparecimento das diversas ciências, cujo conhecimento, que se tornava específico, ia cada vez mais se desmembrando do tronco comum da filosofia. O método teórico-experimental, em todos os campos do saber, prepara a revolução industrial. É de se notar que a revolução científica que nasce com o renascimento foi uma revolução do saber; a que nasce com a revolução industrial, é uma revolução da energia.
6. O APARECIMENTO DO ESPIRITISMO
6.1. ÉPOCA CERTA
De acordo com os pressupostos espíritas, o Espiritismo surgiu na época certa, quando a ciência já estava desenvolvida e o método teórico-experimental era aplicado em tudo o que se pensava saber. Allan Kardec diz: "Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as conseqüências e busca as aplicações úteis..." (Kardec, 1975, item 14, p.20)
6.2. ALLAN KARDEC
Allan kardec era um cientista e, como tal, tinha muito apreço pela relação causa-efeito. Não resta dúvida que recebera influência do iluminismo, principalmente do cartesianismo. Vivia na França e tinha contato com todos esses conhecimentos científicos e filosóficos. O verdadeiro cientista analisa os fatos, formula suas hipóteses e tira as suas conclusões. Nada concebe preconceituosamente. Observe a sua posição em relação aos fenômenos das mesas girantes. Enquanto o seu amigo falava que as mesas se moviam, ele aceitava tranquilamente. Foi só o seu amigo Fortier relatar que, além de se mover as mesas também falam, ele desconfiou e foi procurar a causa da fala, que depois descobriu estar no Espírito comunicante.
6.3. SÍNTESE DO CONHECIMENTO
O Espiritismo prende-se a todos os ramos da Filosofia, da Metafísica, da Psicologia e da Moral. É a síntese de todo o processo de conhecimento, desde a filosofia de Sócrates e Platão, considerados os seus precursores. É a mais completa Doutrina de consolo até hoje aparecida na face da terra. Em seu conteúdo doutrinal, toca em todos os pontos centrais de qualquer filosofia ou religião, como é o caso de Deus, do Espírito, da matéria, da sobrevivência da alma após a morte e da comunicação com os Espíritos. É ao mesmo tempo ciência de observação e doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como ciência filosófica, compreende todas as consequências que daí dimanam.
7. CONCLUSÃO
Tenhamos em mente a perfeita interligação do conhecimento. O Espiritismo ensina-nos que, além da razão humana, há uma razão divina, que coordena todos os nossos passos, tanto no plano dos encarnados quanto no dos desencarnados.
8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
KARDEC, A. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1975.
TEMÁTICA BARSA. Rio de Janeiro, Barsa Planeta, 2005. (Filosofia)