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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Evangelhos apócrifos

Denominam-se  evangelhos canônicos aqueles que a Igreja reconheceu como os que transmitiram com autenticidade a tradição apostólica e foram inspirados por Deus. São quatro e somente quatro: Mateus, Marcos, Lucas e  João. Assim o propôs expressamente  Santo Irineu de Lyon no final do séc. II (Adversus Haereses, 3.11.8-9), e assim o manteve sempre a Igreja, propondo-o finalmente como dogma de fé ao definir o cânon das Sagradas Escrituras no Concílio de Trento (1545-1563).  
 A composição destes evangelhos tem suas raízes naquilo que os apóstolos viram e ouviram quando estavam com Jesus e nas aparições que tiveram d´Ele depois da ressurreição dos mortos. Logo depois os apóstolos, seguindo o mandamento do Senhor, pregaram a boa nova (o evangelho) sobre Ele e a salvação que traz para todos os homens e foram formando comunidades cristãs na Palestina e outros lugares (Antioquia, cidades de Ásia Menor, Roma, etc.). Nestas comunidades as tradições foram tomando a forma de relatos ou de ensinamentos sobre Jesus, sempre sob a custodia dos apóstolos que foram as testemunhas. Num terceiro momento essas tradições foram colocadas por escrito como uma narração da biografia do Senhor.

Desta forma surgiram os evangelhos para uso das comunidades a que estavam destinados. O primeiro a aparecer foi o de Marcos ou uma edição do de Mateus em hebraico ou aramaico, mais breve que a atual; os outros três imitaram esse gênero literário. Nesse labor, cada evangelista escolheu algumas coisas, das muitas que eram transmitidas, sintetizou outras e apresentou-as tendo em conta a condição dos leitores imediatos. Sabemos que os quatro tiveram a garantia apostólica  pelo fato de que foram recebidos e transmitidos como escritos pelos mesmos apóstolos ou pelos discípulos diretos deles: Marcos de São Pedro, Lucas de São Paulo.


Os evangelhos apócrifos são aqueles que a Igreja não aceitou como autêntica tradição apostólica, ainda que normalmente fossem apresentados com o nome de algum apóstolo. Começaram a circular rapidamente, pois são citados na segunda metade do séc.II, mas  não gozavam da garantia apostólica como os quatro que tinham sido reconhecidos e, além do mais, muitos deles continham doutrinas que não estavam conformes com os ensinamentos apostólicos.


Entre as informações dos Santos Padres, considerando aqueles que foram conservados pela piedade cristã e os que eram atestados de uma ou outra maneira em papiros, o número dos "evangelhos apócrifos" conhecidos é algo superior a cinqüenta.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Por que os judeus não crêem em Jesus





Por: Shraga Simmons



Por séculos os judeus foram perseguidos por sua fé e prática religiosa. Muitos tentaram impor suas idéias e aniquilar o Judaísmo. Nem as cruzadas, nem a Inquisição implacável, nem os pogroms conseguiram manipular nossas almas cumprindo seu intento.

O Judaísmo mantém sua chama sempre viva.

A história comprova: os judeus continuam rejeitando o Cristianismo. Por quê? Porque somos simplesmente judeus, nascemos e vivemos o Judaísmo e temos nossas próprias convicções. Mas quando judeus são seguidamente questionados sobre esta questão e não-judeus freqüentemente perguntam: "Por que os judeus não acreditam em Jesus?" Preparamos alguns argumentos com o objetivo, não de depreciar outras religiões, pois respeitamos a todos e por esta razão não fazemos proselitismo, mas sim apenas para esclarecer a posição judaica.

Por que os judeus não acreditam em Jesus?

Porque:



1. Jesus não preencheu as profecias messiânicas

O que o Messias deveria atingir? A Torá diz que ele: a - Construirá o terceiro Templo Sagrado (Yechezkel 37:26-28); b - Levará todos os judeus de volta à Terra de Israel (Yeshayáhu 43:5-6); c - Introduzirá uma era de paz mundial, e terminará com o ódio, opressão, sofrimento e doenças. Como está escrito: "Nação não erguerá a espada contra nação, nem o homem aprenderá a guerra”.(Yeshayáhu 2:4); d - Divulgará o conhecimento universal sobre o D-us de Israel - unificando toda a raça humana como uma só. Como está escrito: "D-us reinará sobre todo o mundo - naquele dia, D-us será Um e seu nome será Um" (Zecharyá 14:9). O fato histórico é que Jesus não preencheu nenhuma destas profecias messiânicas.



2. O Cristianismo contradiz a teologia judaica

a – D-us em três? A idéia cristã da trindade quebra D-us em três seres separados: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mateus 28:19). Compare isto com o Shemá, a base da crença judaica: "Ouve, ó Israel, o Eterno nosso D-us, o Senhor é UM" (Devarim 6:4). Os judeus declaram a unicidade de D-us todos os dias, escrevendo-a sobre os batentes das portas (Mezuzá), e atando-a à mão e cabeça (Tefilin - filactérios). Esta declaração da unicidade de D-us são as primeiras palavras que uma criança judia aprende a falar, e as últimas palavras pronunciadas antes de morrer. Na Lei Judaica, adorar um deus em três partes é considerado idolatria - um dos três pecados cardeais, que o judeu prefere desistir da vida a transgredir. Isto explica porque durante as Inquisições e através da História, os judeus desistiram da vida para não se converterem. b - Um homem como deus? Os cristãos acreditam que D-us veio à terra em forma humana, como disse Jesus: "Eu e o Pai somos um" (João 10:30). Maimônides devota a maior parte do "Guia dos Perplexos" a idéia fundamental que D-us é incorpóreo, significando que Ele não assume forma física. D-us é eterno, acima do tempo. É infinito, além do espaço. Não pode nascer, e não pode morrer. Dizer que D-us assume forma humana torna D-us pequeno, diminuindo tanto Sua Unidade como Sua Divindade. Como diz a Torá: "D-us não é um mortal" (Bamidbar 23:19). O Judaísmo diz que Messias nascerá de pais humanos, com atributos físicos normais, como qualquer outra pessoa. Não será um semideus, e não possuirá qualidades sobrenaturais. De fato, em cada geração vive um indivíduo com a capacidade de tornar-se o Messias. (veja Maimônides - Leis dos Reis 11:3). c - Um intermediário para a oração? É uma idéia básica na crença cristã que a prece deve ser dirigida através de um intermediário - i.e., confessando-se os pecados a um padre. O próprio Jesus é um intermediário, pois disse: "Nenhum homem chega ao Pai a não ser através de mim”. No Judaísmo, a prece é assunto totalmente particular, entre cada pessoa e D-us. A Torá diz: "D-us está perto de todos que clamam por Ele" (Tehilim 145:18). Além disso, os Dez Mandamentos declaram: "Não terá outros deuses DIANTE DE MIM”, significando que é proibido colocar um mediador entre D-us e o homem. (veja Maimônides - Leis da Idolatria cap.1). d - Envolvimento no mundo físico. O Cristianismo freqüentemente trata o mundo físico como um mal a ser evitado. Maria, a mais sagrada mulher cristã, é retratada como uma virgem. Padres e freiras são celibatários. E os mosteiros estão em locais remotos e segregados. Em contraste, o Judaísmo acredita que D-us criou o mundo físico não para nos frustrar, mas para nosso prazer. A espiritualidade judaica vem através do envolvimento no mundo físico de maneira tal que ascenda e eleve. O sexo no contexto apropriado é um dos atos mais sagrados que podemos realizar. O Talmud diz que se uma pessoa tem a oportunidade de saborear uma nova fruta e recusa-se a fazê-lo, terá de prestar contas por isso no Mundo Vindouro. As escolas rabínicas ensinam como viver entre o alvoroço da atividade comercial. Os judeus não se afastam da vida, elevam-na.



3. Jesus não personifica as qualificações pessoais do Messias

a - Messias como profeta. Jesus não foi um profeta. A profecia apenas pode existir em Israel quando a terra for habitada por uma maioridade de judeus. Durante o tempo de Ezra (cerca de 300 a.E.C), a maioria dos judeus recusou-se a mudar da Babilônia para Israel, e assim a profecia terminou com a morte dos três últimos profetas - Chagai, Zecharyá e Malachi. Jesus apareceu em cena aproximadamente 350 anos após a profecia ter terminado. b - Descendente de David. O Messias deve ser descendente do Rei David pelo lado paterno (veja Bereshit 49:10 e Yeshayáhu 11:1). Segundo a reivindicação cristã que Jesus era filho de uma virgem, não tinha pai - e dessa maneira não poderia ter cumprido o requerimento messiânico de ser descendente do Rei David pelo lado paterno! c - Observância da Torá. O Messias levará o povo judeu à completa observância da Torá. A Torá declara que todas as mitsvot (preceitos) permanecem para sempre, e quem quer que altere a Torá é imediatamente identificado como um falso profeta. (Devarim 13:1-4). No decorrer de todo o Novo Testamento, Jesus contradiz a Torá e declara que seus mandamentos não se aplicam mais. (veja João 1:45 e 9:16, Atos 3:22 e 7:37).



4. Versículos bíblicos "referindo-se" a Jesus são traduções incorretas

Os versículos bíblicos apenas podem ser entendidos estudando-se o texto original em hebraico - que revela muitas discrepâncias na tradução cristã. a - Nascimento virgem. A idéia cristã de um nascimento virgem é extraído de um versículo em Yeshayáhu descrevendo uma "alma" que dá à luz. A palavra "alma" sempre significou uma mulher jovem, mas os teólogos cristãos séculos mais tarde traduziram-na como "virgem". Isto relaciona o nascimento de Jesus com a idéia pagã do primeiro século, de mortais sendo impregnados por deuses. b – Crucificação. O versículo em Tehilim (salmos) 22:17 afirma: "Como um leão, eles estão em minhas mãos e pés”.A palavra hebraica ka'ari (como um leão) é gramaticalmente semelhante às palavras "ferir muito". Dessa maneira o Cristianismo lê o versículo como uma referência à crucificação: "Eles furaram minhas mãos e pés”. c - Servo sofredor. Os cristãos afirmam que Yeshayáhu (Isaías) 53 refere-se a Jesus. Na verdade, Yeshayáhu 53 segue diretamente o tema do capítulo 52, descrevendo o exílio e a redenção do povo judeu. As profecias são escritas na forma singular porque os judeus (Israel) são considerados como sendo uma unidade. A Torá está repleta de exemplos de referências à nação judaica com um pronome singular. Ironicamente, as profecias de perseguição de Yeshayáhu referem-se em parte ao século 11, quando os judeus foram torturados e mortos pelas Cruzadas, que agiram em nome de Jesus. De onde provêm estas traduções erradas? S. Gregório, Bispo de Nanianzus no século IV, escreveu: "Um certo jargão é necessário para se impor ao povo. Quantos menos compreenderem, mais admirarão”.



5. A crença judaica é baseada na revelação nacional

Das 15.000 religiões na História Humana, apenas o Judaísmo baseia sua crença na revelação nacional - i.e., D-us falando à toda a nação. Se D-us está para iniciar uma religião, faz sentido que Ele falará à todos, não apenas a uma pessoa. O Judaísmo é a única entre todas as grandes religiões do mundo que não confia em "reivindicações de milagres" como base para estabelecer uma religião. De fato, a Torá afirma que D-us às vezes concede o poder de "milagres" a charlatões, para testar a lealdade judaica à Torá (Devarim 13:4). Maimônides declara (Fundações da Torá, cap. 8): "Os Judeus não creram em Moshê (Moisés), nosso mestre, por causa dos milagres que realizou. Sempre que a crença de alguém se baseia na contemplação de milagres, tem dúvidas remanescentes, porque é possível que os milagres tenham sido realizados através de mágica ou feitiçaria. Todos os milagres realizados por Moshê no deserto aconteceram porque eram necessários, e não como prova de sua profecia”. Qual era então a base da crença judaica? A revelação no Monte Sinai, que vimos com nossos próprios olhos e ouvimos com nossos ouvidos, não dependendo do testemunho de outros... como está escrito: 'Face a face, D-us falou com vocês...' A Torá também declara: 'D-us não fez esta aliança com nossos pais, mas conosco - que hoje estamos todos aqui, vivos.' (Devarim 5:3).”O Judaísmo não são os milagres. É o testemunho da experiência pessoal de todo homem, mulher e criança”.



6. Judeus e gentios

O Judaísmo não exige que todos se convertam à religião. A Torá de Moshê é uma verdade para toda a Humanidade, seja judia ou não. O Rei Salomão pediu a D-us para considerar as preces de não-judeus que vão ao Templo Sagrado (Reis I, 8:41-43). O profeta Yeshayáhu refere-se ao Templo Sagrado como uma "Casa para todas as nações”. O serviço no Templo durante Sucot realizava 70 oferendas de touros, correspondendo às 70 nações do mundo. De fato, o Talmud diz que se os romanos tivessem percebido quantos benefícios estavam conseguindo do Templo, jamais o teriam destruído. Os judeus nunca buscaram ativamente converter as pessoas ao Judaísmo, porque a Torá prescreve um caminho correto para que os gentios o sigam, conhecido como "As Sete Leis de Nôach”. Maimônides explica que qualquer ser humano que observe fielmente estas leis morais básicas recebe um lugar apropriado no céu. 1. Creia em D-us - não adore ídolos. 2. Respeite D-us e ame-O. Não blasfeme Seu nome. 3. Respeite a vida humana - não mate. 4. Respeite a família - não cometa atos sexuais imorais. 5. Respeite os direitos e a propriedade dos outros - não roube. 6. Estabeleça tribunais para a manutenção da justiça. 7. Respeite todas as criaturas - não coma a carne de um animal enquanto ele ainda está vivo.



7. Trazendo o Messias

De fato, o mundo está desesperadamente necessitado da Redenção Messiânica. A guerra e a poluição ameaçam nosso planeta; o ego e a confusão estão erodindo a vida familiar. Na mesma extensão em que estamos conscientes dos problemas da sociedade, é a extensão em que ansiamos pela Redenção. Como declara o Talmud, uma das primeiras perguntas que um judeu recebe no Dia do Julgamento é: "Você ansiou pela vinda do Messias?" Como podemos apressar a vinda de Mashiach (Messias)? A melhor maneira é amar generosamente toda a humanidade, cumprir as mitsvot da Torá (da melhor maneira que pudermos) e encorajar outros para que as cumpram também. O Mashiach pode chegar a qualquer momento e tudo depende de nossas ações. D-us estará pronto quando estivermos. Pois, como disse o Rei David: "A Redenção chegará hoje - se derem atenção à Sua voz”.



terça-feira, 16 de agosto de 2011

a cruz pesada

Um homem, não se conformava com sua cruz. Ele dizia:

- É muito pesada, meu Deus! Não estou suportando o peso das dificuldades e problemas que venho enfrentando! . . .

E tanto reclamou que certo dia invisível mão retirou-lhe a cruz e foi levado a um lugar onde havia milhares delas empilhadas.

Desconhecida voz recomendou-lhe que lhe fora dado escolher outra, que melhor se ajustasse às suas forças e à sua disposição.

Animado, examinou atentamente as cruzes. Finalmente, depois de demorada avaliação, pegou aquela que lhe pareceu a ideal.

Quando a colocou sobre os ombros verificou, espantado, que era a sua cruz, aquela de cujo peso reclamara tanto.



A vida nos situa exatamente onde devemos estar, em favor de nosso aprendizado, compelindo-nos fazer o melhor, em favor de nossa própria felicidade.

Uma única providência nos é lícita e recomendável.

Colocar uma almofada entre a cruz e os ombros.

E esta almofada é feita das virtudes cristãs.

Quando nos dispomos a servir, amar, perdoar, compreender, amparar, confraternizar, tão leve fica nossa cruz que até nos esquecemos de que estamos a carregá-la.

A Doutrina Espírita deixa bem claro que a posição social, a família, a atividade profissional, a estrutura física em que nos situamos na Terra representam oportunidades de evolução e o nosso teste, não nos sendo lícito, portanto, clamar aos céus quando não correspondam às nossas expectativas.





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REPROGRAMAÇÃO

Nasceste no lar que precisavas.

Vestiste o corpo físico que merecias.

Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.

Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.

Teus parentes e amigos são as almas que atraístes, com tuas próprias afinidades.

Portanto, teu destino está constantemente sobre teu controle.

Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas, tudo aquilo que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes, são as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivencial.

Não reclames nem te faças de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos.

Reprograme tua meta. Busque o bem e viverás melhor.





Mensagem psicografada por Francisco do Espírito Santo Neto

Pelo espírito Hammed



segunda-feira, 27 de junho de 2011

JUDAS REENCARNOU? - Richard Simonetti



Na última quarta-feira de Jesus na Terra, Judas passa o dia com Ele e os outros sem imaginar que Jesus já sabia o que ele fez.

Judas, que fracassou no apostolado, traindo Jesus e acabando por suicidar-se, já reencarnou ?
R: Segundo o espírito Humberto de Campos, que descreve um encontro com Judas, no livro Crônicas de Além Túmulo, psicografado por Francisco Cândido Xavier, o apóstolo reencarnou várias vezes após a desastrada experiência, em resgates dolorosos. Culminou no século XV, quando quitou seus derradeiros débitos.
Disse Judas no livro citado: "(...) já fui absolvido pela minha consciência, no tribunal dos suplícios redentores. Quanto ao Divino Mestre, infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque, se recebi trinta moedas vendendo-O aos algozes, há muitos séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões do ouro amoedado . . .”
E quem teria sido Judas, nessa existência?
R: Admite-se que foi Joana D’Arc (1412-1431) que, à semelhança de Jesus, foi traída, vendida, humilhada e morta. Só não foi crucificada. Morreu numa fogueira.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Jesus Não irá voltar!!!

Uma das principais doutrinas adotadas por igrejas cristãs é a volta do Messias. Embora o Antigo Testamento só fale de uma vinda do ungido, Jesus afirma voltar durante sua vida, segundo os Evangelhos. Ele dá uma série de sinais de coisas que ocorrerão quando estiver próxima sua segunda vinda. Entre eles, fala de guerras e de rumores de guerras, que se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares, que algumas pessoas se entregarão para serem atormentadas, e matar-se-ão; e serão odiadas de todas as nações por causa do Seu nome – obviamente aqui se tratam dos apóstolos, mas os crentes de todas as igrejas dizem que Jesus está falando deles aqui, que nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão, surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos e que o amor de muitos esfriará.

Notem que nada dessas coisas podem ser tratadas como sinais objetivos da vinda dele. Todas essas coisas já ocorriam nos tempos de Jesus e em tempos posteriores. Nada disso pode ser visto como sinal de coisa alguma. É como seu eu dissesse “haverá calamidades, terremotos e catástrofes naturais de todos os tipos”. Ora, isso não é profecia nem vidência. É preciso que eu diga algo que seja diferente do que ocorra no meu tempo. Os crentes objetam que no nosso tempo essas coisas ocorrem numa proporção muito maior que nos tempos de Jesus e era justamente isso que ele quis dizer. Mas tal argumento também não justifica coisa alguma. Algumas dessas coisas de fato são mais evidentes que em tempos passados, mas isso não é sinal algum do fim do mundo pois, não querendo ser pessimista, elas podem ficar ainda piores, então não é possível determinar a proporção exata em que tais coisas devessem ocorrer. Além do mais, alguns dos eventos citados estão na verdade diminuindo e não aumentando. Não houve mais uma guerra como a Segunda Guerra Mundial e é pouco provável que haja. Os direitos humanos são mais respeitados no nosso tempo que no passado. Outrora quase que todos os crimes que alguém pudesse cometer era punido com a morte. Hoje tal conduta é vista como algo abominável por grande parte da população enquanto era tratado com algo justo até o meados do século XIX. Evita-se punir alguém com pena de morte e evita-se fazer guerra. Então como dizer que as coisas estão piorando cada vez mais? Essas profecias são falhas e, mesmo que fossem verdadeira, inúteis, pois não é possível saber nada através delas.

Algo objetivo deveria ser dito, alguma coisa que não ocorria nos tempos bíblicos. Se Jesus tivesse dito, por exemplo, que no fim dos tempo a Terra aqueceria e o mar aumentaria engolindo cidades, certamente saberíamos que ele estava a falar do aquecimento global, talvez o fato mais marcante deste tempo que muitos acreditam estar próximo do fim. Se estivermos mesmo nos últimos dias, por que Jesus não disse nada que se referisse ao aquecimento global? No entanto, existem sim coisas que Jesus disse que determinava precisamente sua volta, mas por motivos óbvios, isso é sumariamente negligenciado por padres, pastores e alguns fiéis que lêem a Bíblia e se deparam com esse trecho. Em Mateus 24: 34, logo depois que Jesus fala sobre os sinais de sua segunda vinda, diz “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam”. Também em Marcos 13: 30 está escrito “Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam”. O mesmo está em Lucas 21: 32.  Quando Jesus dizia que o fim dos tempos estava próximo, ele quis dizer que estava próximo MESMO. Era algo para acontecer ainda naquela geração, como mostra dos textos. Uma geração tem cerca de 30 anos, ou seja, já era pra tais coisas terem acontecido. Quando perguntando quando será sua segunda volta, Jesus diz que “Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino” (Mateus 16: 28). Para quem sabe ler nas entrelinhas fica claro que a segunda volta de Jesus era algo próximo do tempo dos apóstolos, pois alguns dos que o ouviam veriam ele voltar e instituir o reino de Deus. Talvez ele estivesse falando para algum Highlander que estivesse por lá e que ainda está vagando pela Terra depois destes quase 2.000 anos da morte de Cristo só para ouvir ele dizer estas palavras e ver ele voltar no seu reino. A Igreja Católica tem uma boa resposta para essa questão: o reino do qual Jesus se refere é a Igreja Católica. E de fato, alguns dos presentes na época viram a Igreja se formar. Mas acho que os Protestantes não concordam muito com essa resposta, preferindo ficar no doloroso silêncio de sua contradição.

Outras partes da Bíblia provam que o fim dos tempos de que Jesus falava era algo iminente. Em 1 João 2: 18 lê-se: “por onde conhecemos que é já a última hora”. Obviamente uma hipérbole para enfatizar que o fim estava deveras próximo. Certamente ele não quis dizer 2.000 anos com a expressão “última hora”. Isso explica o total desapego às coisas materiais ensinado por Jesus. Ora, o fim era algo demasiadamente próximo, então não fazia sentido se preocupar com bens materiais. Estes são importantes para garantir uma boa vida e prevenir certos males, mas que sentido eles teriam se o mundo fosse acabar amanhã? Havia sentido as palavras de Jesus em Mateus 6: 25, “Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir” se houvesse o perigo de uma catástrofe imediata, mas quem abandonaria seus bens e seu conforto esperando um fim que pode nem mesmo ocorrer? Não conheço nenhum pastor que siga as palavras ditas por Jesus em Mateus 6: 25. Se acreditarem mesmo que o fim está tão próximo, por que não abandonam todos os seus bens, como ordenou Jesus? Porque são garantia de uma vida maior e melhor. Se acreditassem que o fim dos tempos poderá ser amanhã, não iriam se prevenir tanto. E para que serve o dinheiro, o luxo, emprego e educação senão como formas de obter uma vida melhor e mais longa? Como prevenção? Está se prevenindo contra que, se o fim pode ser amanhã? De fato o fim não será amanhã, pois já deveria ter ocorrido na geração de Jesus e alguns dos que o ouviam veriam sua segunda vinda e seu reino de Deus na Terra.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Jesus Na Visão Espirita

Jesus na visão Espírita

Sergio Fernandes Aleixo
Em meio à crescente proliferação de doutrinas exóticas no seio mesmo do nosso movimento, sobremodo nos preocupam aquelas cujo resultado é a deturpação da legitima visão espírita de Jesus de Nazaré.
Ao contrário do que a negligência de muitos confrades pode supor, Allan Kardec deixou-nos bem definida a concepção espírita sobre a natureza do Cristo, quer física, quer, sobretudo, espiritualmente.
No comentário ao nº 226 de O Livro dos Espíritos, o codificador estabelece que, quanto ao estado no qual se encontram, os espíritos podem ser encarnados, errantes ou puros. Acerca dos puros, dizem os espíritos superiores: "Não são errantes... Esses se encontram no seu estado definitivo."
Tal é a condição espiritual de Jesus: a dos espíritos puros, ou seja, a dos espíritos que "percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria" (Ob.cit.,nº 113). Apesar de integrar o número dos que "não estão mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis", dos que "realizam a vida eterna no seio de Deus" (id. Ibid.), entre nós, por missão, o mestre encarnou-se. Conforme o nº 233 de O livro dos espíritos esclarece, "os espíritos já purificados descem aos mundos inferiores", a fim de que não estejam tais mundos "entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los".
É bem verdade que no comentário ao nº 625 da mencionada obra, Allan Kardec apresenta Jesus como "o tipo da perfeição moral a que a humanidade pode aspirar na Terra", em quase exata conformidade com o que diz sobre os espíritos superiores, os quais, segundo ele: "Quando, por exceção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo" (nº 111).
Cumpre-nos salientar que na doutrina espírita o rigor do conceito de pureza se concentra na expressão "puro espírito", que Kardec explicou ser o estado dos seres que tradicionalmente são chamados "anjos, arcanjos ou serafins"; entretanto, com isso, não quis o codificador estabelecer a existência de gradações no estado de pureza espiritual; basta confrontarmos o item 111 com o item 226 de O livro dos espíritos.
Contudo, o sacrifício tipicamente missionário de um retorno à Terra, mesmo quando já não há necessidade desse tipo de experiência para evoluírem, é meritório aos espíritos superiores, do ponto de vista de sua progressão, pois não integram ainda a classe dos puros espíritos, não se encontram ainda no seu "estado definitivo".
Alguns entendem que este seria o caso de Jesus de Nazaré. Ele teria atingido a perfeição, ou, quiçá, um grau evolutivo mais alto entre os filhos do homem somente após o cumprimento de sua missão, o que, alias, é sugerido pelo autor da Epístola aos hebreus, o qual entende que Jesus, por seus sacrifícios, teria passado, de `sacerdote', à condição de `sumo sacerdote' da ordem de Melquisedeque.
Não desposamos essa idéia, embora admitamos que não confronta com o ensino de O livro dos espíritos, no qual, de fato, Jesus figura ainda como espírito superior; passível seria ele, portanto, de aperfeiçoamento.
A codificação espírita, todavia, não termina em O livro dos espíritos, começa nele. Allan Kardec desenvolveu e aprimorou o conceito espírita sobre a condição espiritual de Jesus como fez com relação a outros temas. Se não, vejamos.
Já mesmo em O livro dos médiuns, obra que constitui, segundo o próprio codificador, a seqüência de O livro dos espíritos, Allan Kardec passou a classificar Jesus como espírito puro. Na nota que escreve à dissertação IX do cap. XXXI, distingue, com absoluta clareza "os espíritos verdadeiramente superiores" daquele que representa "o espírito puro por excelência", por desvelada menção a Jesus Cristo.
Ora, Allan Kardec diz que tais espíritos, mesmo superiores, não têm as qualidades do Cristo; de novo estabelece, portanto, diferença entre Jesus e os espíritos superiores, como fez em O livro dos médiuns, na aludida nota à dissertação IX do cap. XXXI. Isso tão- só porque os espíritos superiores ainda não são puros.
Do livro: "Reencarnação – Lei da Bíblia, Lei do Evangelho, Lei de Deus." - Sergio Fernandes Aleixo, ed. Lachâtre
Extraido do site www.ade-rj.org.br