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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fluido Cósmico Universal.

FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL
O Livro dos Espíritos, qq. 1 e 27
Obra codificada por Allan Kardec
Figuras: Elio Mollo
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.
Resposta dada pelos Espíritos Superiores à Allan Kardec na q. 1 de «O LIVR O DOS ESPÍRITOS».
Há dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito e acima de tudo Deus, o
criador, o pai de todas as coisas.
Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade un iversal.
Mas ao elemento material se tem que juntar o FLUIDO UNIVERSAL, que desempenha o
papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais
grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela.
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Embora, de certo ponto de vista, seja lícito class ificá-lo com o elemento material, ele se
distingue deste por propriedades especiais.
Se o FLUIDO UNIVERSAL fosse simplesmente matéria, não haveria razão para que o
Espírito não o fosse também.
O FLUIDO UNIVERSAL está colocado entre o Espírito e a matéria ;
Espírito Fluido Universal Matéria
[----------------------I-----------------------]
É fluido, como a matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e
sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas
conheceis uma parte mínima.
Esse fluido universal, ou primitivo, ou el ementar, sendo o agente de que o Espírito se
utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca
adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”
q. 27(LE).
Esse fluido é suscetível de inúmeras combinações. O que chamamos de fluido elétrico,
fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente falando,
senão matéria mais perfeita, mais sutil e que se pode considerar independente.
q. 27. a (LE).
Elementos fluídicos
A Gênese, cap. XIV. Itens de 2 à 6
Obra codificada por Allan Kardec
O FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL é a matéria elementar primitiva, cujas modificações e
transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza.
Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos:
 eterização ou imponderabilidade - primitivo estado normal
 materialização ou de ponderabilidade - consecutivo ao estado normal
primitivo
O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível.
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Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar -se os nossos fluidos
imponderáveis como termo médio entre os dois estados.
Cada um desses dois estados dá lugar, natura lmente, a fenômenos especiais: ao
segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. Uns, os
chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência propriamente dita, os outros,
qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, po rque se ligam de modo especial à
existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo.
Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contacto,
os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultanea mente. No
estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se
prendem à vida corpórea; os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só
podem ser percebidos no estado de Espírito. (1)
(1) A denominação de fenômeno psíquico exprime com mais exatidão o pensamento, do que a de
fenômeno espiritual, dado que esses fenômenos repousam sobre as propriedades e os atributos da alma,
ou, melhor, dos fluidos perispiríticos, inseparáveis da alma. Esta qualificação os liga mais intimamente à
ordem dos fatos naturais regidos por leis; pode -se, pois, admiti-los como efeitos psíquicos, sem os admitir a
título de milagres.
No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme;
Sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas
talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos
distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades
especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.
Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são
fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados
e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestr e. Eles os elaboram
e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus
materiais, ainda que por processos diferentes.
Lá, porém, como neste mundo, somente aos Espíritos mais esclarecidos é dado
compreender o papel que desempenham os elementos constitutivos do mundo onde eles
se acham. Os ignorantes do mundo invisível são tão incapazes de explicar a si mesmos
os fenômenos a que assistem e para os quais muitas vezes concorrem maquinalmente,
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como os ignorantes da Terra o são pa ra explicar os efeitos da luz ou da eletricidade, para
dizer de que modo é que vêem e escutam.
Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise
e à percepção dos nossos sentidos, feitos para perceberem a matéria tangív el e não a
matéria etérea. Alguns há, pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso, que
deles só podemos fazer idéia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas
mediante as quais um cego de nascença procura fazer idéia da teoria das cores.
Mas, entre tais fluidos, há os tão intimamente ligados à vida corporal, que, de certa forma,
pertencem ao meio terreno. Em falta de observação direta, seus efeitos podem observar -
se, como se observam os do fluido do imã, fluido que jamais se viu, podendo -se adquirir
sobre a natureza deles conhecimentos de alguma precisão. É essencial esse estudo,
porque está nele a chave de uma imensidade de fenômenos que não se conseguem
explicar unicamente com as leis da matéria.
A pureza absoluta, da qual nada nos pode da r idéia, é o ponto de partida do fluido
universal;
O ponto oposto é o em que ele se transforma em matéria tangível.
Entre esses dois extremos, dão -se inúmeras transformações, mais ou menos
aproximadas de um e de outro. Os fluidos mais próximos da mate rialidade, os menos
puros, conseguintemente, compõem o que se pode chamar a atmosfera espiritual da
Terra. É desse meio, onde igualmente vários são os graus de pureza, que os Espíritos
encarnados e desencarnados, deste planeta, haurem os elementos necessár ios à
economia de suas existências. Por muito sutis e impalpáveis que nos sejam esses fluidos,
não deixam por isso de ser de natureza grosseira, em comparação com os fluidos etéreos
das regiões superiores.
O mesmo se dá na superfície de todos os mundos, salvo as diferenças de constituição e
as condições de vitalidade próprias de cada um. Quanto menos material é a vida neles,
tanto menos afinidades têm os fluidos espirituais com a matéria propriamente dita.
Não é rigorosamente exata a qualificação de flu idos espirituais, pois que, em definitiva,
eles são sempre matéria mais ou menos quintessenciada . De realmente espiritual, só a
alma ou princípio inteligente. Dá-se-lhes essa denominação por comparação apenas e,
sobretudo, pela afinidade que eles guardam c om os Espíritos. Pode dizer -se que são a
matéria do mundo espiritual, razão por que são chamados fluidos espirituais.
Quem conhece, aliás, a constituição íntima da matéria tangível? Ela talvez somente seja
compacta em relação aos nossos sentidos; prová -lo-ia a facilidade com que a atravessam
os fluidos espirituais e os Espíritos, aos quais não oferece maior obstáculo, do que o que
os corpos transparentes oferecem à luz.
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Tendo por elemento primitivo o fluído cósmico etéreo, à matéria tangível há de ser
possível, desagregando-se, voltar ao estado de eterização, do mesmo modo que o
diamante, o mais duro dos corpos, pode volatilizar -se em gás impalpável. Na realidade, a
solidificação da matéria não é mais do que um estado transitório do fluido universal, que
pode volver ao seu estado primitivo, quando deixam de existir as condições de coesão.
Quem sabe mesmo se, no estado de tangibilidade, a matéria não é suscetível de adquirir
uma espécie de eterização que lhe daria propriedades particulares? Certos fenômeno s,
que parecem autênticos, tenderiam a fazer supô -lo. Ainda não conhecemos senão as
fronteiras do mundo invisível; o porvir, sem dúvida, nos reserva o conhecimento de novas
leis, que nos permitirão compreender o que se nos conserva em mistério.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Misticismo

Misticismo (do grego μυστικός, transl. mystikos, um iniciado em uma religião de mistérios) é a busca da comunhão com a identidade, com, consciente ou consciência de uma derradeira realidade, divindade, verdade espiritual, ou Deus através da experiência direta ou intuitiva.
Do livro de Jakob Böhme "O Príncipe dos Filósofos Divinos", o misticismo se define por: o misticismo, em seu mais simples e essencial significado, é um tipo de religião que enfatiza a atenção imediata da relação direta e íntima com Deus,ou com a espiritualidade, com a consciência da Divina Presença. É a religião em seu mais apurado e intenso estágio de vida. O iniciado que alcançou o "segredo" foi chamado um místico. Os antigos cristãos empregavam a palavra "contemplação" para designar a experiência mística.
"O místico é aquele que aspira a uma união pessoal ou a unidade com o Absoluto, que ele pode chamar de Deus, Cósmico, Mente Universal, Ser Supremo, etc. (Lewis, Ralph M)" 

Visão geral

A palavra "místico" era empregada pela primeira vez no Mundo Ocidental, nos escritos atribuídos a Dionysius, o Aeropagite, que apareceu no final do século V. Dionysius empregou a palavra para expressar um tipo de "Teologia", mais do que uma experiência. Para ele e para muitos intérpretes, desde então, o misticismo se baseava em uma teoria ou sistema religioso que concebe Deus como absolutamente transcendente, além da Razão, do pensamento, do intelecto e de todos os processos mentais.
A palavra, desde então, tem sido usada para os tipos de "conhecimento" esotérico e teosófico, não suscetiveis de verificação. A essência do misiticismo é a experiência da comunicação direta com Deus.
A palavra misticismo tem origem no idioma Grêgo μυστικός = "iniciado" (nos "Mistérios de Eleusinian", μυστήρια = "mistérios", referindo-se as "Iniciações") é a busca para alcançar comunhão ou identidade consigo mesmo, lucidez ou consciência da realidade última, do divino, Verdade espiritual, ou Deus através da experiência direta, intuição, ou insight; e a crença que tal experiência é uma fonte importante de conhecimento, entendimento e sabedoria. As tradições podem incluir a crença na existência literal de realidades empíricas, além da percepção, ou a crença que uma verdadeira percepção humana do mundo trancenda o raciocínio lógico ou a compreensão intelectual.
O termo "misticismo" é freqüentemente usado para se referir a crenças que são externas a uma religião ou corrente principal, mas relacionado ou baseado numa doutrina religiosa da corrente principal. Por exemplo, Kabala é a seita mística dominante do judaísmo, Sufismo é a seita mística do Islã, e Gnosticismo refere geralmente a várias seitas místicas que surgiram como alternativas ao cristianismo. Enquanto religiões do Oriente tendem a achar o conceito de misticismo redundante, e o conhecimento tradicional e ritual são considerados como Esotericos, por exemplo, Vajrayana e Budismo.

Definição

Uma definição de misticismo não poderia ser ao mesmo tempo significativa e de abrangência suficiente para incluir todos os tipos de experiências que têm sido descritas como "místicas".
Por definição natural, misticismo é a prática, estudo e aplicação das leis que unem o homem à Natureza e a Deus.
Desta forma, a Mística se distingue da Religião por referir-se à experiência direta e pessoal, com a divindade, com o transcendente, sem a necessidade de intermediários, dogmas ou de uma Teologia.

Na teologia

Conjunto de práticas religiosas que levam à contemplação dos atributos divinos. Estado natural ou disposição para as coisas místicas, religiosas; religiosidade.

Citações no livro: O Mundo de Sophia

Citando o livro "O Mundo de Sophia", quando fala sobre Misticismo:
Uma experiência mística significa experimentar a sensação de fundir sua alma com Deus. É que o "eu" que conhecemos não é nosso "eu" verdadeiro e os místicos procuravam conhecer um "eu" maior que pode possuir várias denominações: Deus, espírito cósmico, universo, etc. No entanto, para chegar a esse estado de plenitude, é preciso passar por um caminho de purificação e iluminação através de uma vida simples. Encontra-se tendências místicas nas maiorias religiões do mundo. Na mística ocidental ( judaísmo, cristianismo e islamismo ), o místico diz que seu encontro é com um Deus pessoal. Na oriental ( hinduísmo, budismo e religião chinesa ) o que se afirma é que há uma fusão total com deus, que é o espírito cósmico. É importante notar que essas correntes místicas já existiam muito antes de Platão e que pessoas de nossa época têm relatado experiências místicas como uma forma de experimentar o mundo sob a perspectiva da eternidade. (O Mundo de Sophia).
As correntes místicas pregam a experiência direta do divino, comumente chamada de experiência mística, e muitas vezes descrita como iluminação. A experiência mística é um estado de consciência em que o místico tem um vislumbre daquilo que está além deste plano físico, e muitas vezes é descrito como união com o Todo. Isto só pode ser alcançado, segundo os místicos, por uma disciplina espiritual que visa distanciar-se das coisas mundanas.
Muitas vezes a experiência mística é descrita por aqueles que a sentem como uma "visão ou percepção direta de Deus". Tais fenômenos estão presentes tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento da Bíblia e na cultura oriental (budismo, hinduísmo, yoga, etc.).
O místico procura na prática espiritual e no estudo das coisas divinas, mais que na racionalidade, as bases para suas concepções de vida, embora muitas vezes o misticismo esteja envolvido com intrincados sistemas que o fundamentam. Este é o caso da Cabala, a tradição esotérica dos judeus.
A experiência mística é o modo como o místico entra em contato com o Divino.

Místicos cristãos



 

Outros místicos

Alguns exemplos de outros místicos:

 

Outras personalidades místicas

Séculos pré-Manifestos
Séculos XVII e XVIII
Séculos XIX e XX

Correntes Místicas

O Olho que tudo vê ou Olho da Providência que aparece na torre da Catedral de Aachen.
São doutrinas ou correntes de pensamento que podem ser consideradas vertentes do Misticismo:

Místicos Orientais

Uma grande estátua em Bangalore retratando Shiva meditando